Edição 63

Mensagem Profética

A cruz de Cristo santifica

Prof. Jurandir de Barros e Silva

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Olhando para uma imagem,
vi duas linhas quase iguais,
uma vertical, outra horizontal.
Galhos cruzados em unidade,
uma figura especial.

Verticalmente, como
se alguém me visse,
querendo falar alguma palavra.
Já horizontalmente, como se
quisesse abraçar-me,
certamente perdoar-me.
Quanta humildade e bondade!

Sempre mais aproximando-se,
ouvi uma voz que dizia:
“Se você quer me seguir,
terei um grande prazer;
abrace a cruz com amor e carregue
os dois formatos do viver”.
Lágrimas escorreram-me na face
com fato tão comovente.
Aquela estátua recordou-me Jesus,
que bastante sofreu, inocente.
Creio que Ele é o caminho
que nos leva para o Pai
em comunhão com o Espírito Santo.
É porta, luz, verdade, vida e paz.

Continuei com os olhos fixos,
fiquei minutos contrito, observando,
sem nenhuma idolatria.
Confiante, posso afirmar
que, no lenho, a misericórdia
tem um valioso nome.
Felizes os que procedem
como amigos do glorioso
madeiro de Jesus Cristo.
São chuvas de bênçãos, tudo isso.

Percebi, naquela escultura,
o Messias desfigurado
convidando à conversão.
Ele nos quer ao seu lado
para, na graça, vivermos,
agora e no eterno chamado.

Cheguei à convicção de que
não há perdão sem cruz.
Ela é um ideal modo
de se chegar ao Mestre Jesus.
Oh, que madeira de árvore nobre!
Nela, o pecado absolve-se.

O lenho foi um instrumento
de suplício, dor e morte.
Mas, com o sangue e a água
que o bom Jesus derramou,
o mesmo se santificou
e em vida se tornou.

Da santa cruz, veio a remissão
para os que creem na redenção.

O crucifixo nos lembra Cristo,
que, para apagar nossos pecados,
carregou enorme peso
em direção ao Calvário.
Repleto só de ternura,
seu coração é formado.

É baluarte, é vitória,
da sagrada cruz, ter ressurgido a luz.
Por isso, dela me aproximo,
venerando-a com fervoroso estímulo.
É um sublime e benéfico símbolo.
Acredito que foi num madeiro
que doou-nos a vida, Javé,
entregando-nos o Seu predileto Filho.

Jesus, como divino, não morreu,
pois é Deus de eternidade.

Expirou apenas a sua natureza humana,
mas ressuscitou, está claro;
trazendo para nós a certeza
de que seremos ressuscitados.
A Sagrada Escritura e a fé
nos revelam evidentes verdades.
Os dois traços são alianças,
nos dois riscos há penhor.
Jamais poderia ser indiferente
a preciosa cruz, marca de plenitude,
honradez, glória e amor;
onde Cristo Jesus
concedeu-nos os sacramentos
como salvíficos alimentos.
Esperançosos e assíduos nas orações,
não nos faltarão talentos.

No altar da eucaristia,
a mesa amável da partilha.
Ele continua presente, doando-se
com sua solidária abnegação,
de maneira incruenta.
Exemplo que, para nós, deixou.
Há alguém que mais amou?

cubos