Edição 47

Espaço pedagógico

Caderno de Campo

paz

Projeto idealizado pela equipe pedagógica do Instituto Capibaribe

Quando pensamos em paz e justiça, é inevitável que nos venham à mente medidas urgentes para aliviar a situação delicada quanto à segurança em que nos encontramos. No entanto, muitas vezes nos esquecemos de que é sempre melhor atitudes de prevenção contra eventos que causem sofrimento, dor, principalmente se participarmos da ideia de que usufruímos de todas as benesses do planeta de forma gratuita e que sempre nos acolhem, mimam e proveem, inclusive, em abundância.

Assim, quando tratamos do comportamento humano, o que seria melhor para o bom entendimento entre as pessoas do que a lisura nas relações, a fidelidade, a simplicidade e humildade, isto é, a gentileza?

Há um profeta moderno que nos trouxe essa alternativa para sairmos da confusão. Seu nome, Profeta Gentileza. Gentileza caminhava pelas ruas do Rio de Janeiro exibindo sua obra escrita em tabuletas e nos muros. Sua mensagem: a mesma de um outro grande visionário e pregador das boas atitudes, que vivera há 2 mil anos — “Amar o próximo como a si mesmo”.

Unindo as ideias de necessidade imediata do estabelecimento da paz e da justiça em nossa sociedade, o projeto temático interdisciplinar do Ensino Fundamental II, em 2009, no Instituto Capibaribe, convida os alunos, professores, funcionários e demais parceiros em nossas atividades diárias a refletir sobre as várias formas de ser gentil. Vale salientar que o projeto teve adaptação a partir da vivência de outras instituições de ensino, como o Helena Lubienska e Maria Auxiliadora, ambos situados na capital pernambucana.

Como marco inicial, todo o corpo discente desse nível participou de uma aula-passeio a Nova Jerusalém, onde, orientados por oito professores de disciplinas diversas, tiveram a oportunidade de discutir sobre temas específicos das disciplinas, bem como refletir sobre nossas condutas no dia a dia, principalmente pensando nas palavras e experiências de Jesus, já que o lugar mimetiza os últimos dias da vida do Nazareno, sendo as propostas sempre relacionadas à razão de vivenciarmos este momento: a gentileza. As atividades são balizadas por um Caderno de Campo, contendo exercícios das disciplinas envolvidas no projeto, e momentos de reflexão geral.

Como já é tradição dos projetos temáticos anuais, a culminância será a Mostra de Conhecimentos, a ser realizada no mês de novembro, quando teremos a exposição dos trabalhos desenvolvidos a partir tanto da vivência na aula-passeio quanto de atividades que derivaram da proposta.

Abaixo, temos as atividades que compõem o Caderno de Campo.

O Profeta Gentileza

“Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era José Datrino, revelado depois como Profeta Gentileza. O incêndio de um circo, com centenas de vítimas, foi a oportunidade para que ele irrompesse seu carisma profético. Largou tudo e começou a consolar as vítimas. Ofereceu o vinho da alegria a todos que podia. Construiu um jardim no lugar do circo. Circulou pelo Brasil para depois fixar-se definitivamente no Rio.”

Leonardo Boff

No decorrer da nossa aula-passeio, conheceremos mais um pouco do Profeta Gentileza, os seus conselhos para a sociedade e cuidados com a natureza.

Pensar, sentir… Portanto, ser gentil

É tempo de gerar gentileza! Deseje o melhor a todos, em especial ao companheiro ao lado; partilhe suas observações a respeito da paisagem, suas descobertas, seu lanche. Coma o suficiente para produzir energia, mas não se exceda.

Saiba!

As emoções vêm do impulso básico. Os sentimentos vêm do coração, da alma. As sensações são o contato da alma com o mundo físico e o mundo extrafísico. Elas acontecem num tempo chamado PRESENTE. Depois de percebida, a sensação vai para a memória e vira LEMBRANÇA.

Não esqueça! Você é um ser pensante. Você é um ser que objetiva pensamento. Você é a coisa pensada. Para mudar fora, precisa mudar dentro. Assim sendo… É TEMPO DE GERAR GENTILEZA.

Aproveite bem esta aula-passeio!

A gentileza também está na fala

“No princípio, criou Deus o Céu e a Terra. A Terra, porém, estava vazia e nua, e as trevas cobriam a face do abismo [...]. Disse Deus: ‘Faça-se a luz’. E fez-se a luz. E viu Deus que a luz era boa e separou a luz das trevas. E chamou à luz dia; e às trevas, noite. E da tarde e da manhã se fez o primeiro dia.”

