Edição 34

Dicas de leitura

Dicas de Leitura

O Ofício do Contador de Histórias

Atentas ao saber popular e à oralidade das sociedades tradicionais, Gislayne e Inno navegam entre realidade e ficção. Pés no chão, lendo no vento a vida, são parceiras de trabalho, busca e sonho, “corações olhando na mesma direção”.

Em harmônica toada, conceberam esse livro. Orientam com mestria o aprendiz no manejo de sua matéria-prima: a voz, o gesto, o olhar.

Recuperam, no aconchego do encontro, a incomparável expressividade da palavra espontânea. E permitem que o contador de histórias, de posse da própria experiência, recupere e compartilhe a vibração de seu corpo, pleno de vida e prazer.

Autoras: Gislayne Avelar Matos e Inno Sorsy
Editora: Martins Fontes

Dez Questões sobre a Educação Inclusiva da Pessoa com Deficiência Mental

A educação inclusiva tem gerado, entre educadores, posições diversas, principalmente quando se trata de deficiência mental. Assim, as autoras — profissionais atuantes como psicólogas, pedagogas, docentes do Ensino Superior na área de educação, particularmente no curso de especialização lato sensu em Educação Inclusiva e Deficiência Mental — procuraram, durante as aulas, identificar os principais questionamentos de professores em relação à inclusão de pessoas com deficiência mental no ensino regular. Após relacionar as dúvidas mais relevantes, elaboraram essa obra com o intuito de trazer contribuições que possam ajudar a esclarecer tais questionamentos.

Esse livro se dirige, sobretudo, aos profissionais que trabalham com Educação: professores, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos e futuros docentes das escolas de ensinos Infantil, Fundamental e Médio que se defrontam com os desafios da inclusão.

Autoras: Cláudia Prioste, Darcy Raiça e Maria Luiza G. Machado
Editora: Avercamp

Planeta Caiqueria

Uma histórica (e poética) fuga de histórias está para acontecer em um planeta opaco e distante. Lá, uma estranha criatura entrega-se ao trabalho diário de regar frases no jardim...

Frases curtinhas, assanhadas, frases tristes, gorduchas, zangadas, frases faceiras, frases ligeiras, frases magras, breves, frases arteiras. Frases de todos os feitios, tiradas da terra adubada com o pó de imaginação — parlampampam. Pensará o leitor: “Vingará a colheita para nossa diversão...”.

Não, nada disso acontece, pois a estranha criatura de curta memória só sabe colher e deixar frases em ramalhetes de história que, zelosamente, guarda dentro de caixas, muito bem guardadas, empilhadas como seu mais precioso tesouro. E tudo vai bem, seguindo a ordem da espera, a acomodação dos dias, o giro de luas, astros e cometas — que beleza! — naquele planeta! Até que, ops!

Um acidente de percurso se aproxima... O que acontecerá? Como se sentirá a pequena e estranha criatura?

Hermes Bernardi Jr. trama metáfora e metalinguagem em uma história muito simples, regada por artifícios da poesia enumerativa: são nesses ritmados intervalos que o jardim brota, cresce e floresce — e as caixas vão tomando volume no cenário da imaginação. Nas ilustrações, a criatura de Caiqueria cintila cores diversas, de acordo com seu desejo, ânimo e sua emoção. Sempre iguais, no entanto, são seus grandes olhos castanhos à espreita; e André Neves mostra-se outra vez incansável/incurável com “aquela” infinidade de letras recortadas em quadradinhos, impondo ao leitor um jogo de caça-forma-palavras.

Comentários de Peter O’Sagae — Dobras da Leitura.

Autor: Hermes Bernardi Jr.
Ilustrador: André Neves
Editora: Projeto

Educação e Qualidade

Educação, expectativa de vida e poder de compra são os indicadores fundamentais do desenvolvimento humano, desde que haja equilíbrio entre qualidade e quantidade.

Não há como chegar à qualidade de vida sem educação, mas não será educação aquela que não se destinar a formar o sujeito histórico, crítico e criativo.

Portanto, o desafio que temos a enfrentar é evidente: passar de mera aprendizagem para o aprender a aprender, fazer da escola e da universidade lugares privilegiados da educação e do conhecimento, unir saber a ação. Só assim poderemos garantir e gerar futuro, com uma sociedade que tenha acesso a uma base educativa que lhe propicie a respectiva cidadania.

