Edição 72

A fala do mestre...

Desaprendizagem do professor

Nildo Lage

Se delinearmos a trajetória humana, veremos que estamos em constante processo de aprendizagem e desaprendizagem. Desaprendemos costumes, tradições, formação e até valores, para aprendermos a conviver e, assim, sermos aceitos no meio. Essa cadência de transformações nos impele a desaprendermos os próprios anseios para aprendermos a corresponder às tendências… Essa permissividade é de tamanha dimensão que os meios de comunicação — como televisão e internet — assinalam as suas armas e disparam para impor a doutrina — consumismo — e, por meio de técnicas infalíveis, nos deseducam e, mesmo conscientes de que tais instrumentos de entretenimento influenciam no comportamento e na educação, consentimos abarcar esse contínuo processo.

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Contudo, resistimos às mudanças que podem ser o diferencial, principalmente no espaço profissional, onde desaprender é um processo tão extraordinário que se torna uma bússola que conduz ao portal que se abre em meio à escuridão para entrevermos e absorvermos o novo, ampliarmos horizontes e, consequentemente, melhorarmos a prática. Essa resistência, de tão generalizada, se torna limitação.

Na área educacional, essa oposição influencia na conduta e, muitas vezes, se converte em haste para ostentar o mito de que ensinar é tão somente repassar conteúdos e experiências… Pois o grito de mudanças que há muito ecoa pelos corredores das escolas não é ouvido para que o professor admita que ensinar tornou-se um simples auxílio na construção do conhecimento do aluno.

Como poucos se prontificam a desaprender, chegamos ao caos, e a situação exige mudanças emergentes para que a profissão de professor não entre em colapso, pois o mundo, mesmo não estabelecendo um profissional perfeito, determina o mínimo de competências, bem como o domínio de habilidades que auxiliem o indivíduo na construção da identidade profissional.

Saberes de ontem e saberes de hoje

O professor tem consciência de que o mundo está em constante evolução e, nessa ação ininterrupta, valores familiares, culturais, sociais e religiosos sofrem transformações. Por que não evoluíram as formas e as técnicas de ensinar? Receio de desaprender?

Com um simples olhar ao passado, compreendemos que a desaprendizagem do professor é uma regra estabelecida desde a Antiguidade, quando a educação tinha basicamente caráter espiritual e era tribal, ou seja, a formação do indivíduo obedecia a um rigoroso parâmetro, principalmente moral e filosófico, do meio social do qual fazia parte.

Nesse período, a metafísica converteu-se em referência seguida à risca, pois o alvo a ser atingido era a essência do ser, para se cumprir o propósito de fortalecer a base de valores do indivíduo e inseri-lo na sua cultura, com o outro… No próprio mundo.

Os resultados foram surpreendentes para a ocasião, pois houve empenho. Entretanto, a Idade Média trouxe um novo conceito. A roupagem foi substituída por um figurino clássico, e o alvo passou a ser o estilo exemplar, principalmente, religioso… Mas como, na chamada Era das Sombras, tudo transitava entre dogmas e enigmas, os preceitos foram retemperados com uma pitada de austeridade, e aprender tinha que ser realmente aprender, sobretudo verdades que não permitiam desviar um milímetro do conceito religioso.

Mas, como já estava previsto, a Modernidade chegou em meio a um “furacão” surpreendendo a todos. Adentrou pela escola, lançou por terra os parâmetros de aprendizagem declarando que a partir de então a ciência seria referência para desmitificar mitos. Pois o “doutor científico” tornou-se senhor absoluto da verdade, determinando que tudo estava ao avesso, no lugar errado, pois o mundo, as coisas, as pessoas não eram como todos diziam ou acreditavam ser, lançando, com isso, o maior desafio: desvendar mistérios, principalmente os da existência.

Como a preocupação maior passou a ser o conteúdo aplicado e não o desenvolvimento do aluno, o novo conceito de aprendizagem foi demolido juntamente com valores e princípios que perderam espaço, e o objetivo passou a ser compreender para saber esclarecer as coisas que cercam o indivíduo.

