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Galharufas Produções

HISTÓRICO

A Galharufas Produções foi fundada em fevereiro de 1994 por um grupo de atores oriundos de outros grupos e cursos de teatro do Grande Recife. Inicialmente, o então Grupo de Teatro Galharufas tinha a intenção de estudar as Artes Cênicas. Como fruto de alguns meses de pesquisas, o grupo decide então montar a peça Piquenique no Front, do autor espanhol Fernando Arrabal, sob direção do então presidente da trupe, Taveira Júnior; esse espetáculo fica em cartaz durante três meses no Teatro Apolo, durando apenas mais seis meses. Em seguida, o grupo se desfaz, porém continua a existir, sendo filiado à Federação de Teatro de Pernambuco.

Em janeiro de 1998, Taveira Júnior se junta a outro ator da cidade, Flávio Renovatto, e juntos elaboram um projeto de apresentações do espetáculo O Seminarista, de Bernardo Guimarães, texto que haviam recentemente adaptado para o teatro, a partir do livro da Escola Romântica Brasileira, escrito em 1872. Tendo como alvo o público jovem de escolas particulares da Região Metropolitana, com ênfase nos alunos do Ensino Médio que se preparam para o vestibular, a Companhia Galharufas, agora em moldes profissionais, proporciona não só a ida dos alunos ao teatro, mas também entrega a cada um o exemplar do livro, incentivando-os também à leitura. Naquele ano, chegou-se à marca de 4.000 alunos e cerca de 25 escolas apenas; porém, foi com O Seminarista que a Companhia obteve seus primeiros êxitos: foi premiada no Festival de Teatro da Unicap, venceu os prêmios de melhor diretor, ator, atriz, sonoplastia e espetáculo naquele ano.



Devido ao sucesso do ano anterior, a dupla de produtores renovou a parceria: Taveira Júnior garimpou mais escolas, patrocínios e produção; Flávio Renovatto dirigiu; e ambos adaptaram Inocência, de Visconde de Taunay, outra obra romântica do ano de 1872. Novamente deram encaminhamento às apresentações para escolas; dessa vez os números foram mais animadores: 7.500 alunos assistiram à bela e triste história de amor dos nossos sertões. Nesse mesmo ano, deu-se vida aos singelos alunos de uma escola infantil, em Minha Infância Querida, de Maria Clara Machado, dirigido por Carlos Salles; esse espetáculo percorreu somente o circuito interno de teatros na cidade, mesmo assim, obteve-se o expressivo público de mais de 3.000 espectadores em menos de quatro meses de apresentações.



Foi justamente devido aos êxitos anteriores que empreitaram o mais ambicioso desafio à época: Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra ímpar da nossa literatura, marco do Realismo no Brasil, escrita em 1881, pelo fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis. O receio era, então, não agradar à “crítica escolar”, e, por isso mesmo, houve diversos ensaios abertos a professores e uma pré-estréia. Resultado: 12.000 alunos, 123 escolas conheceram e se emocionaram com a peça. Definitivamente, a Companhia se consolidava ante a comunidade escolar do Recife e abria caminho para um trabalho de repertório único no País: a seqüência ininterrupta de textos da nossa literatura para o teatro, as apresentações durante a semana, em horário escolar, a entrega dos exemplares a cada um da platéia, a promoção e divulgação do teatro no meio acadêmico. Nascendo um conceito de teatro-educação próprio da nossa terra, pioneiro no País. Justamente por esse novo conceito pedagógico no ensino da literatura, os colégios começaram a opinar sobre futuros trabalhos, adicionando os espetáculos a seus calendários.

