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Vamos brincar de poesia?

A poesia também conta mil histórias

Neste grupo, procurou-se destacar a feição narrativa presente em alguns textos estruturados em versos.

Personagem: — Que beleza, heim? A palavra poética é mágica!
Personagem: — Mas a poesia também está na prosa.
Personagem: — É mesmo! A poesia é essência, mas pode tomar várias formas...

Música: A Filha do Rei de Espanha (cantiga popular)


Mamãezinha
Henriqueta Lisboa

Mamãezinha, conta,
Conta uma história!

Mamãezinha agora
Está no fogão
Fazendo quitutes
Para o seu neném.

Mamãezinha, conta,
Conta uma história!

Mamãezinha agora
Está no tanque
Lavando as roupas
Do seu neném.

Conta, mamãezinha,
Conta uma história!

Mamãezinha agora
Está no seu sono
Cansado, sem sonhos.


Historieta
Sindônio Muralha

Era uma vez
uma cabrinha
montês
que tinha
um rabinho
curtinho
e quando saltava
o rabinho abanava
e girava,
girava
o rabinho
curtinho...
Por isso eu chamava,
chamava a cabrinha,
a cabrinha montês.

— Rabinho, rabinho
de ventoinha...

E a cabrinha gostava
e o rabinho girava
e toda gente chamava,
chamava a cabrinha
rabinho, rabinho
de ventoinha.
Era uma vez,
era uma vez
uma cabrinha
montês.


E depois?
Maria Luísa Ducla Soares

E depois?
Morreram as vacas,
Ficaram os bois.


Lenda do céu
Mário de Andrade

Andorinha, andorinha,
Andorinha avoou,
Andorinha caiu,
Curumim a pegou.

— Piá, não me maltrata, não!
Eu levo você pro mato
Enxergar bichos tamanhos
E correr com os guanumbis...

O menino brincava,
Andorinha sofria
E dum lado pra outro
Atordoada gemia:

— Piá, não me maltrata, não!
Eu levo você pro mar
Ver as ondas, ver as praias
Ver os peixinhos do mar...

O menino malvado
Tamperá machucou.
E já morremorrendo
A coitada falou:

— Piá, não me maltrata, não!
Eu levo você pro céu...
E nunca ninguém não cansa
De ver as coisas do céu...
É um sítio bonito mesmo
Beiradeando o trem de ferro.
Lá você acha sua gente
Que faz muito que morreu.
Assegura em minha penas,
Vamos embora com Deus...


Balada do rei das sereias
Manuel Bandeira

O rei atirou
Seu anel no mar
E disse às sereias:
— Ide-o lá buscar,
Que se não o trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias.
Não tardou, voltaram
Com o pedido do anel.
Maldito capricho
Do rei tão cruel!

O rei atirou
Grãos de arroz no mar
E disse às sereias:
— Ide-os lá buscar,
Que se os não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias.
Não tardou, voltaram.
Não faltava um grão.
Maldito capricho
Do mau coração!

O rei atirou
Sua filha ao mar
E disse às sereias:
— Ide-a lá buscar,
Que se a não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias...
Quem as viu voltar?
Não voltaram nunca!
Viraram espuma
Das ondas do mar.



O cavalo e a estrela
Matilde Rosa Araújo

Esta história muito antiga,
Contou-ma foi minha mãe:
Quem conta um conto acrescenta
Um ponto,
E eu acrescento-o também.

Era uma vez um pastor
No abrigo de uma serra,
Chamada Serra da Estrela,
Quase no cabo da Terra.

No inverno, a neve branca
O chão da serra cobria,
E naquela solidão
O pastor assim vivia.





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