Para não perder tempo, o professor passou o corretivo, apagou tudo, desaprendeu e colocou-se no ponto de partida à espera do agir do governo, que ordenou ao seu General Sistema de Ensino que o encaixasse nos novos parâmetros de um período
que seria o prato de entrada para receber o diversificado cardápio da Idade Contemporânea.

Não demorou para que os ventos da Revolução Industrial soprassem. Pulsavam na escola, invadiram salas e foram logo determinando um novo perfil: saber como as suas parafernálias funcionavam.

Os olhos da educação retrocederam bruscamente para atender ao grito do progresso e apresentaram uma aprendizagem a caráter — a prática —, a velha foi esfacelada, pois nascia um novo conceito, devido à necessidade de inserir a psicologia, para que o aprender se tornasse um instrumento de metamorfose, principalmente comportamental.

A educação não perdeu tempo e apoderou-se da psicologia como ferramenta para auxiliá-la no desmembramento do humano e assim, abstraiu mente, corpo e espírito… E nesse sedicioso processo de apartamento… A grande descoberta: as expressões… Surgiam as revolucionárias aprendizagens cognitiva, afetiva e psicomotora.

Mas o senhor tempo sabe de todas as coisas e trouxe novos olhares, novas descobertas e assinalou a falha: “O ser humano é um todo, portanto deve ser trabalhado homogeneamente.” A descoberta impeliu a educação a agir em caráter de emergência e gritou: “Junta tudo!”.

Deu-se uma nova partida e, consequentemente, um novo procedimento de desaprendizagem do professor, o alerta de que tudo que sabia na arte de ensinar estava errado, pois a nova tendência determinava que não se aprende separadamente e exigia para ontem a reacoplagem de corpo, mente e espírito, para, assim, propiciar a introdução da futurista aprendizagem holística.

Mal se ajustaram as engrenagens e… — bum! — foi tudo pelos ares com a explosão do boom tecnológico que prenunciava como regra novas competências, já que o arquétipo universal determinava o academicamente culto.

Sem norte, a educação se viu impelida a voltar no tempo, aguçar os ouvidos para localizar ecos das ideias geradas no século passado. O que ontem não valia muita coisa, hoje é uma aposta de tirar o setor do caos.

Como a ordem é “vá em frente”, o professor já tomou mão das ideias difundidas no século XX, especificamente nos anos 1950 — a potencialização da inteligência.

Consequentemente, a estrutura do profissional do professor desmoronou… Desaprender passou a ser emergência para atingir o novo alvo: construir uma plataforma futurista para receber as novas competências.

O sistema se alvoroçou. Não teve jeito… Voltou a fita: corre-corre, muda-muda… Ajusta aqui, aperta ali… Programas, projetos… Adequações… A cabeça do professor entrou em parafuso para absorver as novas competências para auxiliá-lo na condução do aluno entre programas, projetos e atingir o alvo de buscar vários pontos simultaneamente: reformular conceitos, posicionar-se criticamente diante das constantes mudanças e, assim, transpor saberes didaticamente corretos, de forma que valores intrínsecos sejam inseridos naquilo que se ensina e naquilo que se aprende.

O aluno não perdeu tempo: instalou o seu link na torre contemporânea, se conectou ao mundo, decolou numa aventura para desvendar os segredos do universo e pousou na sala de aula repleto de novidades, mas deparou com um professor que mal opera um computador.

Essa obstinação deixará muitos professores de fora, pois ainda é comum encontrarmos em sala de aula, principalmente no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, professores que cursaram apenas o magistério. E a perda de sentido da profissão o converte num profissional clássico, cujas técnicas não mudam. Torna-se resistente, inflexível, saudosista… Por não entrever que, no processo de educar, mudar é o caminho que leva às conquistas.