O fragmento acima, retirado do livro mais lido do mundo, a Bíblia Sagrada, relata o início de tudo, de acordo com uma das teorias sobre o surgimento da vida. Preste atenção nas palavras. A que conclusão chegamos se pensarmos em fala, em criação? Pois é. A vida tem início a partir da FALA DE DEUS, do “sopro” divino…

Em outra passagem bíblica, temos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós [...]”, em referência à vinda de Jesus, como filho de Deus, para nos salvar, na qual Verbo é palavra de Deus; e carne, a representação física da Palavra: o próprio Jesus. Estando neste espaço, que anualmente nos convida à reflexão sobre um dos eventos mais importantes da história da humanidade, os textos citados acima vêm a calhar, pois, em uma cultura cristã como a nossa, é praticamente impossível não ouvir citações sobre os acontecimentos de vida e morte de Jesus.

Não é à toa que uma das habilidades que nos definem como seres pensantes é a linguagem; e a fala, — a oralidade (esta palavra vem de oris, que está em latim, língua de onde veio o português; ela significa boca) — é a principal realização da CN47.indd 13 3/7/2009 09:37:02 14 linguagem, afinal, estamos falando praticamente o tempo todo; a fala é o nosso instrumento básico de participação na sociedade. E essa fala está cheia de características bem nossas. Além de conter nossas intenções.

Em nossas atividades nesta aula-passeio, trabalharemos bastante com os discursos com que estaremos envolvidos. Os grupos gravarão falas em quatro momentos (visitas a Zé Cotó e Caxiado, ritual do fogo e caminhada a Fazenda Nova) para análises futuras. Também teremos alguns questionamentos para guiar nossos estudos.

Ah, vale a pena lembrar que estamos em um teatro, logo, tudo depende, e muito, da fala, dos modos e das intenções.

Segue o esquema de trabalho de registro dos discursos.

Cada dois grupos gravam um momento.

(A-B) Zé Cotó / (C-D) Caxiado / (E-F) Fogo / (G-H) Caminhada na cidade

Grupos que não gravam anotam, seguindo as perguntas:
Quais as intenções do discurso apresentado?
O orador atinge seus objetivos? Por que você afirma isso?
Que estratégias ele utiliza na fala? Humor? Chama os ouvintes pelo nome? Gesticula acompanhando a fala?
Esses recursos ajudam em sua comunicação?
A fala dele é direta ou interrompida? O que interrompe? Quando ele retoma a fala, é do mesmo jeito que antes? Por quê? O que você nota de diferente?
O discurso é interessante? Desperta a atenção? Por quê? O que você aprendeu com ele?
Como você faria se estivesse no lugar do orador? Que estratégias utilizaria?

Temos que conservar a natureza e valorizar a cultura

A visitação a um local onde há um achado arqueológico é sempre cheia de surpresas, expectativas, deslumbramento. Assim, não será diferente aqui, na Furna do Estrago, um abrigo sob rocha localizado no município do Brejo da Madre de Deus.

Formado pelo desabamento de um grande bloco de rocha granítica, no sopé da Serra da Boa Vista, o abrigo foi preenchido por blocos de rocha e sedimentos soltos pelo intemperismo físico, transportados em violentas precipitações torrenciais. Porém, além de surpreender-se, questionar-se, deslumbrar–se, registre o que vir; desenhe, faça comentários; apresente uma interpretação dos elementos, fazendo uma relação com uma possível forma de viver dessa civilização responsável por tais grafismos.

Caminhando pelos cenários: uma reflexão

Entre os judeus da Palestina, ocupada pelos romanos, nasceu Jesus de Nazaré. Viveu entre pessoas humildes e falou de justiça para eles. Como incomodava os poderosos, foi preso, julgado e executado na cruz. Mas os discípulos continuaram a divulgar a mensagem de Jesus Cristo.

Inicialmente, o cristianismo foi aceito entre os escravos e os pobres do Império Romano. Aos poucos, os ricos o foram adotando, até que o imperador Constantino fez do cristianismo a religião oficial de Roma, e a Igreja se ligou ao Estado.

Agora, aqui, no espaço onde os eventos de 2 mil anos atrás são encenados, vamos compará-los, refletindo sobre alguns pontos que estão bem presentes em nossa vida, hoje.

