Edição 52

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A Evolução da Bola

A primeira bola de futebol era uma bexiga de porco, inflada a sopro, amarrada nas extremidades e envolta numa “embalagem” de couro preparada por sapateiros. Esse envoltório seguia a forma da bexiga, ou seja, não era exatamente redondo. E, muito frequentemente, tinha botões para “fechar” a bola. Em outras palavras, as primeiras bolas eram algo ovais.

Em 1862, a borracha indiana entrou em cena, permitindo a manufatura de bolas realmente redondas. No nício,
a novidade não aposentou o envoltório de couro. Muitos fabricantes mantiveram os botões por algum tempo até que “bolas sem botões” se tornaram mania nos anos 1880. Curioso notar que, nas regras de 1863, não havia nada sobre ela, a bola.

Nenhuma regra. Nenhuma especificação técnica. E, não por acaso, as bolas variavam em peso e tamanho Inglaterra afora.

Em 1866, num encontro entre a Football Association e a Sheffield Association, uma bola foi eleita como padrão: a Lillywhite número 5. Essa bola, depois, passou a ser utilizada na FA Cup e consagrou o number 5 como tamanho oficial da bola de futebol — por mais que, na Europa, se utilizasse uma bola número 4 até 1940.

Feitas as medidas, determinou-se que a bola deveria ter entre 68 cm e 70 cm de circunferência (entre 27 e 28 polegadas), o que foi oficializado em 1883. Em 1889, foi a vez do peso: a bola deveria ter entre 34 g e 42 g. Em 1937, ela pôde engordar — passou a ficar entre 41 g e 45 g, entre 14 e 16 onças, medida que permanece até hoje.

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