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Lá vem a História


Perspicaz?

Gary Smalley e John Trent

O ano em que Eric cursou a 6ª série não foi dos melhores. Ele nunca se sentiu muito seguro na escola e tinha pavor de Matemática. “Bloqueio mental”, foi o que um dos conselheiros do colégio lhe disse. E, como se não bastasse um bloqueio mental para um menino de onze anos, ele contraiu sarampo no outono e teve de faltar às aulas por duas semanas. Quando retornou, seus colegas já sabiam multiplicar frações. Eric não conseguia entender qual era o resultado quando misturamos metade de uma torta com três quartos de outra torta... e mais uma porção de pedaços de torta.

A Sra. Gunther, professora de Eric — uma mulher obesa, de voz forte e semblante aterrador —, era intratável. Perseguiu-o pelo resto do ano com tarefas intermináveis. Quando o bloqueio mental de Eric o impedia de progredir no estudo das frações, ela o repreendia, aos gritos, diante da classe:

— Não quero saber de desculpas! É melhor você estudar mais!

O bloqueio mental, que era da altura de uma cerca de quintal, agora se parecia com a Grande Muralha da China. Eric se desesperou e começou a ficar para trás até mesmo em matérias que dominava.

Foi então que chegou o momento memorável.

Aconteceu no meio da aula de inglês da Sra. Warwick, na penúltima série. Até hoje, 25 anos depois, o rosto de Eric se ilumina quando ele se lembra do momento.

Aquela era a quinta aula do dia, e os alunos estavam bocejando apesar dos esforços da Sra. Warwick em provocar um debate sobre uma história de Mark Twain. A certa altura da aula, aconteceu um clique na mente de Eric. Talvez fosse um absurdo, mas, de repente, ele entendeu a idéia que Twain queria transmitir: alguma coisa mais ou menos subliminar. Apesar de sua insegurança, Eric levantou a mão e arriscou-se a fazer um comentário.

Ao ouvir aquele comentário, a Sra. Warwick fitou Eric nos olhos, com o rosto irradiando satisfação, e disse:

— O quê?! Eric... você foi muito perspicaz!

Perspicaz. Perspicaz? Perspicaz!

A palavra ecoou na mente de Eric pelo resto do dia — e pelo resto de sua vida. Perspicaz? Eu? Quem sabe? Acho que eu ERA perspicaz. Talvez eu SEJA perspicaz.

Uma palavra, uma pequena palavra positiva, proferida no momento certo, foi capaz de modificar o conceito que o adolescente tinha de si mesmo... e que, possivelmente, mudou o rumo de sua vida, embora ele não saiba multiplicar frações até hoje.

Eric seguiu a carreira de jornalista e se tornou um bem-sucedido editor de livros, trabalhando com alguns dos mais famosos autores dos Estados Unidos.

Professores e professoras sabem muito bem como o elogio pode motivar as crianças. Uma professora disse que elogiava cada aluno de sua classe de 3a série todos os dias, sem exceção. Seus alunos eram os mais motivados, os mais incentivados e os mais entusiasmados da escola. Lembro-me do que aconteceu quando meu professor de geometria do Ensino Médio começou a me transmitir segurança com regularidade. Em seis semanas, minha média subiu de conceito D para A!

É maravilhoso quando um professor tem a oportunidade de injetar uma palavra de incentivo na vida de uma criança. Mais maravilhoso ainda é quando ela agarra essa oportunidade. Mas talvez a maior satisfação de qualquer professor seja ver o brilho nos olhos de uma criança quando ela descobre algo novo sobre si mesma e sobre o mundo que a cerca. É isso que desperta nele o orgulho de ser chamado de “professor”.


Texto gentilmente cedido pela editora Hagnos Ltda.
Créditos: Perspicaz? De Gary Smalley e John Trent, extraída de Histórias para o coração do professor. Alice Gray
(organizadora), Editora Hagnos Ltda., São Paulo, SP.





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