Autor: Pedro Demo
Editora: Papirus

Educação Crítica & Utopia – Perspectivas para o Século XXI

Este livro convida-nos a examinar cuidadosamente as ligações entre ficção e política em Educação, levando em consideração a importância da noção de utopia no contexto da Teoria Social e explorando novos desenvolvimentos na Sociologia da Educação. Como pesquisadores e educadores, estamos convictos de que o presente não pode ser a medida da felicidade, porque a felicidade é simplesmente a coleção de imagens que se dissipam com a distância e se distorcem com a proximidade. Mais ainda: estamos convictos de que uma utopia é aquele horizonte no sentido do qual damos dois passos para ficar mais próximos, enquanto ele se move dois passos à frente. Damos, de novo, mais dois passos para nos aproximarmos, e ele volta a mover-se dois passos à frente.

Que uso é então esse de utopia, esse prodígio que não se alcança? A resposta, pensamos, é tão simples como isto: ajuda-nos a andar com perspicácia nesse amálgama de política e ficção, não somente nas narrativas, mas também na prática.

Autores: Antônio Teodoro & Carlos Alberto Torres (Orgs.)
Editora: Cortez

O Jogo do Contrário em Avaliação

Este não é apenas um livro, é um jogo do contrário em avaliação. Ele se apresenta ao avesso, em todos os sentidos. Pode ser lido de frente para trás, de trás para frente, porque a leitura dos capítulos, tal como a aprendizagem, não tem caminhos predefinidos: cada leitor decidirá o melhor jeito de captar-lhe o sentido. Duas partes compõem o jogo. Numa delas, Entre claros e escuros da avaliação, a autora se posiciona em relação a questões polêmicas, debatidas nas escolas, insistindo em princípios essenciais à concepção mediadora. Na outra, Fazendo o Jogo do Contrário em Avaliação, traz um convite sensível à reconstrução das práticas avaliativas em respeito às diferenças. Entrelaçando textos, contextos e exemplos de casos, organiza suas considerações teóricas em três tempos: o tempo de admiração dos alunos, o tempo de reflexão sobre suas manifestações e o tempo de invenção de novos jeitos de ensiná-los. Nas tramas dos contrários, o livro é um instigante convite à leitura e à releitura, porque a autora, assim como defende idéias próprias com o vigor de sempre, deixa portas abertas às “ousadias” de cada um.

Autora: Jussara Hoffmann
Editora: Mediação

Inclusão em Educação: Culturas, Políticas e Práticas

Este livro se destina a todos aqueles que se preocupam com a promoção de um mundo mais igualitário, em que Justiça Social e Direitos Humanos deixem de ser apenas conceitos e campos de estudo para se tornarem práticas efetivas. Os diferentes textos apresentam a dialética inclusão/exclusão a partir de três dimensões: culturas, políticas e práticas. Para que a exclusão seja combatida, é preciso adotar uma postura de infindável inclusão, que implica o constante desenvolvimento de valores inclusivos em cada arena social (a dimensão das culturas), a promoção de intenções e diretrizes que expressem tais valores (a dimensão das políticas) e a provocação, em conseqüência, de práticas criativas inovadoras. Tais dimensões, trabalhadas em conjunto, compõem nossa definição de inclusão: um processo que, acima de tudo, aumenta a participação e minimiza as barreiras à participação de todo e qualquer sujeito nas arenas sociais a que pertençam ou a que queiram pertencer.

Organizadores: Mônica Pereira dos Santos e Marcos Moreira Paulino
Editora: Cortez

Educação Inclusiva: com os Pingos nos “is”

Todas as crianças, os jovens e os adultos, em sua condição de seres humanos, têm direito de beneficiar-se de uma educação que satisfaça as suas necessidades básicas de aprendizagem, na acepção mais nobre e mais plena do termo, uma educação que signifique aprender e assimilar conhecimentos, aprender a fazer, a conviver e a ser. Uma educação orientada a explorar os talentos e a capacidade de cada pessoa e a desenvolver a personalidade do educando, com os objetivos de melhorar sua vida e transformar a sociedade.

Autora: Rosita Edler Carvalho
Editora: Mediação

Adolescência Violência: Desperdício de Vidas

A marca do texto é a recorrência surda e insofismável dos acontecimentos que se repetem no período analisado (1960–2005). A autora, aprofundando o tema Adolescência–Violência, busca ir além das aparências e das representações sociais, resgata a história da violência institucional, analisa muitas faces de sua prática (...).

Tenho certeza de que envolverá também o leitor — mesmo desavisado — que se disponha a enfrentar essas páginas. Este será seduzido pelos personagens, enredado nas tramas e conluios e, como que enfeitiçado pela crueza do relato, pelo alcance do problema, pela dignidade da luta. Ele se verá inexoravelmente e para sempre comprometido com a questão.

Autora: Maria de Lourdes Trassi
Editora: Cortez
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