Edição 07

Matérias Especiais

Irmã Dulce

Maria Rita Lopes Pontes nasceu em 1914 em Salvador (BA). Filha de Lopes Pontes, funcionário da Companhia de Seguros Alianças da Bahia. Aos 13 anos de idade, tentou entrar para o Convento do Desterro, mas foi recusada por ser jovem demais. Continuou a estudar e, depois de formar-se, em 1932, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em Sergipe. Após seis meses de noviciado, recebeu o hábito de freira e adotou o nome Dulce. Em 15 de agosto de 1934 fez sua profissão de fé e voltou para a Bahia.

Passou a visitar regularmente os bairros operários de Salvador, realizando trabalho de evangelização. Queria fundar um movimento operário que pudesse oferecer às pessoas carentes assistência material e religiosa. Mas tarde juntaria seu grupo a um outro, também de operários, coordenado pelo frade alemão Hildebrando Kruthaup. Dessa fusão, surgiu a União Operária de São Francisco (UOSF), em 10 de janeiro de 1937.

Na década de 1950, Irmã Dulce dos Pobres começou sua obra assistencialista ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Ali trabalhou com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes, e chegou a receber a visita do papa João Paulo II quando ele esteve no Brasil, em 1982. Entre os diversos estabelecimentos que fundou está o Hospital Santo Antônio, que atende 700 pacientes, além de 200 atendimentos ambulatoriais por dia; o Centro Educacional Santo Antônio, instalado em Simões Filho, na região de Salvador, onde estão abrigadas mais de 300 crianças de três a 17 anos. Nesta instituição, além de cursos profissionalizantes, os jovens cultivam verduras para o consumo do próprio Centro.

Depois de toda uma vida dedicada à caridade, Irmã Dulce começou a sofrer de problemas respiratórios e, em 11 de novembro de 1990, foi internada, passando por vários hospitais. Faleceu na tarde de 13 de agosto de 1992, no Hospital Santo Antônio. Estava com 77 anos.

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