Edição 75

Matérias Especiais

A escola e o futuro: alunos gerações X, Y, Z… Que alunos vamos deixarpara o mundo?

Rosangela Nieto de Albuquerque

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“Na semente está a árvore.”
Hegel

Qual o futuro da escola? Vivenciamos as gerações X, Y e Z; e a escola está preparada? Os alunos do futuro terão docentes preparados para essa nova realidade? O que esperamos do sistema educacional nesse novo paradigma? Certamente, a expectativa é imensa, pois, hoje, a escola já vivencia essa dificuldade, permeada por crianças e jovens com habilidades multifacetadas, mas, muitas vezes, ainda pratica teorias pedagógicas obsoletas, distantes do “mundo” deles. Espera-se, portanto, que a escola prepare as pessoas para serem cidadãs competentes em um ambiente compartilhado, capazes de conviver socialmente numa perspectiva harmônica. A escola de hoje já é permeada pelos alunos gerações X, Y e Z, com novas posturas, outros valores e com múltiplas facetas no que tange ao conhecimento. É nesse contexto que a escola tem um grande desafio: o de compreender que esse aluno nativo da era da informática, com múltiplas habilidades permeadas pelo dinamismo intelectual, é parte desse ponto de chegada, e, para alcançar o ponto de chegada, é necessário refletir acerca do próprio ponto de partida. A lógica dialética de Hegel — “Na semente está a árvore” — nos faz refletir como a semente é o em si da árvore; uma semente é um momento do processo, ou seja, a ideia de semente corresponde ao início. Então, o desafio da escola é desenvolver um novo modo de pensar, uma nova consciência, um novo paradigma baseado no sentimento, no afeto, com foco nas virtudes, significar mais o sentir que o racionalizar, portanto preparar o ponto de chegada.

Novos alunos… Nova escola

“A sala de aula não muda há 300 anos, mas as crianças são diferentes.”
Teresa Salema

A educação é de fato um motivo de discussão e preocupação da sociedade em geral. Afinal, o futuro da nação, ou melhor, do homem, enquanto ser humano, depende da humanização do indivíduo que se constrói através da educação. A aprendizagem do homem é um fenômeno natural, e, cada vez que socializamos as pessoas e as integramos na sociedade, elas se transformam e tornam-se mais aptas a promover a harmonia, a compreensão, a tolerância e a paz.

Ninguém escapa da educação. A educação não é mérito de um único professor ou de uma única escola. A Constituição Brasileira de 1988 estabelece que “educação é um direito para todos e um dever do Estado e da família”. Desde o início da educação formal no País, o papel da escola é o de ensinar a submissão à autoridade ou à oligarquia. Se refletirmos sobre o “verdadeiro” papel da escola, então ratificamos que ela está fazendo um excelente trabalho como aparelho ideológico.

A escola de massas, de educação bancária — na qual, ao mesmo tempo e no mesmo espaço, o professor ensina a dezenas de alunos —, teve origem na Revolução Industrial e se perpetua até hoje, século XXI. Em dois séculos, mudaram os estudantes, mudou a sociedade, e mudou o mercado de trabalho, mas e a escola? Quando mudará? As mudanças começam na escola — “Na semente está a árvore”.

A escola, há muito tempo, se concentra em ensinar aos alunos as competências básicas da matemática, da escrita e da leitura. Entretanto, hoje, essas aprendizagens básicas já não são suficientes; é importante que se ensine aos jovens, nas escolas, a triunfar suas carreiras, neste contexto de economia global. Certamente, desenvolver as competências necessárias para que as crianças possam enfrentar esses desafios futuros remete a desenvolver as “competências de sobrevivência”: o pensamento crítico e a capacidade de resolução de problemas, a iniciativa e o empreendedorismo, a colaboração, agilidade e adaptabilidade, boa comunicação oral e escrita, capacidade de obter informação e analisá-la e, finalmente, curiosidade e imaginação.

Alunos de hoje e do futuro: diferenças e semelhanças das gerações X, Y e Z

A geração X surge em meados da década de 1960 e estende-se até os anos 1970. Essa geração vivenciou, no Brasil, acontecimentos como as Diretas Já e a ditadura militar. No que tange ao enfoque profissional, a geração X é caracterizada por certas resistências ao novo e apresenta ainda certa insegurança. Nesse período, da geração X, acontece o nascimento da tecnologia no Brasil.