…Pois saber exige, acima de tudo, aprendizado contínuo da profissão de professor…

Aprender demanda abnegação para rompermos o comodismo, abrirmos a mente, absorvermos o novo e até mesmo nos esvaziar de coisas velhas. Contudo, temos que admitir que no processo de ensinar, desaprender é uma regra tão importante — e difícil — quanto dominar conteúdos, pois são essas perdas que nos fazem reconhecer que estamos vazios, mas sempre prontos para aspirarmos o novo e quando permitirmos que o novo nos envolva, fardos como hábitos, padrões vão ficando para trás e, assim, suplantamos o desafio maior: aceitarmos que sabemos quase nada do ofício, e esse “quase nada” torna-se um alerta de que ainda temos muito a aprender.

Assim, desaprender deve ser um processo de crescimento humano, para que o aprendizado acompanhe a evolução e tenha como princípios a disciplina, a reflexão e a autoavaliação.

E como aprender é complexo quando o que se informa não nos interessa, muitas vezes, é necessário voltarmos ao ponto de partida e aprendermos a aprender para, assim, desaprendermos as fórmulas prontas e voltarmos a aprender que ensinar exige busca, e por que não, no dicionário, que nos revela que a sublime arte de aprender é: “ficar sabendo, reter na memória, tomar conhecimento de alguma coisa”… Se o professor não “ficar sabendo” das novidades, jamais irá “tomar conhecimento”, para “reter na memória” técnicas para ensinar bem e se tornar um profissional melhor.

Assim, desaprender deve ser um processo de crescimento humano, para que o aprendizado acompanhe a evolução e tenha como princípios a disciplina, a reflexão e a autoavaliação. E, quando os caminhos das transformações afluem ao da incômoda avaliação, muitos baixam a guarda… Pois avaliar o outro não é uma tarefa difícil… Principalmente, quando esse ato corretivo não lhe atinge financeira, pessoal ou profissionalmente.

racorn_Depositphotos_2_optContudo, disciplinar para cumprir metas, refletir ações e autoavaliar para rever, principalmente conceitos, é um ato que intimida, sobretudo pelo fato de a ideia de expor deficiências impelir muitos professores a recuarem, pois cobrar desempenho exige estrutura de quem gerencia a fomentação do conhecimento. E, quando a desaprendizagem do professor dificulta o processo de aprendizagem do aluno, a didática o convida, desde o Ensino Fundamental ao Superior, a uma meditação: refletir a atuação das práticas pedagógicas disseminadas nas ações docentes.

Desaprender é uma deliberação que provém do querer fazer melhor. O primeiro ato é declarar guerra contra nós mesmos. O segundo é tomarmos posse da poderosa arma força de vontade, invadir o espaço aéreo “EU” e bombardear a natureza, explodir a resistência, reduzir a pó os ranços e, a partir de então, permitir que a vontade de ser para sobrepujar o existir impere para que o novo ventile.

Assim, aprender se torna um processo fascinante para o aluno e gratificante para o professor que encara o desafio de fazer melhor com a ousadia e a determinação de quem sabe aonde quer chegar.
Reivindicar é preciso. Mas até onde, Professor?

Muitas vezes, a resistência do professor é encarada como oposição. Todavia, ante tantos abusos e descasos do governo, tornou-se uma trincheira de defesa, pois se o governo continuar tratando o professor como robô reprogramado para apresentar a sua próxima tendência, — por acreditar que sua única função é repetir experiências — e se essas tendências se evadirem antes de amadurecerem; se sustiverem, à frente da escola, gestores que muitas vezes tratam o professor sem o mínimo de ética, respeito, gerando o desgaste interpessoal, que reflete no desempenho do trabalho docente em sala de aula, simplesmente, para atender aos seus interesses, — a exemplo do regime militar — onde o próprio currículo foi remodelado, enxertado com disciplinas como Educação Moral e Cívica e Organização Social e Politica do Brasil – OSPB, para que a educação atendesse às metas da Tirania Militar, o marasmo no espaço escola permanecerá.

Sem horizontes para o magistério, resistir, gritar estão sendo a veia de escape de uma classe responsável pela formação de humanos e que se conserva no ininterrupto processo de montagem e remontagem para se enquadrar às sequências de modelos apresentados pelo sistema. E, como vozes são, muitas vezes, sufocadas, a afronta, e a resistência são estratégias para estimular mudanças. Assim, na ótica docente, ser professor é se expor ao fogo cruzado que salienta os desequilíbrios de uma sociedade cada vez mais sem rumo, pois agressão, xingamentos e até roubos vêm se tornando rotina na vida de professores. E, como o governo não mira no humano, já que só tem olhos para o quadro de resultados, restringe os horizontes da profissão professor.

