Edição 86

Lendo e aprendendo

A manutenção da preposição a nos verbos de ação da linguagem popular

Rafaela Thaisa da Silva

Introdução

imagem_28O modo como nossa língua se apresenta hoje é resultado de um longo processo histórico. Acontecimentos como a romanização da Península Ibérica, a invasão de alguns povos a determinadas regiões e a reconquista cristã são alguns dos fatos que desembocam na nossa língua tal qual ela é atualmente.

Resumidamente, conforme Paul Teyssier (2007, pp. 7-9), é em 218 a.C. que os romanos desembarcam na Península, aniquilando os nativos cartagineses e conquistando a região. A Península é, então, dividida em duas províncias, a Hispania Citerior e Hispania Ulterior, esta última dividida por Augusto (fundador do Império Romano e seu primeiro imperador), em 27 a.C., em mais duas: a Lusitânia e a Bética. Com exceção dos bascos, todos os povos da Península abraçam o latim e, mais tarde, o cristianismo.

Em 409 d.C., essa área é invadida e tomada por povos germânicos: vândalos, suevos, alanos e visigodos. Os alanos são rapidamente aniquilados, enquanto os suevos conseguem firmar-se e resistir aos ataques dos visigodos, que tentavam reunificar a Península em benefício próprio. Por volta de 585, o território dos suevos, que agora se resumia à Gallaecia e aos dois bispados lusitanos de Viseu e Conímbriga, é conquistado pelos visigodos e incorporado ao seu Estado.

Em 711, porém, muçulmanos árabes e berberes do Maghreb invadem e conquistam, em um curto tempo, a Península Ibérica, que é, posteriormente, reconquistada pelo povo cristão, expulsando os muçulmanos para o sul. São justamente esses dois acontecimentos, a invasão muçulmana e a reconquista cristã, fatores determinantes na formação de três línguas peninsulares: o galego-português, a oeste; o castelhano, no centro; e o catalão, a leste.

Nesse breve apanhado dos principais acontecimentos do passado, passamos a entender como chegou-se ao primeiro texto escrito em português, datado do século XIII. Assim, podemos afirmar que é de suma importância uma contextualização histórica para entendermos os efeitos que o tempo e as diferentes culturas têm sobre a língua. Esse esclarecimento só é possível por meio de uma avaliação da história da língua, pois diversos fatores, além do temporal e cultural, foram (e ainda são) grandes partícipes nas transformações por que a língua passa. Veremos isso adiante neste artigo, que tem por objetivos fomentar as discussões a respeito das mudanças ocorridas na língua e evidenciar a importância de se desenvolverem cada vez mais estudos sobre o tema.

1 – A importância do estudo da Linguística Histórica e sua relação com a História da Linguística

Ao analisarmos a Linguística Histórica, observamos que um ininterrupto e contínuo, porém lento e gradual, processo de reconstrução e recodificação da língua ocorre e, por isso, o português de séculos atrás é, em diversos âmbitos, diferente do atual. Mas que mudanças são essas e qual é a diferença entre Linguística Histórica e História da Linguística?

Apesar de possuírem nomes semelhantes, cada uma dessas áreas têm seus estudos voltados a um foco diferente. Faraco (2005, p. 13) nos esclarece:

Uma coisa é estudar a história de uma ciência, recuperando suas origens e seu desenvolvimento no tempo — é o que se faz na História da Linguística. Outra coisa é estudar as mudanças que ocorrem nas línguas humanas à medida que o tempo passa, atividade específica da Linguística Histórica.

Enquanto na Linguística Histórica o foco são as mudanças linguísticas de uma variedade de línguas e a relação entre essas línguas e a sociedade, a História da Linguística estuda a história de uma ciência e sua evolução. A Linguística Histórica é, portanto, mais ampla, porém, em ambas, o aspecto mais importante é a interferência social sofrida pela língua, ou seja, a relação entre língua e sociedade.