A geração Y nasce, então, na década de 1980 e vivencia os avanços da tecnologia e diversas quebras de paradigma. Os jovens dessa geração apresentam características multifacetadas, isto é, fazem várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo: navegar na Internet, ouvir música, ler e-mails e ainda realizar os afazeres profissionais. Esses jovens também apresentam o desejo constante por novas experiências e, no trabalho, buscam ascensão rápida, que os promova de cargo em períodos relativamente curtos e de maneira contínua.

O ponto e os contrapontos das gerações X e Y são bastante interessantes no quesito comparação de comportamentos; enquanto a geração X faz opção pela tranquilidade, prefere a estabilidade e o equilíbrio, a geração Y quer movimento, deseja inovar e luta por alcançar suas metas. Na escola, esses contrastes dificultam os relacionamentos e as expectativas entre alunos e professores. Observa-se também a questão dos mais velhos, que, muitas vezes, não aceitam com naturalidade as decisões impostas pelas pessoas mais novas.

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A geração Z remete aos jovens nascidos em meados dos anos 1990 e, segundo pesquisas, é motivo de estudo e reflexão, pois apresentam um comportamento individualista. Entende-se, então, que são crianças e jovens contemporâneos de uma realidade conectada à Internet, em que os valores familiares vão se esvaecendo pelos contatos virtuais, proporcionando um isolamento. É comum observar-se, por exemplo, que deixam de sentar à mesa durante as refeições e de conversar com os pais. É uma geração formada pelos que ainda não saíram da escola e, certamente, ainda não fizeram opção pela profissão a ser exercida no futuro. A geração Z também se destaca por sua excentricidade. Os jovens dessa geração apresentam um perfil mais imediatista e querem tudo para agora, são inquietos e não têm paciência com os mais velhos no que diz respeito ao manuseio de equipamentos eletrônicos ou algum novo recurso da informática. Esse tipo de atitude sugere que tais jovens poderão ter sérios problemas no mercado de trabalho pela falta de habilidade para trabalhar em equipe. O trabalho coletivo demanda respeito e tolerância, virtudes a serem desenvolvidas nos jovens da geração Z.

Fala-se muito acerca da geração Y e da geração Z (formada hoje por crianças e adolescentes — futuros adultos), que desenham tendências e características de preocupação com a sustentabilidade e com o mundo futuro. As pesquisas enfatizam que a geração Z apresenta-se mais inquieta, menos fiel às marcas e acostumada a fazer tarefas múltiplas. As crianças e os jovens de hoje, geração Z, já nasceram com o controle remoto, com o joystick e o celular em seu convívio primário, enquanto a geração Y participou da implantação dessas novas tecnologias. É verdade que a geração Y deseja e quer as coisas rapidamente, mas a geração Z é muito mais veloz e antenada, não sabe o que é o mundo sem tecnologia. A diferença, no entanto, é que a nova geração apresenta todas as características num paradigma mais acentuado, pois se desenvolveu junto com os avanços tecnológicos mais recentes. Esses jovens estão mais preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, com mais intensidade do que a geração anterior, que se apresenta mais consumista. Os jovens da geração Z querem escolher melhor, contribuir para a sustentabilidade, sendo críticos no que tange ao consumo consciente.

Para os sociólogos, a velocidade permeia também o marco da mudança geracional, que hoje gira em torno de 10 a 15 anos; assim, observa-se que as diversas gerações convivem entre si, mas em diferentes estágios e técnicas de comunicação; dessa forma, podemos chamar os jovens do futuro de Geração da Esperança, isto é, uma nova geração que constituirá um mundo melhor, com muito mais solidariedade, paz e igualdade entre os povos.

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Professores e alunos: da era conceptual à pós-modernidade

Ser aluno hoje é ser agente de elaboração do conhecimento, é estar numa contraposição de experiências professor-aluno, e isso só acontece quando o aluno debate e exige do seu professor, quando o questiona. Quem é o nosso aluno hoje? É aquele que vem com uma bagagem muito grande de conhecimento, principalmente no que diz respeito a novas tecnologias, e vê a escola como um local longe de suas expectativas de compromisso com o aprendizado (aluno geração Z).