Até quando, professor? Você que puxa a cadeira, senta, abre a janela e contempla a evolução do mundo alheio ao crescimento do seu aluno… Até quando ambiciona ser âncora para equilibrar o barco da educação ou prefere tocar o bote adiante e remar sem rumo definido?

Tanto que, no Estado de São Paulo, uma lei em tramitação prevê aumento aos professores que trabalham em bairros com alto coeficiente de violência… A qualidade, a própria vida não estão nos seus planos, e, nesse processo, a desaprendizagem que deve acontecer é tão somente a da própria essência humana, que se vê impelida a se esvaziar, para, assim, armar a trincheira de amparo e enfrentar as feras da irracionalidade social que fazem da sala de aula um posto de batalha.

Como os professores não têm forças para gerar mecanismos que os auxiliem, resistem… Movidos pela esperança de que um dia o governo decida transformar a escola num espaço de formação humano, pois se esse governo, que faz discursos brilhantes nos meios de comunicação, passasse um dia na sua escola do futuro, se chocaria perante a violência, o desinteresse dos alunos, o descaso das famílias; se envergonharia com a tirania dos gestores que nomeou e perceberia que os seus planos não surtem efeito, pois são apenas planos e não projetos e dissimulam salientando salários, recursos didáticos, financeiros, tecnológicos… Como arranjos para maquiar uma realidade injusta com os que fazem da arte de ensinar, uma ferramenta para transformar vidas.

É lastimável a situação: o governo erra, o sistema não retifica, a família não apoia… Mas até onde você que reivindica recompensas, melhores condições de trabalho, suporte, aporte? E em meio às lutas e conquistas, acomoda o seu aluno na carteira, por que a evolução profissional não acontece?

Até quando o professor permanecerá cumprindo calendário, repassando conteúdos e a Educação pagando pelo seu não fazer na construção do conhecimento… Pois nunca, professor, as nossas escolas tiveram tantos recursos financeiros, didáticos, pedagógicos… Contudo, a tão ambicionada evolução não acontece.

Até quando, professor, o alcance da sua visão de lince vislumbrará, na história da educação brasileira, tanta informação, acesso à formação, e o crescimento humano do seu aluno não acontecerá? Até quando, professor? Você que puxa a cadeira, senta, abre a janela e contempla a evolução do mundo alheio ao crescimento do seu aluno… Até quando ambiciona ser âncora para equilibrar o barco da educação ou prefere tocar o bote adiante e remar sem rumo definido? O que tem feito por si mesmo para promover a sustentabilidade do seu espaço, do seu aluno, da sua escola? Da própria profissão?

Se não definiu aonde quer chegar, permita que os movimentos por educação agitem a sua cabeça e o despertem para a realidade de que Educação não é só investimento, valorização do capital humano… Educação é empenho… Empenho que resgata vidas, transforma realidades e abre novos caminhos que conduzem à vitória.

Permita abrir os olhos para entrever que sua ação determinará o destino daquele aluno sentado na última carteira. Quebre o gelo, dê um passo adiante e se aproxime, ao invés de procurar na lista de transtornos um que se enquadra no seu comportamento e ter razões para encaminhá-lo ao psicólogo, psicopedagogo ou assistente social… Permita o contato, o envolvimento… Pois essas ações surtem efeitos anestésicos e descobrirá que ele não é rebelde, desinteressado… É mais uma vítima do desequilíbrio familiar, do desamparo social, da injustiça política… Pode ser rebelde, sim, pois a própria vida lhe ensinou a resistir como defesa… Mas é uma vida… Vida que espera o seu agir. Agir que pode resgatar sua autoestima e promover a sustentabilidade dessa vida, cuja ambição pode ser apenas o existir… E por que não reivindicar formação para elevar a sua gama de saberes?