Por meio do intenso trabalho de estudiosos, mudanças fonéticas, morfológicas e sintáticas (entre muitas outras) são observadas. Analisaremos, a seguir, exemplos nessas três áreas que exemplificam como ocorre a evolução.

1.1 Mudanças fonéticas

imagem_29A Fonética estuda a realidade física e articulatória da língua: os sons da fala, sua produção e suas qualidades acústicas. Diversas mudanças fonéticas ocorreram com o passar do tempo: consoantes, vogais, acento tônico, muitos elementos sofreram alteração. Paul Teyssier (2007, p. 8) nos explicita essas mudanças no trecho que segue:

No latim imperial, a sílaba que leva o acento é definida pelas seguintes regras:

a) Palavras de duas sílabas: o acento recai na primeira. Ex.: séptem > port. sete; dátum > port. dado.

b) Palavras de três sílabas ou mais: o acento recai na penúltima sílaba se esta for longa. Ex.: amicum > port. amigo; capillum > port. cabelo; e recai na antepenúltima se a penúltima for breve. Ex.: árborem > port. árvore; hóminem > port. homem; quíndecim > port. quinze.

B) As vogais: perda das oposições de quantidade – O latim clássico possuía cinco timbres vocálicos, havendo uma vogal breve e uma longa para cada timbre, ou seja, um total de dez fonemas. As breves eram sempre mais abertas que as longas correspondentes.

O latim imperial perdeu as oposições de quantidade, mas conservou as oposições de timbre resultantes dos variados graus de abertura.

Muitas vezes, essas mudanças fonéticas podem incluir, também, mudanças fonológicas. É o caso de, além da forma como a palavra é dita, haver alteração “[...] no número de unidades sonoras distintivas (os chamados fonemas) e, portanto, no sistema de relações entre essas unidades” (FARACO, 2005, p. 36).

1.2 Mudanças na morfologia e na sintaxe

A Morfologia estuda as mudanças ocorridas na estrutura interna da língua, além da formação e da classificação das palavras. Já a Sintaxe estuda como são organizadas as sentenças, ou seja, a relação dos componentes que formam uma oração, estudando, também, as relações entre essas orações. De acordo com Teyssier (2007, p. 19), a evolução ocorrida do latim ao galego-português, com relação à morfologia e à sintaxe, é semelhante à ocorrida com outras línguas românicas. A exemplo disso, temos:

• A declinação nominal é simplificada e, posteriormente, desaparece, restando apenas “duas formas oriundas do acusativo latino, uma para singular e outra para plural” (TEYSSIER, 2007, p. 20).
• A morfologia verbal também é consideravelmente simplificada.
• As relações que o latim exprimia pelas desinências casuais passam a ser expressas por preposições ou pela colocação da palavra na frase.
• Passa-se a ter dois gêneros, pois o neutro é suprimido.
• Os sistemas de tempo e modo alteram-se, e multiplicam-se as formas perifrásticas.
• Passa-se a ser usada uma perífrase construída com habere — amare habeo —, donde se origina o futuro galego-português amarei, em vez do futuro simples (ex.: amabo).
• Com base no pronome demonstrativo ille, forma-se um artigo definido ele.
• Illum, illam, illos, illas, tendo perdido o fonema inicial, tornam-se lo, la, los, las.
• Retira-se o l dos artigos antecedidos por palavras que terminam por vogal, ex.: vejo lo cavalo, chegando às formas o, a, os, as.
• Por fim, a ordem das palavras torna-se mais rígida, não há tanta oscilação.

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Esses exemplos nos mostram que, além de a língua tanto escrita quanto falada não ser uma coisa estática, sua mutação é gradual e coerente. Não se mudou logo da forma de muitos anos atrás para a de hoje, conforme esclarece Faraco (2005, p. 14):

É importante, de início, destacar que a mudança gera contínuas alterações da configuração estrutural das línguas sem que, no entanto, se perca, em qualquer momento, aquilo que costuma ser chamado de plenitude estrutural e potencial semiótico das línguas.

