Edição 67

Editorial

Editorial

Prezado Educador/Prezada Educadora,

Respeito é “pedra fundamental”

Nesta edição da Construir Notícias, apresentamos como tema central Homofobia: como trabalhar o respeito e a diversidade sexual na escola.

O preconceito por parte dos estudantes e professores e a falta de técnicas pedagógicas adequadas para lidar com a diversidade sexual fazem com que a homofobia seja um problema recorrente nas salas de aula, já que os professores não têm uma Educação continuada e se sentem inseguros para lidar com a situação, principalmente sabendo que a abordagem do assunto nas escolas pode até deixar alguns pais receosos.

Os professores precisam ter contato com seu próprio preconceito para poderem trabalhar o tema com os alunos. É necessário que o professor vivencie o assunto, e o ideal é que o trabalho seja feito em grupo, para que o docente se coloque no lugar do aluno que sofre a homofobia e veja como é agressivo ter de esconder sua orientação sexual.

Ao trabalhar sobre a homofobia devemos ter em mente que se trata de uma questão ligada aos Direitos Humanos, pois o aluno, como ser humano, deverá ser respeitado independentemente de sua opção sexual.

Como educadores, devemos sempre ampliar o tema da cidadania em nossas aulas. Ou seja, trabalhando com nossos alunos princípios da dignidade humana, da liberdade e da igualdade, a sala de aula se tornará naturalmente um campo fértil para boas práticas pedagógicas sobre o tema. É importante passar informações científicas e propiciar o debate de temas pertinentes à idade de cada turma, tentando aplacar as angústias dos adolescentes em relação ao assunto.

A pesquisadora Tatiana Lionço crê que o ambiente escolar é um espaço de convivência democrática, tendo importante função na formação da cidadania. “Da mesma forma que o primeiro passo para o enfrentamento do racismo é o reconhecimento de sua manifestação social, inclusive em instituições educacionais, a homofobia também requer originalmente o reconhecimento das instituições, entre as quais a escola, de que é uma prática de violação de direitos humanos e sociais que perpassa o cotidiano escolar.”

Enfim, cabe a nós, educadores e profissionais ligados à Educação, nos integrarmos ao assunto e fazermos frente a essa omissão que tanto gera e reproduz preconceitos, discriminação e violência.

O tema não é fácil, mas não podemos desistir.

Um abraço fraterno,

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