Pais adotivos preferem não revelar a adoção para o filho.
Filhos adotivos sempre pensam na família de origem e querem conhecê-la.
Escolher a criança a ser adotada facilita o vínculo afetivo.
A motivação para a adoção é sempre a infertilidade.
A motivação para adoção é fundamental para o sucesso da adoção e adoções “por caridade” não dão certo.
Somente pessoas ricas podem adotar.
Pessoas mais esclarecidas são menos exigentes e têm menos preconceito.
Os adotantes preferem bebês recém-nascidos.
Adotar deve ser natural e não é preciso preparação especial.
Atualmente as adoções são através do sistema legal.
Atualmente ninguém mais discrimina os filhos adotivos.
Filhos adotivos com a cor de pele diferente têm mais problemas em relação à discriminação.
Pais com filhos biológicos e adotivos têm sentimento maior pelos biológicos.
É melhor a criança adotada não saber de sua adoção.
É melhor não falar muito do assunto com o filho adotivo para não potencializar a importância da origem.
Adotantes que optaram pelo processo legal têm opinião positiva sobre os Juizados.
Filhos adotivos têm dificuldade em amar seus pais adotivos.
Verdades
O filho adotivo não tem dificuldades na escola, nem com a educação ou relacionamento afetivo.
Os pais adotivos contam sobre a adoção, mas não gostam de falar sobre isso com mais freqüência com seu filho.
O filho adotivo não quer ter muitas informações nem conhecer a família biológica, mas quer conversar com os pais adotivos sobre a adoção.
A escolha da criança não determina maior ou menor qualidade no relacionamento afetivo.
63% dos adotantes adotaram por infertilidade e 37% alegaram motivações altruístas.
A motivação (altruísmo ou infertilidade) não determina melhor relacionamento afetivo.
Existem adotantes em todas as faixas econômicas, mas há predomínio de pessoas com melhor poder aquisitivo e melhor condição sócio-cultural.
Adotantes de menor poder aquisitivo e nível sócio-cultural são os que mais fizeram adoções altruístas e apresentaram exigências menores em relação à criança. A proporção de pessoas das religiões espíritas e protestantes é mais alta entre os adotantes do que na população em geral.
Sim, a maioria dos adotantes (71%) adotam bebês com até 3 meses e apresentam leve preferência por meninas de cor branca e saudáveis.
Os adotantes e filhos adotivos afirmam que é fundamental ter uma preparação para a adoção.
52% das adoções são legais (feita nos Juizados) e 48% informais (registro da criança como filho biológico).
Famílias por adoção sofrem discriminação e os filhos afirmam que ela vem quase sempre da extensão familiar e dos amigos, e não de estranhos.
A cor da pele da criança adotada não traz maior discriminação ou tratamento preconceituoso.
Pais e filhos biológicos afirmam que o tratamento é igual, mas os filhos adotivos dizem que, às vezes, os biológicos têm melhor tratamento.
Um dos maiores problemas encontrados nas famílias foi quando houve ocorrência de revelação tardia (após os 6 anos) e/ou inadequada (feita por terceiros).
Os pais devem sentir-se confortáveis ao falar da adoção com os filhos adotivos, pois estes dizem que o “diálogo” é um fato importante para o sucesso da relação.
Tanto aqueles que fizeram adoções legais quanto informais têm uma imagem negativa dos serviços de adoção dos Juizados.
92,5% dos filhos adotivos afirmaram amar seus pais e os pais adotivos citam “ser afetivo” como o principal atributo em seus filhos adotivos.
Lídia Natália Dobrianskyj Weber – mestre e doutora em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná, especialista em Antropologia Filosófica e Origens Filosóficas e Científicas da Psicologia e professora no curso de graduação e pós-graduação em psicologia nas disciplinas Institucionalização, abandono e adoção, Análise do Comportamento e Desenvolvimento Infantil (lidiaw@uol.com.br)