1º Cenário – Anunciação e Sermão da Montanha

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais desenvolvido e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que somos uma família humana e uma comunidade terrestre inteligente e livre para definir nosso destino. Devemos somar forças. Lembrando- se de pessoas que são importantes para a humanidade, quem você citaria? Por quê?

2º Cenário – Templo de Jerusalém

Jesus entra em Jerusalém e é aclamado pela multidão. No templo, expulsa os comerciantes oportunistas que invadem o espaço de oração para negociar suas mercadorias. Nesse momento, ele fala das responsabilidades que devemos ter com os outros. Cite algumas situações em que o comércio se sobrepõe ao que acreditamos e defendemos.

3º Cenário – A Santa-Ceia

Com seus amigos em torno da mesa, Jesus realiza a última ceia e partilha o alimento para ensinar o quanto é importante dividir “o pão nosso de cada dia”.

4º Cenário – Horto das Oliveiras

Jesus pede a ajuda dos companheiros para que fiquem atentos, mas todos dormem. Faz uma reflexão e segue com seus propósitos. É beijado por Judas, um “amigo”, que o trai. Os soldados levam Jesus até Caifás, que o encaminha para Pilatos, governador da Judeia. Pilatos, receoso em condenar Jesus, transfere-o para Herodes. O que você observa nesta cena? Comente sobre os comportamentos apresentados nesta cena.

5º Cenário – Palácio de Herodes

No palácio de Herodes, acontece uma festa. Mas, em plena festa, Herodes se irrita por ter de julgar Jesus e ordena que Este seja torturado e enviado de volta a Pilatos. É a falta de compromisso de um líder político que coloca o prazer imediato acima das responsabilidades. No cenário da sociedade de hoje, existe alguma situação semelhante? Cite exemplos.

6º Cenário – Fórum de Pilatos

Pilatos, nada vendo para condenar Jesus, solicita ao povo que decida. Pilatos lava as mãos. Nesse contexto, o que significa “lavar as mãos”? Em nosso dia a dia, em que situações “lavamos as mãos”?

7º Cenário – Via-Sacra

Aqui acontece o encontro de Jesus com Maria, sua mãe. É um momento em que Maria expressa seu amor ao filho e respeito à missão dele. Cite expressões, realizações que indiquem amor à vida.

8º Cenário – Enforcamento de Judas

Judas trava uma luta com a sua consciência, que o conduz a um diálogo de culpa, arrependimento, desespero, angústia e total aflição. O que leva uma pessoa a se arrepender de alguma atitude? Depois de se arrepender, qual seria uma atitude construtiva?

9º Cenário – Crucificação e Ressurreição

Crucificação – Jesus é condenado e crucificado. Em meio a todo o sofrimento, demonstra o seu amor pela humanidade.

Ressurreição – Mas a vida venceu a morte, e Jesus ressuscita. Ressurreição é vida nova! É renascer! Em que aspectos o mundo precisa renascer?

Uma Gentileza de Universo

Um pouco da história da Páscoa

Estamos hospedados na Pousada da Paixão, onde é lembrada e celebrada a história mais contada de todos os tempos: os últimos momentos da vida de Jesus Cristo. O momento máximo do espetáculo se dá quando da crucificação e ressurreição de Jesus, que remete a uma festividade religiosa cristã de hoje, chamada de Páscoa. Mas a Páscoa, do hebraico Pessach, que significa passagem, séculos antes de Jesus, simbolizava a libertação do povo judeu escravizado pelos egípcios. O povo caminhou pelo deserto do Egito até Jerusalém, realizando a passagem conhecida como Êxodo. No ritual cristão, a Páscoa representa a passagem de Jesus da morte para a vida.

Em que data será a próxima Páscoa?

Você já percebeu que o dia em que é comemorada a Páscoa nunca cai na mesma data de um ano para o outro? Isso acontece porque a escolha dessa data tem como referência os astros e, por isso, sua explicação está no céu. Em 21 de março (data conhecida como equinócio), o Sol encontra-se exatamente em cima do equador, caracterizando, para o Hemisfério Norte, o início da primavera e, para o Hemisfério Sul, o início do outono. Portanto, na primeira Lua cheia após essa data, é comemorada a Páscoa.

Interligado à Páscoa, está o Carnaval. As terças-feiras de Carnaval caem exatamente 47 dias antes do domingo de Páscoa, o que representa a Quaresma. E, por fim, temos o Corpus Christi, que acontece 60 dias depois da Páscoa.