Queremos com isso dizer que as línguas estão em movimento, mas nunca perdem seu caráter sistêmico e nunca deixam os falantes na mão.

Várias maneiras novas foram surgindo até que chegássemos à forma de uso atual, de modo que, em nenhum momento, deixou-se de se falar porque a evolução da língua impediu que os falantes se compreendessem.

2 – Fatores que acarretam em mudanças na língua

Conforme já dito anteriormente, além de o tempo ser um fator determinante para que transformações ocorram nas línguas, outros fatores como o sociológico, o cultural e o econômico contribuem significativamente para que a língua varie. Vejamos.

2.1 Sociológico

Podemos pensar, por vezes, que as mudanças ocorridas na língua são tão esporádicas que não convivemos com elas, pensamento esse decorrente do fato de a mutação da língua se dar num processo lento. Uma das maneiras de observarmos que presenciamos essas mudanças é através do estudo dos fenômenos que ocorrem quando vários indivíduos, situados em tempos diversos, encontram-se e interagem. Quando, por exemplo, comparamos textos antigos com textos mais recentes, quando falamos com pessoas idosas e, também, quando interagimos com pessoas de classes sociais que estão excluídas da experiência escolar, sendo este último um fator social. Faraco (2005, p. 16) nos afirma:

Evidencia-se nessas situações — pelo contraste entre uma imagem que se tem da língua e a realidade — o fato de que a língua passou ou está passando por mudanças. São situações que envolvem manifestações linguísticas ocorridas em momentos bem claramente distanciados no tempo, ou diferentes gerações convivendo no mesmo momento histórico, ou a ação linguística de grupos sociais não atingidos mais diretamente pelo policiamento social sobre as formas da língua, ou ainda o relativo conservadorismo da escrita.

A variação social está relacionada a fatores sociais, como etnia, sexo, faixa etária, grau de escolaridade e grupo profissional. Ainda que distanciando-se dos padrões impostos pela norma-padrão, esse tipo de variação não compromete a compreensão entre falantes, uma vez que, mesmo que em alguns momentos um texto produzido pareça incoerente, o contexto em que a fala foi produzida pode ajudar a fornecer sentido ao que foi dito. Jamais deve-se encarar qualquer tipo de variação linguística como um erro, o que inclui a variação sociológica. Como protagonistas de nossa fala, é mais do que compreensível que encontremos mudanças quanto à forma como se fala algo em determinada região ou grupo social, pois colocamos nossas características no texto que produzimos. Conforme Martinet (1964) “[...] uma língua é um instrumento de comunicação segundo o qual, de modo variável de comunidade para comunidade, se analisa a experiência humana em unidades providas de conteúdo semântico e de expressão fônica [...]”. Como pessoas diferentes que vivenciam experiências diferentes, podemos afirmar que a língua não é um instrumento neutro, mas principalmente a expressão de sua diferença.

2.2 Cultural

O fator cultural é um forte determinante em mudanças, pois o choque entre culturas diferentes faz com que haja influências de uma para outra. Lembre-se de que, anteriormente, falamos um pouco da história do surgimento do primeiro texto em português. Obviamente, o tempo foi um fator importante para que as mudanças surgissem, mas a troca cultural de todos os povos que fizeram parte desse momento foi crucial, afinal, tanto a invasão muçulmana quanto a reconquista foram acontecimentos determinantes na formação das três línguas peninsulares: o galego-português, o castelhano e o catalão.

Conforme Teyssier (2007, p. 6), nas regiões setentrionais, a influência linguística e cultural dos mulçumanos foi mais fraca que nas demais, fato este explicado pelo motivo de os remos cristãos terem se formado no norte. No oeste, a marca árabe-islâmica é, também, muito superficial, mas, à medida que se avança para o sul, ela vai se tornando mais saliente, sendo profunda e duradoura do Mondego ao Algarve.