Numa perspectiva socioeconômica, há duas classes bem distintas em relação aos alunos, os ricos e os pobres. Os primeiros estudam na rede particular, recebendo como de costume um ensino de qualidade, certamente com professores de alto nível, para que o domínio dessa “casta” nacional seja perpetuado. Os alunos pobres (dominados e oprimidos) estudam na rede pública, só querem estudar para “ser” alguém na vida, mesmo que “ser” alguém signifique ser usado e tratado como “coisa” para produzir “coisas”, que acabam dando grandes lucros para os seus “proprietários”.

No Ensino Superior, acontece o reverso, o aluno que estudou em escola particular, certamente por receber um ensino de qualidade, atinge o sucesso nos vestibulares das universidades públicas, restando aos alunos egressos das escolas públicas as faculdades particulares, onde os vestibulares são mais “acessíveis”. O aluno superior também apresenta falta de interesse, de motivação ou de comprometimento com a própria aprendizagem.

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E o professor, nesse contexto, também convive com a violência nas escolas e com o inquestionável “excesso de direitos” — hoje bastante enfatizado no Estatuto da Criança e do Adolescente —, que recaem na comunidade escolar sem que, muitas vezes pais e alunos entendam essa dinâmica social. Infelizmente, os docentes convivem hoje com o porte de armas, as agressões físicas e verbais, a atuação de gangues e do tráfico de drogas, ou seja, numa constante tensão.

As pesquisas enfatizam o grande percentual de violência nas escolas, desde a ação de conter a indisciplina até a prática pedagógica que se torna inviável em decorrência da falta de estrutura escolar.

Os professores também enfrentam a dificuldade da especialização em que se graduaram. Muitas vezes, por falta de profissional na área, são “convidados” a lecionar disciplinas que não são afins à sua formação. É de se notar que os próprios professores buscam a formação continuada, tornando-se, assim, agentes de transformação; os docentes tomam iniciativa de melhorar a sua especialização.

Na verdade, ser professor hoje é acreditar no desenvolvimento da sociedade, buscar a transformação da Humanidade e, sem dúvida, aquele que permanece na profissão tem como objetivo não só transformar a informação em conhecimento, mas desenvolver a consciência crítica e praticar a pedagogia da esperança.

Segundo Klein, hoje, na chamada pós-modernidade, os empregadores valorizam no candidato mais do que ele sabe conceptualmente, isto é, a capacidade que ele tem de aprender coisas novas, de se adaptar às situações, de produzir conhecimento, de interagir. A escola deve priorizar um currículo caracterizado pela transdisciplinaridade, para desenvolver a operacionalização dos conceitos e saber aplicá-los na vida prática. É nesse contexto que se desenvolve a capacidade de selecionar a informação, tratá-la e ser capaz de, de maneira organizada, atingir o objetivo proposto, portanto desenvolver no estudante a autonomia, a criatividade.

O contraponto da era conceptual com a pós-modernidade é promover um intercâmbio dos saberes dos conceitos com o mundo globalizado, centrado no conhecimento, complexo, permeado por mudanças, sem fronteiras, com competição acirrada, onde a capacidade de cada um (empenho, inovação) passou a ser característica fundamental, não apenas de sucesso, mas de sobrevivência. Segundo Torres, a escola, do ponto de vista da preparação para a razão, faz um bom trabalho, mas torna-se incompleta; portanto, ela necessita encontrar um equilíbrio entre a razão e a arte, desenvolver as competências criativas. A escola já deu os primeiros passos para a mudança, mas, ainda hoje, encontra-se inspirada no cartesianismo, que privilegia tudo o que é racional, esquecendo-se do que é emocional. Essa visão racionalista do ensino desenvolve as competências racionais da criança, entretanto não valoriza os aspectos emocionais, artísticos e as visões humanistas do mundo: “Aquilo que o mundo de hoje e do futuro precisa”.

