Edição 88

Projeto Didático

Feira de Ciências: ciência, cultura e tecnologia – tudo a ver

12_projetoInstituto João Siqueira de Figueiredo – Conceição/PB

Introdução

Todo ser humano precisa aprender. Na escola, a aprendizagem se refere a domínios que só ela pode melhor prover. São aprendizagens que supõem professores e gestores, intencionalidade pedagógica, projeto curricular, materiais e recursos didáticos, todo um complexo sistema de ensino e avaliação que sustenta e legitima os conhecimentos pelos quais a escola é socialmente responsável. Essa necessidade constante de aprender é reflexo da sociedade atual, em que a tecnologia, o consumismo e a globalização são influenciados pelo conhecimento científico. Frente a isso, acreditamos que a escola tem um papel significativo no desenvolvimento do conhecimento científico.

Para isso, é importante que ofereça aos seus discentes momentos que priorizem a iniciação científica, com projetos implementados ao longo das atividades letivas, a fim de desenvolver no seu alunado competências e habilidades necessárias para desenvolver a inovação e a pesquisa, bem como não ficar alheio às necessidades da sociedade contemporânea em que está inserido.

As Feiras de Ciências contribuem para inserir e despertar nos alunos o interesse pelas Ciências, possibilitando que investiguem sobre problemas locais, regionais, estaduais; enfim, permitem que ampliem seus conhecimentos sobre determinado assunto por meio da pesquisa. Nesse caso, consideramos que o ensino de Ciências é peça-chave para inserir os adolescentes no mundo da pesquisa, desmitificando a visão de uma ciência difícil, principalmente ao se falar da Química e da Física, pois, na maioria das vezes, os conteúdos são descontextualizados, fazendo com que os alunos não tenham o gosto por essas disciplinas.

Em todas as modalidades do exercício do ensino-aprendizagem, a melhor maneira de aprender é exercitando o conhecimento.

Os livros, as revistas, as aulas teóricas e as conferências fornecem uma sólida base, porém assimilamos verdadeiramente os conhecimentos quando colocamos em prática as teorias. Para aprender matemática, temos que resolver muitos problemas e exercícios. O mesmo ocorre com as ciências ditas naturais. Aliás, uma das etapas de maior importância do método científico é a experimentação, que distingue uma ciência exata dos demais ramos do conhecimento humano.

O Instituto João Siqueira de Figueiredo (IJSF) trabalha quase da mesma maneira que os cientistas profissionais. Através da observação, experimentação e investigação, especulamos e comprovamos a validade de nossas hipóteses mediante mais experimentos, tudo isso com o objetivo de aprendermos mais levando nosso alunado à introdução da pesquisa desde o maternal, com as experiências mais simples até as mais complexas, que envolvem o Ensino Médio.

Justificativa

Atualmente, a Educação necessita buscar alternativas de ensino-aprendizagem que motivem os alunos, que despertem seu interesse pelo aprender, desenvolvendo assim a habilidade da autonomia, evitando aula que somente repassa conhecimentos ou a escola que somente se define como socializadora de conhecimentos, não sai do ponto de partida e, na prática, atrapalha o aluno, porque o deixa acomodado.

Diante da crescente importância que têm adquirido a Ciência e a Tecnologia para o desenvolvimento da sociedade voltada para a modernidade, tornou-se fundamental a promoção de uma cultura científica que propicie melhores condições para a busca do conhecimento.

O Instituto João Siqueira de Figueiredo, diante desse desafio, elaborou a proposta da Feira de Ciências numa ação conjunta da coordenação pedagógica e do grupo de docentes da instituição.
Sendo uma atividade pedagógica e cultural, a Feira de Ciências tem um elevado potencial motivador do ensino e da prática científica, tanto no grupo de docentes quanto no grupo de discentes, possibilitando o envolvimento de todos durante a organização do evento.

Serão intensos momentos de planejamento, discussões e adequação. No desenvolvimento desses trabalhos, temos objetivos mais específicos, tais como: despertar o interesse pela investigação científica, estimular o desenvolvimento do método científico, desenvolver competências e habilidades relacionadas com o fazer científico, desenvolver o senso crítico, despertar o senso de cooperação, promover a interação comunidade-escola, incentivar estudantes a seguirem carreiras científico-tecnológicas, perceber a importância da multidisciplinaridade no desenvolvimento da Ciência.

É relevante afirmar que a intenção da realização das Feiras de Ciências no IJSF é inserir todos os alunos da escola nas atividades que envolvam assuntos relevantes para todas as faixas etárias, ou seja, todas as modalidades de ensino que oferecemos.