No ano seguinte, José de Alencar foi adaptado, com o seu romance Senhora, obra essencial para se entender o final do Romantismo no Brasil e o vislumbre do movimento posterior: o Realismo. Novamente, obteve-se o sucesso esperado, não como em Brás Cubas, é verdade, mas os cerca de 8.000 espectadores, de 88 escolas se deleitaram com o refinamento da montagem dirigida por Flávio Renovatto. Aquela, até hoje, foi a montagem mais cara da Companhia, o cenário reproduzia um salão de baile da metade do século XVIII; os figurinos obedeciam aos tecidos, moldes e rigores do Império. Foi justamente com Senhora que a Companhia Galharufas inovou mais uma vez: editou o livro que adaptou para o teatro, na íntegra, com edição e produção próprias. As escolas aprovaram tal empreitada por dois motivos: a entrega dos livros passou a ser à porta do teatro, o que garantia que todos alunos receberiam um exemplar; e, talvez o mais importante, o valor do ingresso ficou mais acessível, proporcionando o acesso a alunos de menor poder aquisitivo. O livro passou a ser um item indispensável ao projeto por atingir a todos os alunos, completando o quadro pedagógico-cultural do evento. Para a Companhia, passou a ser um diferencial oferecido à clientela, além de dar uniformidade e identidade visual únicas, pois as capas dos livros obedecem à programação visual dos cartazes.

Os livros editados foram o mote para obter-se outro grande sucesso de bilheteria: O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, que ganhou vida através dos seus personagens marginalizados no final do século XVIII. O submundo contado pelo autor maranhense em 1889 chegou aos palcos sob nova edição: Emmanuel David D’Lúcard, ator que sempre esteve presente nas montagens anteriores, assume o lugar de Flávio Renovatto, que se permite alçar novos ares e trilhar novos rumos, saindo não só da montagem, mas também da sociedade da empresa; deixando agora, a cargo de Taveira Júnior, a responsabilidade única de adaptação e produção dos espetáculos vindouros. Apesar das mudanças, naquele ano, o sucesso foi acima das expectativas: 103 escolas, 10.000 alunos respiraram os novos ares da então nova Galharufas Produções.

Em 2003, Machado de Assis é novamente revisto pela Empresa através do polêmico texto: O Alienista. Não obstante a inquietude do texto e do autor, Taveira Júnior adapta o romance da maneira mais inesperada possível: a ordem do texto muda, começando-se pelo fim, além de se utilizar um único ator em cena, num único personagem, o Dr. Simão Bacamarte, que, a partir do momento de sua auto-internação, seus solilóquios, pensamentos e reflexões descortinam a situação em que se encontra, explicam todos os porquês implícitos na montagem de Emmanuel David D’Lúcard. Pela primeira vez, a Galharufas renova nos conceitos de texto e encenação: o processo estava mais maduro, dando segurança de se utilizar novas linguagens, subtextos. Cenários em andaimes e utilização de acessórios de rapel deram a sensação de tridimensionalidade, de leveza, num universo tão denso da alma humana. As apreensões naquele ano ficaram por conta de como seria a reação de uma platéia a um só ator em cena por 50 minutos, tendo em vista que, no ano anterior, fez-se um espetáculo com 23 atores. Talvez pela novidade da proposta, talvez pela tradição junto às escolas, ou até mesmo pelo preço do ingresso, R$ 8,00, O Alienista foi o maior público que a Galharufas viu sentar-se em sua platéia: exatos 14.862 alunos, oficialmente registrados, sem incluir professores, coordenadores e diretores das 143 escolas particulares que apostaram numa das mais surpreendentes montagens do repertório de seis anos consecutivos.

Desde meados de 2003, que se sabia da montagem do texto Triste fim de Policarpo Quaresma, do carioca Lima Barreto, para este ano de 2004. Sob a batuta do diretor das duas últimas montagens e adaptação de Taveira Júnior, a Galharufas Produções estreou a peça no dia 22 de abril, com perspectivas de mais de 10.000 alunos até o mês de junho.

Atualmente, está em processo de elaboração e montagem do espetáculo: Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá, de Fernando de Melo; o espetáculo infantil: A Roupa Nova do Rei, de Hans Christian Andersen; e o espetáculo: O Amor do Galo da Madrugada pela Galinha D’água, de Samuel Santos; além de encontrar-se em cartaz, com o texto de Luiz Felipe Botelho, Menino Minotauro, no Teatro Barreto Júnior.

A Galharufas Produções mantém, há cinco anos, o Curso de Iniciação ao Teatro, no qual se formaram algumas dezenas de atores. Com esse curso, a Companhia montou textos como A Falecida e Valsa nº 6, ambas peças de Nelson Rodrigues, e Menino Minotauro, na última edição do Curso.

Galharufas Produções – Rua Autizana, 147 – Jardim Atlântico – Olinda-PE – CEP: 53060-760
Fone: (81) 9154.1112 / 9123.6099







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