Edição 22

Matérias Especiais

Árvores Brasileiras

Sumaúma (Ceiba pentandra). Os frutos desse gigante da floresta contêm uma fibra sedosa, usada como isolante térmico e na fabricação de bóias, salva-vidas e colchões (altura: 65 metros).

Seringueira (Hevea brasiliensis). Do tronco, escorre a seiva branca do látex, que é transformado em borracha natural. Até 1876, a Amazônia foi o único produtor de borracha do mundo (altura: 30 metros).

Castanheira (Bertholletia excelsa). Seu fruto contém castanhas nutritivas, que são exportadas para o mundo todo. Se os brasileiros comessem castanha como comem feijão, seriam muito mais saudáveis (altura: 60 metros).

Carnaúba (Copernicia prunifera). O tronco macio e resistente é bom para postes, artefatos e móveis. A cera de carnaúba é usada em graxas, vernizes, sabonetes e lubrificantes (altura: 10 metros).

Cajueiro (Anacardium occidentale). O caju e sua castanha são exportados para o mundo todo. Do fruto, fazem-se sucos e doces; e, da casca da castanha, óleo industrial (altura: 10 metros).

Açaí (Euterpe oleracea). A frutinha preta do açaí é muito apreciada na Amazônia e produz o popular vinho de açaí. O compositor Djavan inspirou-se nela para fazer uma música de sucesso (altura: 25 metros).

Babaçu (Orbignya apeciosa). Para os caboclos da Amazônia, estas amêndoas são preciosas. Elas fornecem um leite nutritivo, óleo para sabão, manteiga, velas e uma farinha muito consumida (altura: 20 metros).

Cacaueiro (Theobroma cacao). Da polpa do seu fruto, fazem-se refrescos e licores. Das sementes industrializadas, faz-se chocolate. O Brasil é o maior produtor mundial de cacau (altura: 6 metros).

Jatobá (Hymenaea courbaril). As sementes, dentro das vagens, são de fácil germinação, boas para reflorestamento, parques e jardins. Também dão uma nutritiva farinha consumida por homens e animais (altura: 20 metros).

Ipê-branco (Tabebuia roseo-alba). A copa elegante, as flores brancas e a densa folhagem verde-azulada tornam essa espécie ideal para o paisagismo de ruas e avenidas (altura: 16 metros).

Jequitibá (Cariniana legalis). As flores brancas dessa árvore monumental florescem de dezembro a fevereiro. A imponência da espécie fez com que cidades, ruas e parques adotassem o seu nome (altura: 50 metros).

Pau-brasil (Caesalpinia echinata). As flores verdes e amarelas já desapareceram da Mata Atlântica, mas ainda são bastante usadas em paisagismo. A tinta vermelha do tronco deu nome ao Brasil (altura: 12 metros).

Peroba (Aspidosperma cylindrocarpon). As sementes de peroba são facilmente disseminadas pelo vento e germinam rapidamente. É uma boa espécie para reflorestamento. Os frutos amadurecem de agosto a setembro (altura: 16 metros).

Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). Por baixo das cascas, o tronco liso e ornamental fornece uma madeira dura e compacta, de longa durabilidade, usada na construção civil e em marcenaria (altura: 15 metros).

Paineira (Chorisia speciosa). Durante a floração, de dezembro a abril, a paineira despe-se totalmente de folhagem e vira um espetáculo cor-de-rosa. É muito usada em paisagismo (altura: 30 metros).

Pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Seu fruto, o pinhão, é apreciado por pessoas e aves, no Sul. A gralha-azul, que costuma enterrá-lo para comer depois, contribui muito para a disseminação da espécie (altura: 50 metros).

Ipê-amarelo-da-serra (Tabebuia alba). Há vários tipos de ipê-amarelo, mas as flores da espécie da serra são as mais brilhantes. De julho a setembro, quando se abrem, a folhagem adquire um tom prateado (altura: 30 metros).

Ipê-roxo (Tabebuia avellanedae). De junho a agosto, sua floração roxa é um espetáculo gratuito da natureza. É a espécie mais usada em paisagismo nos estados do Sul do País (altura: 35 metros).

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