Edição 62

Editorial

Editorial

Prezado Educador/Prezada Educadora,

A Campanha da Fraternidade deste ano apresenta mais uma vez uma situação preocupante em nossa sociedade quando trata da questão da Saúde Pública com o tema: A Fraternidade e a Saúde Pública. Uma realidade social que precisa ser mudada sob o lema: Que a Saúde se Difunda sobre a Terra (cf. Eclo 38, 8). O capítulo do Eclesiástico, de onde foi retirado o lema da Campanha da Fraternidade, nos fala sobre médicos e medicina, deixando bem claro a importância desta na vida do cristão como ciência que deve ser honrada e que serve para acalmar as dores e curá-las.

img-1772-01Hoje a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) levanta uma discussão sobre a saúde pública nesta Campanha, que busca ser um sinal de esperança para as comunidades cristãs e para todo o povo brasileiro, a fim de que, em um panorama caótico, as pessoas sensibilizem-se com a dor do outro, tendo caridade na atenção aos enfermos. É necessário um maior empenho por mudanças nas estruturas, que geram enfermidades e mortes. Tais estruturas tornam-se visíveis nas situações de exclusão, na falta de condições adequadas e dignas da vida e no descaso, em certas circunstâncias, no atendimento oferecido aos usuários do sistema de saúde. Tudo isso é exposto não só pelos meios de comunicação social, mas também pelos rostos sofridos e pelas mortes causadas pelo indigno atendimento.

Finalizo citando a fala do papa Bento XVI por ocasião do Dia Mundial do Enfermo (2007), quando disse: “É necessário promover políticas públicas que criem condições em que os seres humanos possam suportar as doenças incuráveis e enfrentar a morte com dignidade”. Nesse sentido, o papa enfatiza que é necessário criar centros de cuidados paliativos que proporcionem assistência integral, garantindo aos enfermos ajuda humana e acompanhamento espiritual.

O sofrimento humano somente é intolerável se ninguém cuida. Como fomos cuidados para nascer, precisamos também ser cuidados para morrer. Cuidar fundamentalmente é sermos solidários com os que hoje passam pelo “vale das sombras da morte”. Amanhã seremos nós.

Feliz saúde!

Um grande abraço fraterno

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