Edição 108

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Dicas para ter uma sala disciplinada

Depois de tantas reflexões, é possível que você, educador, esteja se perguntando que medidas poderá tomar para melhorar ou até mesmo acabar com o cenário da indisciplina dentro de sua sala de aula. Observe as dicas que você pode usar como base para começar as mudanças em sua prática docente. Confira!

441 – Observe: as atitudes dos alunos são formas de expressão de suas insatisfações, e é preciso aprender a interpretá-las como tal. Uma conversa paralela pode sinalizar que o conteúdo, por mais importante que seja, não está atrativo. Se um ou mais alunos simplesmente não conseguem se adaptar a determinada regra, pode ser um sinal de que ela não está funcionando.

Aproveite esses indicativos com bom senso para transformar sua aula em um momento interessante da rotina escolar.

2 – Livre-se dos preconceitos: esqueça a imagem do aluno indisciplinado, que já vem cheia de estereótipos antes mesmo de você, educador, colocar os pés na sala de aula. Permita-se um novo olhar sobre os alunos, buscando conhecer e compreender melhor aqueles que menos aceitam a sua autoridade. Uma conversa em particular, em que você demonstre interesse nas razões do aluno para a conduta que ele está apresentando e proponha mudanças na relação entre vocês, 43pode ser de grande valia.

3 – Experimente: se você percebeu que a turma está dando respostas negativas aos seus métodos, ouse e tente algo novo. Os alunos vêm de uma geração distinta da sua e, a cada ano, apresentam novas necessidades. Encare essa situação como um privilégio, que, inclusive, permite que você evolua. Sua sala de aula é um espaço que permite “testes” pedagógicos, então aproveite para aprender ao máximo! Pesquise as técnicas mais recentes, converse com seus colegas, troque experiências e aplique suas descobertas em classe. Todos os desafios são válidos para aprimorar a sua forma de trabalhar e aproximar a aprendizagem da realidade dos alunos.

4 – Seja justo: mandar um aluno para a diretoria ou expulsá-lo da sala são medidas extremas que precisam seguir padrões. Além do mais, será que isso realmente tem valor punitivo para as crianças? Procure agir com sensibilidade para determinar qual atitude é coerente com o tipo de transgressão. Geralmente, a boa conversa é o que melhor resolve os conflitos e ainda cria confiança e cumplicidade entre professor e aluno. Então, adote essa saída sempre que possível: além de eficiente, ela influencia o processo de formação do caráter do aluno, pois o faz refletir a respeito de seu próprio comportamento e das consequências geradas por suas ações.

Revista Guia Escolar. Ano 1, n. 2. São Paulo:
Alto Astral, 2011.

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