Edição 10

Matérias Especiais

Compreendendo os pais adotivos

“Adotar um filho não é simplesmente realizar
um sonho acalentado de ser pai ou mãe.
Nem tampouco preencher um vazio existencial e, muito menos, resolver a necessidade instintiva da continuidade.
Não é também buscar uma companhia, nem dar expressão às sensibilidades sociais de ajudar uma criança desvalida.

Antes de adotar um filho, está se adotando uma pessoa em sua forma ampla e mais abrangente com suas características individuais, peculiaridade e destino pessoal.”

“É preciso, portanto, que o filho adotivo
tenha a informação correta e verdadeira,
por mais limitada que seja, porque é a partir daí
que ele recomporá a sua história.
Negar a história é negar a pessoa real e tentar
construir uma artificial.
Negar a história é dificultar a criança no
estabelecimento da ligação com o seu
renascimento através da doação.
Acentuam-se as dificuldades éticas e sociais
que ela já enfrenta desde o seu começo.”

“Na realidade os pais adotivos não
substituem os biológicos,
porque não há necessidade de assumirem
esse lugar. Os adotivos são pais,
assim como os biológicos continuam sendo.”

cubos