Isso faz com que essas três importantes datas sempre estejam interligadas, tendo sua origem na astronomia ou, pelo menos, na curiosidade primitiva do homem de observar o céu. As mudanças do céu noturno, como as fases da Lua, e diurno, o movimento de “subida” e “descida” do Sol, possibilitaram ao homem se orientar em relação ao tempo.

Existem outras datas no nosso calendário com referências astronômicas?

Sim. Na verdade, duas outras importantes datas têm suas origens na astronomia: o Natal e o São João. Em 21 de dezembro, o Sol se encontra em posição de maior iluminação no Hemisfério Sul, o que marca o início do verão neste hemisfério e o inverno no Hemisfério Norte. Para os povos antigos, cuja maioria estava na parte norte da Terra, o Sol encontrava-se em seu ponto mais baixo no horizonte. A partir dessa data, o Sol “subia” no céu cada vez mais, até 21 de junho, quando a situação se invertia, o que data o verão do Hemisfério Norte (ambas as datas são denominadas de solstícios).

Ou seja, para os antigos observadores dos astros, o Sol se encontrava em sua posição mais baixa em dezembro e nascia a cada mês até junho. Dezembro, portanto, fica registrado como o nascimento do Sol. Daí o nome Natal. É inevitável lembrarmos que, na religião cristã, essa data representa o nascimento do menino Jesus.

Por fim, temos ainda o ponto da culminância máxima do Sol, que se dá em 21 de junho, isso para o Hemisfério Norte. O instante em que o astro mais brilhante do nosso céu se encontra no seu ponto de máxima altura também coincide com o São João, primo muito próximo de Jesus e personagem

Reflexão

Às vezes, alguns fenômenos que estão diante dos nossos olhos têm explicações tão simples quanto fantásticas. Escreva, em poucas palavras, o significado dessas referências astronômicas e suas relações com as culturas religiosas. Jantar temático

“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.”

Carlos Drummond de Andrade

Mas, aqui, visitei o passado! Registre as impressões dessa experiência.

Natureza: perfeição e riqueza

“Caminhar com gentileza é ser generoso. Construir com justiça é ser delicado, cortês… Onde há gentileza, se encontra a paz. Seja com o outro, seja com o meio, nosso percurso será traçado por atitudes gentis.
GENTILEZA GERA GENTILEZA.”

Assim ensinou o profeta.

A história dos municípios é um campo vasto e ainda pouco explorado em Pernambuco, pois persiste um preconceito, entre os estudiosos, de que seria um tipo de “história menor”. Contudo, como mostra Gabriel García Márquez em sua clássica obra Cem Anos de Solidão, a nossa aldeia é o mundo.

Do município visitado, Brejo da Madre de Deus, pesquise e responda:

a. Qual a origem do nome Brejo da Madre de Deus?

b. Procure entrevistar moradores da cidade e pergunte o que eles sabem sobre a história da sua cidade.

c. Investigue se ocorreram fatos marcantes, como revoltas, catástrofes naturais, epidemias, crimes políticos, etc.

d. Faça um levantamento sobre a existência de museus municipais, livros sobre a história da cidade e seu acervo, igrejas que influenciaram essa história.

“Gentileza, amor. Beleza. Perfeição. Bondade. Riqueza, a natureza.” O traçado é um circo

José Caxiado

Há vários anos, o autodidata José Caxiado vem dedicando sua vida à arte. Passou por várias fases artísticas em diversas modalidades, sendo considerado pioneiro da fototalha, criação que lhe rendeu destaque no País e fora dele. Esse período faz parte do início da sua carreira. A segunda parte compõe-se basicamente de esculturas de concreto e painéis de cimento em alto-relevo. Artista múltiplo, incansável pesquisador em busca de novas alternativas que lhe permitam apresentar sempre o melhor e o mais belo da sua sensibilidade.

1. O que significa fototalha?

2. Por que Caxiado é considerado um artista de múltiplas expressões?

3. O que a expressão musical representa para o artista Caxiado?

4. Militante da arte desde a adolescência, Caxiado experimentou e ainda experimenta diversas formas de expressões artísticas. Quais são elas?

5. Procure saber do artista sobre o livro que ele escreveu. Qual o tema abordado?

A beleza que liberta

Na oficina de Zé Cotó

Zé Cotó é um dos artistas plásticos dessa região. A divulgação do seu trabalho é garantida pela produção que saiu das mãos rudes de gente simples, lavrando na pedra bruta as imagens poéticas do som, dos sonhos, dos mitos, dos heróis nordestinos. Esse artista tem parte de sua obra no parque das esculturas. Mate sua curiosidade elaborando perguntas e registrando as respostas neste espaço.

