Edição 37

Matérias Especiais

Erudito e Popular em Ritmo Armoriá

A escola está em festa,
feliz a comemorar
o sonho da Vó Biá.
Quinze anos de história,
a família vem mostrar.
Não tinha nenhum estudo,
tornou-se nome marcante
na arte de cozinhar.
E todos aqui queriam
suas delícias provar.

Mulher de brio e valor.
Mesmo sendo analfabeta,
com Educação se encantou.
Ensinou à sua filha
que o estudo e o trabalho
faz do homem seu senhor.
Os netos, a sua linhagem,
imbuídos de coragem
o educandário fundou.
Limoeiro se encantou.

Quinze anos se passaram,
páginas de uma longa história.
Tivemos tempos difíceis,
de conquistas e de glórias.
Na comunidade do Alto,
uma estrela hoje brilha.
Professores e alunos.
construíram a sua trilha.
De uma constelação,
nasceu uma grande família.

A família Beatriz França,
neste mês de São João,
vem a você convidar.
Neste Festival Junino,
venha participar.
O poeta Ariano,
passamos a estudar.
Hoje temos novo tema:
“Erudito e Popular
em Ritmo Armoriá”.

Na arte de escrever,
encontramos no Brasil
essa figura sem par:
Ariano Suassuna.
Homem de grande valor
na cultura popular.
Professor, advogado,
na história é um marco.
Seu nome ficou marcado
do romance ao teatro.

Esta nona edição
do festival que é “nosso”
traz na sua trajetória
a cultura qual Pai Nosso.

Valorizando as raízes
desse Brasil popular,
destacando, no Nordeste,
o Movimento Armoriá
com toda a simbologia 
da heráldica a apresentar.

Uma ciência, uma arte
de origem militar.
É assim que a heráldica
o terceiro EG vai mostrar.
Decorando a Escola,
símbolos e desenhar.
O brasão do Educandário,
uma aluna redesenhou.
No ano do aniversário,
nova roupagem ganhou.

Estudando a simbologia,
figuras ele encontrou.
Uma delas foi a fênix,
que do pó à vida voltou.
A outra com o nome “Lis”,
grafada em forma de flor,
surgindo a flor-de-lis
que a família exaltou.
Estrelas em forma de arco,
quinze anos de louvor.

Voltando à nossa cultura,
do erudito ao popular,
encontramos várias formas
de o Movimento mostrar.
Nas feiras deste Nordeste,
o cordel assumiu lugar.
A Literatura em Cordão,
o povo, vai encantar.
Histórias de tantos temas,
a quinta série vai mostrar.

A Educação Infantil
vem a viola exaltar,
relembrando grandes nomes,
de uma arte popular.
Cantadores de viola,
Luiz Lopes, Professor
Ivanildo Vila Nova
vieram nos apoiar.
Contaram suas histórias,
cantaram pra encantar.

Da segunda à quarta série,
outra arte vão mostrar.
Em tendas bem coloridas,
bonecos surgem de lá.
A mão mole, mão molenga,
o homem passa a usar.
Dando vida ao mamulengo,
o povo vai encantar.

As histórias vão surgindo
na arte de improvisar.

A dança armorial
é algo pra se encantar.
As sétima e oitava séries,
cheias de cantos e encantos,
o espetáculo vão montar,
trazendo cores e ritmos
num cenário popular.
Na rua, no meio do povo,
à luz do Sol e da Lua,
os cambriões vão dançar.

No tempo dos meus avós,
de histórias ouvi falar.
Mitos, contos e causos
do imaginário popular.
A sexta série encontrou
um conto de assustar.
A história de uma botija
pra vocês irá contar.
Se você acreditar,
rico poderá ficar.

O primeiro e o segundo anos 
uniram-se em comunhão
para contar um romance
que surgiu de um brasão.
Creonildo e Jucicreide,
pipocando de paixão,
chegaram nos finalmentes,
selando sua união.
Juntaram as suas linhagens
formando um novo brasão.

Isso tudo é Nordeste,
essa terra tão sofrida
de uma gente de valor,
castigada pela seca,
olhando o rio que secou.
O homem pega na enxada,
cantando pelas estradas,
espera em Nosso Senhor.
Assim é o nosso Nordeste,
que o Educandário exaltou.

Queremos formar pro mundo
homens de grande valor.
Hoje, os nossos alunos.
Amanhã, nosso louvor.
Aprendendo, dia a dia,
a suas famílias honrar.
Exaltar suas origens,
seus sonhos ir conquistar.
A estrela do Beatriz
vai sempre os iluminar.

Educandário Beatriz França – Limoeiro/PE

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