Edição 22

Em discussão

Educação Ambiental: Uma questão de vida

Percebe-se que a questão ambiental é um fato social e político.
Trabalhar esse tema na escola constitui-se uma questão de preservação da vida.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados de modo a servir de referencial para o trabalho educativo do professor, podendo ser adaptados à realidade de cada região.
Os objetivos e conteúdos trabalhados pelo docente devem visar à formação dos indivíduos, proporcionando-lhes conhecimentos de que necessitam para crescerem e atuarem como cidadãos conscientes na sociedade.
A Educação Ambiental deve ser trabalhada de modo a atender às realidades brasileiras, sempre observando as peculiaridades de cada região e tendo o entendimento de que a preservação ambiental é a preservação da própria vida.
Observar os ciclos da natureza permite-nos compreender como ela é fundamental para a manutenção da vida e que não se limita ao tempo e ao espaço, mas, para que os processos da natureza sejam realizados satisfatoriamente, o ser humano precisa saber interagir com o meio ambiente. TEIXEIRA, apud Novais (1993 p. 47), afirma que a EA deve ser o resultado de uma reorientação e articulação das diversas disciplinas e experiências educativas que possam facilitar a visão integrada do meio ambiente. Afirma ainda que outro indicativo internacional a favor do meio ambiente e da EA é a Agenda 21 Global, que retrata toda uma preocupação com o meio ambiente. Devido a essa preocupação, o MEC divulgou um documento no qual retrata que o papel da escola e da EA é conscientizar a sociedade.
Vale ressaltar que o homem enquanto ser social depende do meio ambiente para sua subsistência. Ele reconstrói, explora e se percebe o sujeito desse meio. A relação do homem com a natureza envolve questões sociais e políticas que vêm atingindo o mundo todo, não só o Brasil.
Hoje, as autoridades estão preocupadas com as mais variadas atuações que o homem vem tendo nos últimos anos nas florestas; citamos, como exemplo, a Amazônia, que é tida como a principal fonte de vida para o nosso ecossistema. Existem vários olhares científicos para os avanços nocivos do homem sobre a natureza. Desse modo, o professor deve fazer um trabalho interdisciplinar através de um planejamento em que o ensino esteja sintonizado com a realidade do aluno, escola–contexto social, no sentido de transformá-la. O importante é ter consciência das reais necessidades que envolvem a relação homem–natureza, procurando equilibrar tecnologia e natureza, visando à preservação da vida.
Considerando a importância da EA e a visão integrada de mundo, tanto no tempo como no espaço, a escola deverá ampliar os conhecimentos dos discentes, trabalhando a consciência crítica como meio de transformação social, pois alunos conscientes serão cidadãos que se relacionarão com a natureza de forma harmoniosa.

Ildis Suely de Oliveira Setúbal é formada em Pedagogia pela Universidade da Amazônia – Unama, Belém/Pará. Cursa pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade Integrada de Jacarepaguá – Rio de Janeiro. Trabalha como Coordenadora do Projeto Escola Ativa no município de Ulianópolis/PA. Faz parte do Corpo Técnico da Semec, formadora dos PCNs Meio Ambiente, trabalha com professores de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental.

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