No parque das esculturas

Neste momento, iniciaremos um passeio pela arte do Nordeste brasileiro. As primeiras esculturas são a representação de gigantescos habitantes desse lugar. Escolha um dos personagens para você pesquisar mais sobre seu ofício nessa região. Registre suas impressões.

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Interagindo com o meio ambiente

“Este é o Profeta Gentileza, que gera gentileza com amor e paz para um mundo melhor. Meus filhos, não usem problemas. Usemos a natureza.”

Profeta Gentileza

1. Plínio Pacheco, além de construir o maior teatro ao ar livre do mundo, era um grande apreciador e protetor da natureza. Portanto, dentro dessas muralhas, pode ser observada a conservação ambiental. Observe o espaço onde você se encontra e crie uma charge a partir da temática justiça com o meio ambiente.

2. Reconhecendo que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem seu valor, vamos identificar algumas plantas presentes no cenário da Pousada da Paixão, lugar místico de profunda beleza natural. Escolha, fotografe e registre espécies da flora catalogadas, dando destaque ao seu nome científico, sua família e suas características ou importâncias.

3. Os cientistas consideram como adaptação quaisquer características de um ser vivo que o torne integrado ao ambiente e aumente as suas chances de sobrevivência. Que tipo de adaptações você pode observar?

4. Que espécies de animais foram encontradas no ambiente Canto dos Pássaros? Como eles se relacionam com o meio? Aqui é o meu lugar?

“Lugar é a porção ou a parte do espaço onde vivemos, é onde se desenvolve nossa existência real. É nele que se define o nosso cotidiano. Todos criamos uma identidade com o lugar em que vivemos. Portanto, estabelecemos com o lugar uma relação de afetividade.”

Marcos de Amorim Coelho

1. Procure descrever o lugar onde você está:

a. Quanto ao significado que ele tem para as pessoas que vivem nele.

b. Quanto ao tipo de construção (estradas, habitações, plantações, etc.) que nele predomina.

c. Em quais aspectos o lugar onde você está é diferente ou igual ao que você mora.

QUE BELA PAISAGEM!

Quando olhamos para um lugar, estamos vendo sua paisagem. Ao observarmos uma paisagem, vemos o conjunto de construções humanas, a forma como a população se distribui. Nele, encontram-se pistas da história dos indivíduos: como os grupos organizam-se espacialmente, sua cultura, os modos diferenciados de produzir, além das características de seus rios e córregos, de seu relevo e até marcas do clima.

Lygia Terra

a. Descreva os elementos que compõem a paisagem.

b. O que, na paisagem, é produto do trabalho humano?

Depois de tudo, refletir, avaliar.

Sabendo que nossos momentos de aprendizado não acabam aqui e que estamos sempre tendo oportunidades de ser gentis, vamos ler as frases abaixo, extraídas do livro A Força da Ternura, de Leonardo Boff, e fazer comparações com as nossas experiências nesses dias em Fazenda Nova.

A partir das reflexões nas oficinas, a que momentos vividos pela sociedade atual estes fragmentos de textos se referem?

“A Terra transformou-se atualmente no grande e obscuro objeto do amor humano. Damo-nos conta de que podemos ser destruídos. Não por algum meteoro rasante nem por algum cataclismo natural de proporções inimagináveis. Mas por causa da irresponsável atividade humana.”

“Como meio para a salvação da Terra, é invocada a ecologia [...]”

“Se queremos um mundo saudável, devemos começar tornando sadia nossa mente, respeitosa nossa relação com a natureza, cooperativa nossa comunicação com os outros e amorosa nossa veneração a Deus.”

“Então, ecologia exterior e ecologia interior se harmonizarão e desenvolverão equilíbrio e paz à Terra [...]”

“O ser humano é semelhante a um anjo que entrou numa grave crise ao cair e perdeu uma asa. Com uma asa só, não consegue mais voar. O que fazer então?”

“Abraça-se a outro anjo que também caiu e perdeu uma asa. Assim, um completa o outro. Abraçados, têm novamente duas asas. Superaram a crise. Erguem voo e conseguem voar para o seu destino [...]”

“Cordialidade significa aquele jeito de ser e de ver que faz descobrir um coração palpitando no interior de cada coisa, de cada pedra, de cada estrela e de cada pessoa. É aquela atitude tão bem retratada pelo Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry: ‘Só se vê bem com o coração’ [...]”

E, em nosso cotidiano escolar, vamos retomar nossos aprendizados!

cubos