Edição 61

Dicas de leitura

Dicas de leitura

Quanto Vale um Professor?

É ao mesmo tempo uma bem--humorada biografia e uma apresentação de modelos que inspiram e emocionam.

Uma biografia porque sintetiza a própria vida de Celso Antunes, que, em caminhadas pelo Brasil e pelo mundo, colecionou aulas e seus autores, relatando-as com graça e profundidade. Mas, ainda que essas crônicas apresentem diversificado painel sobre tipos humanos plenos de encanto e grandeza, constitui também relato de gostosa experiência da qual muitas ideias podem ser transformadoras para a prática de cada um.

O título – Quanto Vale um Professor? – propõe uma pergunta, mas antecipa que, para ela, existe resposta.

O valor de um grande professor é impossível ser quantificado, e a força de suas palavras e seus exemplos delineia vidas, constrói pessoas. Da primeira à última crônica desse desafiador relato, antecipa-se a certeza de que jamais se estabelecerá valor igual à infinita dimensão de um docente.

Quanto Vale um Professor?
Celso Antunes - Editora: Vozes

A Escola em que (Des)Acredito

O primeiro artigo do livro é A Escola que Desejo para o Meu Filho. Talvez possamos dizer que este é um livro de sonhos, não no sentido de despertar ilusões, mas de desenvolver utopias — o sonho possível. Este é um livro sobre as formas como o processo de educação se desenrola nas escolas. Quem escreve é professor e também integrante da direção de uma instituição educacional. O autor, no entanto, não se propõe a contar experiências ou sugerir práticas. Num artigo após o outro, somos instigados a pensar, a refletir e, por que não dizer?, a “Sonhar sonhos possíveis”, “Profissão: Professor”, “Educar é um gesto de amor”, “Quem (não) cola não sai da escola!”, “Educação e Religião”, “Somos todos excepcionais”...

A Escola em que (Des)Acredito é uma obra para se ler, reler e acreditar ou desacreditar... mas, primeiramente, refletir sobre a escola atual e sobre a educação que ela se propõe a desenvolver.

Ricardo Lengruber Lobosco, como diz o escritor Rubem Alves, em seu prefácio, nos oferece “canapés” e, como “o vidente do livro de Apocalipse sabia que os livros devem ser comidos”, devemos comê-los, pois “Tudo o que é inteligente tem gosto bom”.

Fica o convite e a certeza de que valerá a pena.

A Escola em que (Des)Acredito
Ricardo Lengruber Lobosco - Editora: Mauad X

Afetividade e Limites

“Há necessidades que jamais serão supridas dentro de um ambiente escolar. Os pais não podem nem devem fugir dessa realidade: os filhos necessitam de segurança, de amor, de aceitação e de valorização dos pais.”

“Pais e educadores concordam que há a necessidade de a escola trabalhar mais aspectos humanos, emocionais, não visando apenas aos conteúdos conceituais. A escola precisa preparar o indivíduo para a vida.”

“A cada novo dia, temos a chance de fazer a diferença na vida dos nossos filhos.”

“Muitos pais não sabem frustrar seus filhos, porque eles próprios não toleram frustração.”

“A criança precisa ter a segurança de que é amada pelo simples fato de existir. É como se ela dissesse aos seus pais: ‘Eu existo, me amem!’.”

“Os pais e os professores não devem ser vistos pelas crianças como pessoas ansiosas, vítimas das circunstâncias, desamparadas, descontentes, sofredoras e desprovidas de fé.”

“Quando a criança não tem com os pais uma relação de disciplina, de diferenciação, também não a terá com o professor. Esta relação necessita ser construída.”

“Assim, o conteúdo a ser ensinado deixa de ser o centro do processo pedagógico, e a figura do professor e sua significação para o aluno passam a ser a chave do aprendizado.”

Afetividade e Limites
Edileide Castro - Editora: Wak
cubos