Pois, nesse ponto, até os acomodados concordam: SABER é a plataforma de um ensinar seguro, pois se torna estrutura para se FAZER melhor. Mas o que saber? Reivindique formação, se forme e saberá. O que o professor aprende na faculdade sobre os Saberes do ofício do magistério? Sabemos que é muito pouco, uma dosagem otimista ante o despreparo que as nossas faculdades apresentam os seus alunos ao mercado de trabalho.

Mas o querer pode ser o diferencial. Portanto, reivindique formação e se complementará. E, assim, tornará uma referência para que gestores, sistema de ensino, especialistas e o próprio governo encontrem em você a tendência mais eficiente: formação do profissional que põe a mão na massa: VOCÊ, professor! E verá o desempenho do seu trabalho refletido no progresso dos seus alunos. Se não quiser… Não culpe ninguém… Pois a nossa educação tem tudo: recursos financeiros, didáticos, tecnológicos, espaço… Mas nos falta o essencial: ousadia, atrevimento para fazermos reformas educativas capazes de romper os velhos paradigmas para que a escola saia do caos e atenda às exigências mercadológicas impostas pelas variações sociais, econômicas e políticas de um mundo cada vez mais globalizado.

É nesse percurso da caminhada que o verdadeiro professor olha para o horizonte, mesmo com o semblante atenuado, e diz: “Valeu a pena!”.

Sabemos que, por mais envolvida que seja a escola, por maior que seja a gama de recursos, o professor é ferramenta fundamental. E, se essa ferramenta ambicionar ser a diferença, fará funcionar as engrenagens de uma sala de aula. É na sala de aula que esse autêntico gerenciador de conteúdos desponta como horizonte.

E perceberá que suas ações ultrapassaram as barreiras da pedagogia, para alimentar a esperança de seu aluno e que é essa esperança que fortalece a sua base profissional para suportar o peso do descaso do padrasto sistema de ensino… Para, simplesmente, ser professor… Mesmo consciente de que os seus atos por si só não poderão mudar a educação do País, mas levará consigo o contentamento de apreciar os que passarem sob sua regência saírem bem-sucedidos.

É nesse percurso da caminhada que o verdadeiro professor olha para o horizonte, mesmo com o semblante atenuado, e diz: “Valeu a pena!”. Valeu a pena! Vale a pena desaprender para reaprender, pois meus esforços sobressaíram entre provações, perdas e fracassos.

Quando os colegas perguntarem o segredo, revelará com orgulho: a busca, o desejo de ser um referencial na vida daqueles que passarem por minha regência. Isso se tornou o combustível que me levou aos SABERES ESPECÍFICOS por meio de investigações sobre meus alunos, e, assim, aprendi que ensinar é cumprir a missão de desaprender, principalmente hábitos que abrem abismos, apartam, isolam… E paguei o preço. Aprender, aprender, aprender… Aprender, principalmente, para conviver com as parafernálias da modernidade, falar a língua dos meus alunos e, por meio dessas conquistas, amadureci os meus SABERES PEDAGÓGICOS numa metodologia prática, na qual o saber-fazer aconteceu naturalmente, me proporcionando competências que entreveem o novo como horizonte a ser explorado: e o velho, como referencial teórico.

E, se no final da carreira, os estagiários lhe perguntarem: quais os ingredientes da receita de um professor de sucesso? A resposta estará na ponta da língua: Uma elevada dose de SABER para fortalecer as bases profissionais e, assim, resistir aos tremores provocados pelas crises do CONVIVER; infinitas pitadas de CONHECIMENTO para transitar pela escuridão da ignorância; amor a gosto, pois somente o amor pelo fazer permite superar a irreflexão didática, o descaso do sistema, a (de)formação continuada, e não deixar de DESAPRENDER para estar sempre aberto para o novo.

Com esses saberes, mesmo se não receberem suporte e aporte, farão a diferença por atraírem seus alunos com HABILIDADES e COMPETÊNCIAS capazes de compor os ingredientes da essência que constitui o saber docente: a experiência.

E são esses mestres na arte de desaprender que honram o oficio de ensinar e ostentam a escola de portas abertas.

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