Habilidades/modalidades trabalhadas

A primeira etapa foi realizada no dia 10 de novembro de 2015, dentro da escola, com a presença da comunidade do Maternal ao Jardim II. Foram trabalhados os meios de transporte, experiências indicadas para a idade de cada um e a importância dos seres vivos. Do 1º ao 5º ano, foram trabalhados os assuntos: A Água; O Sistema Solar; A Lua; Experiências e Desafios, Nada Além de Um Minuto. Do 6º ao 9º, os temas abordados foram: Lendas, Reprodução Humana, Uso dos Alimentos de Todas as Formas Possíveis, Homenagem aos 50 Anos da Jovem Guarda. No Ensino Médio, do 1º ao 3º ano, foram apresentadas Experiências Químicas, Análise de Células, O Surgimento do Universo e Robótica, dando, assim, ao nosso projeto, uma visão ampla e participativa de todos os nossos alunos e professores numa ação conjunta para apreciação da comunidade local, sendo esta a maior preocupação do IJSF.

A segunda etapa aconteceu no dia 18 de novembro de 2015, no auditório da escola, com a presença de vários palestrantes, que falaram a respeito do uso de drogas e os seus malefícios para a juventude. O grupo de dança da escola encerrou essa etapa.

A terceira e última etapa planejada aconteceu no dia 24 de novembro de 2015, quando os alunos do Instituto João Siqueira de Figueiredo plantaram quarenta árvores nas ruas de Conceição, precisamente na praça do Cemitério Público. Os alunos encerraram a Feira de Ciências plantando mudas de ipê, mais conhecido na região por pau-d’arco, que é uma planta nativa da Região Nordeste.

Objetivos

Geral

Despertar a curiosidade científica, treinando os estudantes na utilização de métodos que o estimulem a formular questões científicas baseadas na realidade cotidiana por eles vivenciada e despertando um maior interesse pela escola, com a elevação da frequência às aulas e melhoria da aprendizagem.

Específicos

Promover o desenvolvimento da criatividade e da capacidade investigativa nos estudantes, para despertar vocações através da pesquisa na escola.
Incentivar o desenvolvimento do conhecimento científico a partir da oportunidade de intercâmbio entre professores, estudantes-pesquisadores e visitantes da Feira de Ciências.
Estimular o planejamento e a execução de projetos por estudantes e professores, incentivando o desenvolvimento da produção científica juvenil.
Divulgar o avanço científico-tecnológico educacional alcançado pela escola no que se refere às habilidades e atitudes investigadoras.
Valorizar os aspectos qualitativos da produção científica, visando diminuir a competitividade presente na Feira de Ciências.
Conscientizar o alunado juntamente com a comunidade sobre os problemas ambientais atuais, inserindo ações que evidenciem a preocupação da escola.

Público-alvo

Educação Infantil.
Ensino Fundamental.
Ensino Médio.

Metodologia

Descrição das principais atividades desenvolvidas:

Elaboração da proposta de implementação da Feira de Ciências no Instituto João Siqueira de Figueiredo.
Escolha do nome da 19ª Feira de Ciências pela equipe organizadora e encontro com todos os professores dos ensinos Infantil, Fundamental e Médio.
Realização de encontro para escolher a logomarca do evento aberto a alunos da escola.
Divulgação nas escolas, mostrando a importância de projetos como este para o aprimoramento das formas de se construir o conhecimento e seus resultados no aprendizado efetivo do aluno e de quem participa.

1 - Ensaios na escola para o aprimoramento do trabalho a ser apresentado e realização das intervenções necessárias.
2 - Organização e realização de oficinas de elaboração de projetos para alunos e professores.
3 - Apresentação de seminários sobre produção científica e pesquisa.
4 - Exibição de filmes, palestras, danças, exposições e utilização de recursos tecnológicos.
5 - Dados os temas que darão origem à pesquisa (do Maternal ao Ensino Médio) e o levantamento de perguntas/questões, cada 6 – grupo envolveu conhecimentos de acordo com o seu ano.
7 - Apresentação de atividades lúdicas envolvendo o ensino de Ciências para a comunidade.
8 - Realização dos trabalhos acompanhada pelos professores.
9 - Palestras no auditório da escola sobre drogas.
10 - Plantação de mudas de árvores na cidade, envolvendo os próprios alunos, os professores e a comunidade.

Avaliação

A avaliação foi processual. Iniciando-se no momento da pesquisa e finalizando com a análise dos resultados no que diz respeito às competências e habilidades dos alunos, ao compromisso, à assiduidade, ao comportamento e à atitude perante o público presente, nas três etapas do projeto.

Coordenação do projeto: Maria do Socorro Soares Gomes

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