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Especial Água

Instituto Planeta Água ,uma idéia, um sonho, uma realização

Guilherme Arantes, em entrevista à Construir Notícias, fala de sua preocupação com a defesa do meio ambiente, em especial sobre o problema da água e da fundação do Instituto Planeta Água.


“Nossa espécie está desequilibrada, é um tipo de praga do planeta e caminha para o colapso inevitável".

Construir Notícias – Como surgiu a idéia de fazer uma música dedicada à água?  Por que a escolha de escrever sobre esse tema?
Guilherme Arantes – Eu fui um bom aluno de Biologia no 2º grau...

CN – Como foi o processo de criação dessa música?
GA – Foi rápido, em meia hora, me deu o estalo... O Ney Matogrosso ia gravar um disco sobre a Amazônia; e o Mazzolla, produtor, me pediu uma canção inédita. Cheguei em casa, e... pum! Saiu!

CN – Você compôs a música Planeta Água no ano de 1981, ou seja, muito antes de haver a “explosão” a respeito da preservação do meio ambiente e, em especial, do problema da água. O que fez você ter essa preocupação há 23 anos?
GA – Não sei, foi uma coisa intuitiva...

CN – Você acha que existe alguma solução viável para o problema da água no planeta? Quais as possibilidades de atuação?
GA – Diminuir drasticamente a natalidade, em primeiríssimo lugar. Nossa espécie está desequilibrada, é um tipo de praga do planeta e caminha para o colapso inevitável. Mas se pode fazer muito, ainda é tempo... O mais urgente é um reequilíbrio econômico, o mundo ser administrado como um todo, interligado, racional, equânime. Estamos longe disso.
Outra coisa será a indústria das fezes humanas. Talvez o maior potencial econômico da história esteja por ser explorado, com tecnologias novas que aproveitem esse insumo riquíssimo, que é despejado no meio ambiente. Provavelmente o maior império econômico nascerá disso, com a transformação das fezes humanas em um insumo para a agricultura.
 
CN – Quase 20 anos depois de criar essa música, você fundou o Instituto Planeta Água. Como surgiu essa idéia?
GA – Na Bahia, o movimento ambiental é rico e promissor. Mas os mangues estão sendo maltratados, os caranguejos, as ostras e as lambretas, dizimados. É uma riqueza incalculável, e eu resolvi pôr as mãos na massa. Nossa entidade se destina a isso.

CN – Quais as atividades desenvolvidas pelo Instituto? O que vocês pretendem alcançar com esse trabalho? Como o Instituto se mantém?
GA – Tivemos e cumprimos um Convênio com o Ministério do Meio Ambiente, no ano passado.
Neste ano, estamos regularizando nossas bases, com o CRA, com a Marinha e o Exército do Brasil, e estamos captando recursos junto à iniciativa privada. Provavelmente, uma grande cervejaria estará fechando a montagem do Centro de Pesquisas do Manguezal, no começo do ano.

CN – Percebe-se que existe uma preocupação do Instituto em integrar as crianças às atividades realizadas. Por que isso acontece? Por que grande parte do trabalho está baseada no desenvolvimento sustentável?
GA – Precisamos continuar com a Educação Ambiental, que é cara, envolve materiais de consumo, transporte, equipamentos, merenda... Mas achamos que, sem integrar a população local, nada vai dar o resultado que desejamos.

CN – Como deve ser o processo de formação cidadã em relação ao uso da água e ao meio ambiente?
GA – Combater o desperdício e, principalmente, a contaminação dos mananciais. As penas ambientais vão ter que se tornar duríssimas, especialmente contra empresas geradoras de grande passivo — químicas, petrolíferas, petroquímicas, metalúrgicas.
Combater a corrupção nas entidades de fiscalização, que também é parte do problema, pois o Brasil tem tradição no “jeitinho”...

CN – Como você encara a música enquanto recurso para o processo de ensino–aprendizagem das crianças? Como trabalhar a música Planeta Água em sala de aula?
GA – Acho fantástico, um prazer enorme e uma honra para mim.
Fiz uma música nova, A Mata de Onde eu Vim, que eu gostaria que fosse incluída, também, na educação, nas empresas, etc. Vou estar sempre atento e colaborando com essa causa.

CN – A Campanha da Fraternidade de 2004 traz a água como tema. Como você encara esse fato? Quais as contribuições que ela poderá trazer? Estamos nos preocupando tarde demais?
GA – Nunca é tarde, ainda mais para a Campanha da Fraternidade, que é institucionalmente muito importante para o Brasil.

CN – Você gostaria de mandar alguma mensagem ao nosso público-alvo, em geral, professores?
GA – Que conheçam nosso site, www.planetaagua.net, e nos escrevam, com colaborações, sugestões, participação. Que, estando no Litoral Norte de Salvador, parem para conhecer o lugar, a idéia, e nos dêem o prazer da visita. O Brasil será uma potência ambiental, essa é a vocação de nossa pátria, a única do mundo que tem, no seu hino e na sua bandeira, o tema do Meio Ambiente.


Planeta Água
(Guilherme Arantes)

Água que nasce na fonte serena do mundo
e que abre o profundo grotão.
Água que faz inocente riacho e deságua
na corrente do ribeirão.
Águas escuras dos rios
que levam a fertilidade ao sertão.
Águas que banham aldeias
e matam a sede da população.
Águas que caem das pedras
no véu das cascatas, ronco de trovão,
e depois dormem tranqüilas
no leito dos lagos, no leito dos lagos.
Água dos igarapés, onde Iara, mãe-d’água,
é misteriosa canção.
Água que o sol evapora,
pro céu vai embora
virar nuvens de algodão.
Gotas de água da chuva,
alegre arco-íris sobre a plantação.
Gotas de água da chuva,
tão tristes, são lágrimas na inundação.
Águas que movem moinhos
são as mesmas águas
que encharcam o chão
e sempre voltam, humildes,
pro fundo da terra, pro fundo da terra.
Terra, planeta água... Terra planeta água
Terra, planeta água.



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