Foi na primeira destas regiões, ao norte do Douro — tendo talvez como limite extremo o curso do Vouga, entre o Douro e o Mondego —, que se formou a língua galego-portuguesa, cujos primeiros textos escritos aparecem no século XIII. Na região meridional, o domínio muçulmano deixara subsistir uma importante população cristã de língua românica: os cristãos chamados moçárabes, palavra derivada de um particípio árabe que significa submetido aos árabes. Conhece-se pouco desses falares hispano-românicos, mas o suficiente para compreender que formavam, em toda a parte meridional da Península, uma cadeia contínua de dialetos bastante diferentes daqueles que, falados no norte, serão mais tarde o galego-português, o castelhano e o catalão. (Teyssier, 2007, p. 6)

Conforme explorava, repovoava e reconquistava, cada povo deixou suas marcas e influências linguístico-culturais, contribuindo para o enriquecimento do léxico de cada região.

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2.3 Econômico

Um fato muito importante que não podemos deixar de falar é que as mudanças na língua ocorrem muito mais vindas de pessoas de classe econômica baixa do que de pessoas economicamente privilegiadas. Podemos associar esse fato ao sociológico, pois, como vimos, as pessoas que não passaram pela experiência da educação escolar não são tão atingidas pelo policiamento social sobre as formas da língua, o que dá mais liberdade à oralidade.

O estudo científico da história das línguas tem mostrado que a implementação das inovações é feita, primordialmente, pelas gerações mais jovens e pelos grupos socioeconômicos ditos intermediários [...]. Assim, em situações de mudança, os elementos linguísticos inovadores ocorrem com frequência menor na fala das gerações mais velhas e dos grupos socioeconômicos mais privilegiados do que na fala das gerações mais novas e dos grupos intermediários. (FARACO, 2005, p. 23)

Portanto, é, em sua maioria, por meio de pessoas de classe financeira menos privilegiada que vem o início das mudanças na língua. Não queremos dizer que toda forma diferente de falar signifique mudança. É importante que fique claro que, às vezes, trata-se apenas de uma variação ocasionada pela diferença de região onde os falantes moram (variação diatópica).

3 – A manutenção de antigas formas de uso na linguagem culta e popular

A linguagem popular sempre foi objeto de estudo e análise linguística. De tempos para cá, esses estudos têm se intensificado, voltando-se para o léxico, inclusive com o surgimento de dicionários com expressões típicas de algumas regiões. Algumas dessas expressões, porém, não se tratam de regionalismos, mas da manutenção de antigas formas de uso de algumas palavras. É o que ocorre, por exemplo, com algumas expressões iniciadas pela preposição a. Podemos ver, em determinadas regiões, expressões como avoar, anadar, dentre outras. Pelo não entendimento do assunto, podemos achar de pronto que essas expressões são erros ocasionados pelo coloquialismo da linguagem popular. Muitas vezes, no entanto, não é isso que ocorre. Vejamos uma lista, retirada do site Corpus Informatizado do Português Medieval, que nos ilustra como muitas dessas expressões, em vez de erros, são, na verdade, a manutenção do léxico de outrora.

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Disponível em: http://cipm.fcsh.unl.pt/gencontent.jsp?id=5. Acesso em 29 out. 2015.

Muitas das palavras que acabamos de observar são do ano de 1400, como acelar (atualmente celar), cujo uso foi registrado pela primeira vez em 1488. Aceitar e abastar também têm seu registro muito antigamente, especificamente em 1504. Apesar de avoar não fazer parte do cotidiano comunicacional de grande parte da sociedade, até por se tratar de uma expressão muito antiga, ainda pode ser encontrada em regiões interioranas, principalmente falada por pessoas mais velhas. Quando esse tipo de situação ocorre — palavras de muito tempo atrás ainda serem ditas — significa que o falante manteve a mesma forma de uso de antigamente. Mas e no caso de a palavra nunca ter sido grafada com a como seu prefixo?

