Edição 112

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A ESCOLA NOVA E O MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO DO ENSINO

Amelia Hamze

No Brasil, as ideias da Escola Nova foram inseridas em 1882 por Rui Barbosa (1849–1923). O grande nome do movimento na América foi o filósofo e pedagogo John Dewey (1859–1952). John Dewey, filósofo norte-americano, influenciou a elite brasileira com o movimento da Escola Nova. Para ele, a Educação é uma necessidade social. Por causa dessa necessidade, as pessoas devem ser aperfeiçoadas para que se afirme o prosseguimento social e, assim sendo, possam dar prosseguimento às suas ideias e, aos seus conhecimentos.

No século XX, vários educadores se evidenciaram, principalmente após a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932. Na década de 1930, Getúlio Vargas assume o governo provisório e afirma a um grupo de intelectuais o imperativo pedagógico que a revolução reivindicava; esses intelectuais envolvidos pelas ideias de Dewey e Durkheim se aliam e, em 1932, promulgam o Manifesto dos Pioneiros, que teve como principal personagem Fernando de Azevedo. Grandes humanistas e figuras respeitáveis de nossa história pedagógica, podem ser citadas, como, por exemplo, Lourenço Filho (1897–1970) e Anísio Teixeira (1900–1971).

A Escola Nova foi um movimento de renovação do ensino especialmente forte na Europa, na América e no Brasil na primeira metade do século XX. O escolanovismo se desenvolveu no Brasil sob importantes impactos de transformações econômicas, políticas e sociais. O rápido processo de urbanização e a ampliação da cultura cafeeira trouxeram o progresso industrial e econômico para o País; porém, com eles, surgiram graves desordens nos aspectos políticos e sociais, ocasionando uma mudança significativa no ponto de vista intelectual brasileiro.

Na essência da ampliação do pensamento liberal no Brasil, propagou-se o ideário escolanovista. O escolanovismo acredita que a educação é o exclusivo elemento verdadeiramente eficaz para a construção de uma sociedade democrática, que leva em consideração as diversidades, respeitando a individualidade do sujeito, apto a refletir sobre a sociedade e capaz de inserir-se nessa sociedade. Então, de acordo com alguns educadores, a educação escolarizada deveria ser sustentada no indivíduo integrado à democracia, o cidadão atuante e democrático.

Para John Dewey, a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas, sim, a própria vida. Assim, a educação tem como eixo norteador a vida-experiência e aprendizagem, fazendo com que a função da escola seja a de propiciar uma reconstrução permanente da experiência e da aprendizagem dentro de sua vida. Então, para ele, a educação teria uma função democratizadora de igualar as oportunidades. De acordo com o ideário da Escola Nova, quando falamos de direitos iguais perante a lei, devemos estar aludindo a direitos de oportunidades iguais perante a lei.

 

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