Considerações finais

É comum ouvir-se falar que as crianças de hoje já nascem com um chip a mais que as de antigamente. Observa-se que essa nova criança, desde os primeiros passos e bem antes da alfabetização, já manuseia o mouse, o tablet e participa de jogos de entretenimento. Assim, quando chega à sala de aula possui uma facilidade considerável para aprender com as novas tecnologias, que, muitas vezes, sobrepõe a experiência do professor. Essa nova geração, nascida e criada junto com a tecnologia, estuda, trabalha, ouve, responde pessoas on-line, vive na intensa velocidade do mundo pós-moderno. Com atenções multiplicadas, as crianças e jovens também são chamadas de geração Internet, iGeração, NetGen (NetGeneration), Geração D (Digital), Geração Agora e também são conhecidas como Geração M, multiatarefados, multiestimulados, multi-informados, multiconectados. Nesta realidade presente, a escola vivencia um desafio que vislumbra outros desafios futuros… Como adaptar a escola para alunos que deixaremos para o mundo?

A escola e o sistema educacional precisam encontrar seus caminhos no plural, enfatizando as singularidades, valorizando e reconhecendo o espaço comunitário em seu entorno, configurando-se como instituição privilegiada para a mudança da ordem social imposta.

É preciso ocupar espaços, ampliar a práxis pedagógica, constituir ações e, principalmente, reconhecer que crianças e adolescentes brasileiros precisam caminhar no sentido de acreditar em si mesmos e nos seus potenciais.

As políticas educacionais devem ser formuladas para se obter e manter uma educação de qualidade. Elas devem utilizar diagnósticos provenientes de análises dos dados coletados pelos censos escolares, de pesquisas e avaliações externas de aprendizado. As políticas implementadas também precisam ser avaliadas para verificar sua eficiência e eficácia e refletir se há necessidade de mudanças. Certamente, os conceitos e diagnósticos também precisam ser questionados e corrigidos quando necessários.

Mudar, transformar, descobrir, reelaborar não é tarefa fácil, mas da mudança emerge o movimento que torna vivo o espaço para a criação de processos e culturas novas. Ensinar e aprender são descobertas originais, ampliam referenciais de vida, difundem criticamente verdades, socializam saberes e se tornam bases de ações vitais. Querer outra escola é desejar crescer, é colocar-se em movimento de abertura para o novo, para as dúvidas, para o não saber. A transformação da escola necessariamente envolve a modificabilidade nas relações, compreendidas como um processo de exercício de diálogo, que envolverão questionamentos. É no questionamento que há o encontro com a diversidade e que se alicerçam possibilidades de concretas transformações.

Uma educação de qualidade é possível, necessita-se pensar e agir no desejo de fazer a diferença, de algum modo contribuir para que o aprender seja de fato um modo de emancipar a Humanidade de suas “ignorâncias”.

Percorrer novos caminhos não é tarefa simples; certamente irão surgir resistências; segundo Paulo Freire, “[...] educar é um ato político e exige que, para a transformação do mundo, o sonho seja vigoroso, pleno de coragem para sua realização”. Sim, percorrer novos caminhos para a ressignificação da escola e construir referências culturais e políticas indispensáveis a outra visão de mundo, de um mundo mais justo, ético, fraterno e solidário.

Necessita-se rever a escola e a educação para oportunizar o quinto pilar para a educação do século XXI — o amor. Plantar a semente… “Na semente está a árvore”. Pensar “que alunos deixaremos para o mundo”. Na práxis educativa, é preciso ação, enfrentar os inúmeros desafios presentes nos erros e acertos e, dignamente, reaprender a amar e permitir que os sujeitos efetivamente se transformem a si mesmos.

Rosangela Nieto de Albuquerque é Pósdoutora em Educação (Ph.D.), doutoranda em Psicologia Social, Mestre em Ciências da Linguagem, professora universitária, gestora em Educação, psicopedagoga clínica e institucional e pedagoga.

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Rosangela Nieto de Albuquerque é Pós-doutora em Educação (Ph.D.), doutoranda em Psicologia Social, Mestre em Ciências da Linguagem, professora universitária, gestora em Educação, psicopedagoga clínica e institucional e pedagoga.

Endereço eletrônico: rosangela.nieto@gmail.com.

Mudar, transformar, descobrir, reelaborar não é tarefa fácil, mas da mudança emerge o movimento que torna vivo o espaço para a criação de processos e culturas novas.

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