Uma forma de uso corrente na linguagem popular é assubir (a + subir). No português do século XIX, o verbo subir foi datado pela primeira vez em 1880, mas já grafado com a escrita atual, não se modificou com o passar do tempo. Foram os usuários da língua que incluíram o a, de forma a tornar-se assubir. Entendemos que isso ocorre porque, há tempos, a era um indicativo de movimento nas palavras, como no caso de onde e aonde, no qual aonde só é usado quando está relacionado a verbos que pedem tal preposição e em expressões que sugerem movimento. Já a forma onde deve ser usada em situações que fazem referência a um lugar e quando não ocorre a ideia de movimento. Portanto, podemos afirmar que o caso de inclusão da preposição a nos verbos, quando esta não existe, ocorre pelo fato de que, antigamente, o a era usado em palavras que indicassem ação. Então, houve essa associação por parte do falante, de que o a deve existir em outras palavras também.

No caso da manutenção de formas antigas no falar atual, compreendemos que isso ocorre porque nenhuma mudança da língua acontece de uma hora para outra. Antes de uma palavra ser substituída por outra, pela sua variação, há o encontro da nova maneira de expressão com a antiga, até que uma seja plenamente substituída pela outra. É como se essas pessoas que usam essas expressões ainda não tivessem passado completamente pelo processo de mudança, de forma que ainda usam a maneira antiga. O processo pelo qual a língua passa, modificando-se com o tempo, chama-se gramaticalização, como nos esclarece Carlos Alberto Faraco (2005, p. 39):

Nas últimas décadas, os linguistas retomaram as discussões de um fenômeno que tem particular interesse na área da Sintaxe (com reflexos na Morfologia e Fonologia): a chamada gramaticalização.

Podemos descrevê-la, grosso modo, como o processo pelo qual um elemento lexical (uma palavra) ou uma expressão lexical plena se transmuda num elemento gramatical (como pronome ou uma preposição; ou, em estágios mais avançados do processo, um clítico ou um afixo flexional).

Ainda há o caso de palavras nas quais não havia a e, depois de um tempo, esse afixo começou a fazer parte da construção da palavra, como no caso de anoitecer, encontrada na lista. Embora as gramáticas digam que anoitecer se trata de uma derivação parassintética, percebeu-se, nas pesquisas, que a palavra noitecer já existia no português medieval, sendo, portanto, uma derivação prefixal.

Considerações finais

Estudar a história da nossa língua é estudar nossa história, nosso povo e, sobretudo, nós mesmos. Quando passamos a entender melhor todo o processo histórico-linguístico-social ocorrido, chegamos à compreensão de que o homem é um eterno renovador, pois, com o passar do tempo, foram se inventando novas formas de construir, calcular, movimentar, mas, sobretudo, de falar. A ciência dessa constante mutação linguística mostra-nos a real necessidade de nunca pararmos nossos estudos nessa área, pois há sempre algo novo a ser visto e analisado.

Rafaela Thaisa da Silva é graduada em Letras pela Universidade de Pernambuco e pós-graduanda em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade de Pernambuco.
Contato: rafaelathaisa@gmail.com

 

Referências

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências-elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

FARACO, Carlos Alberto. Linguística Histórica: Uma introdução ao estudo da história das línguas. São Paulo: Parábola, 2005.

GASPAR, Lúcia. Expressões populares. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.

ILARI, Rodolfo. Linguística românica. São Paulo: Ática, 1991.

MARTINET, A. Elementos de linguística geral. Trad. de J. Morais-Barbosa. Lisboa: Liv. Sá da Costa, 1964. (ELG).

SOUTO MAIOR, Mário. A língua na boca do povo. Recife: Massangana, 1992.

TEYSSIER, Paul. História da língua portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

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