Busca:
MATÉRIAS ESPECIAIS
LETRAS E TINTAS
Lendo e aprendendo
O livro da vez
Dicas de leitura
Pintando o 7
Músicas
PEDAGOGIA
A fala do mestre...
Professor Construir
Espaço Pedagógico
Em discussão
CIDADANIA
Ambiente-se
Direito tem,
   quem direito anda

ESPAÇO INTERATIVIDADE
Ajude a Construir!

Letras & Tintas

Lendo e
aprendendo


A importância do fazer pedagógico no processo de ensino-aprendizagem e a intervenção do psicopedagogo

Margarida Rosa Ferraz

O objetivo central deste projeto de investigação foi identificar a importância de um trabalho pedagógico qualificado e voltado para o processo de desenvolvimento da aprendizagem de crianças do Ensino Fundamental. A ênfase na reflexão e na construção do mesmo instrumento buscou entrelaçar a constituição de veículos de qualidade no desenvolvimento, na aprendizagem e na intervenção do psicopedagogo, considerando a aprendizagem como um processo articulado entre o momento do aprendiz, a sua história e as suas possibilidades sob os aspectos cognitivo, afetivo e social.

A responsabilidade dos educadores na formação holística dos educandos no processo de ensino-aprendizagem representa uma outra temática no artigo, apontando para o aprofundamento de sua reflexão como proposta de (re)pensar os fazeres inerentes à trama pedagógica.

A questão do fazer pedagógico tem sido bastante discutida pelos educadores preocupados, sensíveis e comprometidos com a promoção expressiva dos seus alunos, na perspectiva de favorecer o surgimento de atores autônomos, críticos e criativos na sociedade local e planetária. Segundo Freire (1996, p.45),

O que importa na formação docente não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança, do medo que, ao ser educado, vai gerando a coragem.

A coragem do uso social do conhecimento como mecanismo de (re)construção do meio e dos pensamentos faz emergir uma sociedade diferente, fomentadora das necessidades mais urgentes de seus partícipes.

Portanto, uma educação de qualidade está diretamente condicionada ao fato de o professor compreender que o seu fazer pedagógico é também determinante para desenvolver o intelecto dos alunos e, por via de consequências, as dimensões sociais.

Para fazer essa relação do professor pedagógico com o processo de ensino-aprendizagem, é imperativo falar sobre as práticas educacionais, uma vez que o professor competente poderá organizar uma ação adequada para as reais necessidades dos alunos.

Práticas educacionais

Segundo Zabala (1998, p. 13),

Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu ofício. Geralmente, consegue-se essa melhoria profissional mediante o conhecimento e a experiência — o conhecimento das variáveis que intervêm na prática e a experiência para dominá-las.

É importante que os educadores internalizem a convicção de que um trabalho mantenedor de bons resultados acontece quando sua dedicação é total, limitada não à sala de aula, junto aos seus alunos, mas procurando sempre inovar a sua prática.

O saber não chega sem a procura, e os docentes precisam se conscientizar de que o fazer pedagógico só tem eficiência quando mudamos nossa prática educativa, buscando atender às necessidades reais e urgentes dos nossos alunos. Para Zabala (1998), “a melhoria de nossa atividade profissional, como todas as demais, passa pela análise do que fazemos de nossa prática e do contraste com outras práticas”.

Segundo Tardif (2002, p. 118), “ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um ambiente de trabalho construído de interação humana”. Um dos grandes desafios dos educadores é penetrar no mundo real dos alunos; isso acontece quando o aluno consegue acreditar no trabalho que os professores realizam e na coautoria de seus fazeres.

O fazer pedagógico de qualidade protocola os alunos, eleva sua autoestima, fazendo o próprio educando confiar em suas potencialidades e, apesar de muitos virem de uma realidade social cruel, somente através do trabalho desenvolvido pelo professor conseguem acreditar que é possível mudar sua qualidade de vida.

O ensinamento que, na sua prática, busca a melhoria social e intelectual dos seus alunos contribui para que estes acreditem ser capazes de reescrever sua própria história.

Processo de ensino-aprendizagem

É no contato com a primeira sociedade, a família, que a criança tem suas primeiras aprendizagens. Nele, ela cria seu próprio estilo de aprendizado, que terá modificações à medida que ela tenha convívio com outros contextos. Segundo Almeida (1999, p. 48):

Cada estágio da afetividade, ou seja, as emoções, o sentimento e a paixão, pressupõe o desenvolvimento de certas capacidades, em que se revela um estado de maturação. Portanto, quanto mais habilidade se adquire no campo da racionalidade, maior é o desenvolvimento da afetividade.

Vê-se, com isso, que o início da aprendizagem humana se dá no âmbito familiar, e depois no social e no escolar, ou seja, observa-se que existe um conflito quando a criança deixa o convívio familiar e é inserida na escola... Nos dias iniciais do contato escolar, muitos alunos sofrem, e outros não; em muitos casos, os professores não são compreensivos e receptivos, prejudicando a vida escolar e aumentando o asco de certos alunos por determinadas disciplinas e o índice do insucesso escolar.

Existem outros fatores que prejudicam o processo de ensino-aprendizagem: crianças que são indisciplinadas, pais que ameaçam os filhos, fazendo com que eles não se lembrem do que estudaram e tenham as relações cognitivas, afetivas e sociais comprometidas.

As dificuldades em aprender a ler e escrever podem ser advindas de uma desestrutura no processo educacional ao longo da história pessoal do sujeito, tornando-se necessário um resgate no processo de ensino-aprendizagem, alertando os educadores e os pais sobre a incompreensão de problemas como a leitura e escrita, o domínio do código letrado e o seu uso social.

É papel da instituição escolar encaminhar essas crianças com dificuldades a especialistas, no sentido de identificar, historiar e intervir nos problemas existentes, ajudando as crianças a superá-los. Existem dois:

  • O psicopedagogo institucional, que trabalha no ambiente escolar com crianças e adolescentes que evidenciam dificuldades de aprendizagem, além de orientar os pais.
  • O psicopedagogo clínico, que pode atender crianças também com problemas escolares com intervenção mais acentuada.
  • Esses profissionais estão preparados para a prevenção, associando o diagnóstico ao tratamento dos problemas da aprendizagem escolar. Com o diagnóstico clínico ou institucional, identifica-se a causa do problema através de testes e atividades pedagógicas (história, jogos, etc.).

O psicopedagogo, dentro da escola, vai atuar junto aos professores, visando à melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

Conclui-se que a psicopedagogia pode fazer um trabalho associado aos muitos profissionais com vias ao desenvolvimento da criança, bem como pode contribuir para que os alunos sejam capazes de olhar esse mundo em que vivem, interpretá-lo e nele ter condições de interferir com segurança e competência. Assim, o psicopedagogo não só ajudará no desenvolvimento da criança, mas na evolução de um mundo que melhore as condições de vida planetária, contribuindo para a formação do sujeito holístico.





imprimir
enviar
por e-mail

comentar



Escolha a Edição pelo número ou clique aqui para ver uma lista completa

Digite seu e-mail abaixo e receba


Fone: (81) 3447-1178 | Fax: (81) 3442-3638 - E-mail: atendimento@editoraconstruir.com.br

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido e gerenciado pela Nativ - Seu site na medida certa.