Edição 63

Em discussão

Morte de animais de estimação

Doris Sanford

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Para muitas crianças, a morte de um animal de estimação é a sua primeira e maior experiência com a tristeza. Elas sofrem tão profundamente com a morte do animal como um adulto sofre com a morte de um amigo querido, mas o sofrimento não deve ser minimizado. Por mais que os pais possam proteger os filhos da dor, a perda é uma parte inevitável da infância. Pode ser um tempo de crescimento e ajuda a superar futuras perdas.

O modo como as crianças reagem à morte do animal depende da idade em que estejam, do quanto gostam dele e se sabiam que ele poderia morrer. Algumas ficam zangadas; algumas se fecham. Algumas conversam sobre isso, outras não.

Como os pais podem apoiar as crianças

Permita que a criança coloque fotos do animal no quadro de avisos ou no álbum. Isso incentiva a recordação.
Um animal pequeno pode ser enterrado no quintal com flores no lugar da sepultura. A cerimônia pode terminar com alguém dizendo uma coisa boa sobre o animal.
Não há problemas se os pais chorarem na frente da criança.
Não use o mesmo nome para o novo animal.
Previna a criança se a morte do animal for esperada.
Diga a verdade à criança quando ela fizer perguntas. Para a pergunta “Fluffy irá para o céu?”, você pode responder “Deus não disse nada a respeito disso, mas falou que vamos ter tudo o que precisarmos no céu para sermos felizes”.
A criança pode sofrer por meses. Geralmente, o sofrimento surgirá com novas lembranças da morte do animal. Não tente distrair a criança da dor. Amar é sofrer.
Não tem problema se a criança quiser ver o corpo do animal depois que ele morreu.
A criança precisa saber que o animal não sente dor quando está morto e que a morte é o final.
Não substitua o animal imediatamente por um novo. Dê um tempo para a criança lamentar. Um novo animal nunca pode substituir o que morreu.

O que a Bíblia diz

Salmos 147.3: “Sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas”.

Provérbios 12.10: “O justo olha pela vida dos seus animais, mas as misericórdias dos ímpios são cruéis”.

I Pedro 5.7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.

O que dizer

“Eu realmente sinto muito.”

“Você deve brincar. Isso não significa que você não esteja triste com a morte dele.”

“Sei que ele era um amigo especial para você.”

“Qualquer criança se sentiria triste em perder o seu animal de estimação.”

“Você pode me perguntar qualquer coisa. Se eu não souber a resposta, irei lhe dizer.”

“Você fez um trabalho muito bom tomando conta de seu animal.”

“Não tem problema se você chorar ou não. Todos se sentem tristes da maneira que acham melhor.”

“Do que você sente mais falta desde que Fluffy morreu?”

“Algum dia você vai querer outro bichinho, mas sei que um novo animal não pode substituí-lo.”

“Levará algum tempo para que o sentimento de tristeza vá embora. Ninguém exige que você se conforme imediatamente.”

Doris Sanford é escritora e consultora. Trabalha no Serviço de Divisão de Crianças, onde crianças que sofreram abusos vivem com pais de criação. Ela fala sobre assuntos relacionados às crianças em toda parte do norte da América.

SANFORD, Doris. Criança Pergunta Cada Coisa… Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2008.

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