Edição 96

Lá Vem a História

O dom da persistência

Tiago Eloy Zaidan

Por motivos diversos, uma legião de brasileiros não pôde vivenciar plenamente a experiência escolar na juventude. Em meio aos desafios cotidianos, todavia, mulheres e homens persistentes valem-se da modalidade de Educação de Jovens e Adultos para reconstruir a própria história e inspirar as novas gerações.

A gente estudava no período da manhã. E o período da manhã era o período melhor para ele semear

O pequeno Marcos Henrique Ramos da Silva vivia com os avós na paupérrima zona rural do município paraibano de Caldas Brandão, a cerca de 65 quilômetros de João Pessoa. Sua mãe, Josefa Ramos da Silva, trabalhava na capital do Estado como empregada doméstica. Seu pai não o assumiu, e tomou destino ignorado. No sítio, Marcos e os avós sobreviviam do roçado, onde produziam milho, feijão e inhame. Havia uma escola na região. Todo começo de ano, o menino se misturava às outras crianças e partia animado para o início do período letivo. O ímpeto, no entanto, era contido pelas chuvas. Ocasião em que o rude avô decretava, pelo bem da sobrevivência: “Agora tem que plantar”. “A gente estudava no período da manhã. E o período da manhã era o período melhor para ele semear”, lembra Marcos. Mesmo com as interrupções, o estudante intermitente ainda conseguiu chegar à quarta série. Estava com 14 anos. Até que a agricultura se interpôs de vez e se tornou prioridade. O estudo teria que esperar.

Quando precisou deixar o sítio junto com os avós, Marcos já era um adolescente de 17 anos. Na zona urbana de Caldas Brandão, faltava emprego. Por isso, virava-se como podia. Ainda mais depois que se casou. Embrenhava-se na mata para cortar lenha — passava três dias para encher um carro de boi e vender o conteúdo por cerca de 20 reais —, ofereceu desinfetantes e panelas porta a porta e chegou a catar recicláveis no lixão às margens da estrada de acesso à cidade — passava um mês cavoucando os detritos para juntar o equivalente a 20 reais em latinhas e pedaços de cobre.

Mesmo com a instabilidade e com a oposição da então esposa, Marcos retomou os estudos, incentivado pelo diretor da escola do município. Conseguiu cursar a quinta e a sexta série. A penosa situação financeira, no entanto, obrigou Marcos e a companheira a se mudarem para Mamanguape, a 60 quilômetros de João Pessoa, onde o jovem se empregou no ramo do agronegócio. Marcos tinha 23 anos. Os estudos tiveram que esperar novamente.

Em Mamanguape, o rapaz trabalhou em plantações de banana e de abacaxi em troca de 60 reais semanais. A carga de trabalho sepultou qualquer possibilidade de o jovem voltar à sala de aula. “A gente saia às cinco horas da manhã e só ia almoçar três horas da tarde”, recorda. Paralelamente, os filhos foram nascendo. Quatro no total.

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Migração

Há muito, Marcos ouvia falar de João Pessoa, para onde sua mãe partira. A capital era o destino de muitos interioranos em busca de trabalho. A situação estava economicamente insustentável. Despesas elementares, como o aluguel de apenas 30 reais, pesavam no orçamento a ponto de serem impagáveis, o que feria o orgulho do jovem. “Eu me sentia um derrotado”, desabafa.

Foi nesse contexto que um eletricista conhecido o convidou para integrar, como terceirizado, a equipe que estava construindo um conjunto residencial no subúrbio da capital paraibana. Marcos topou o desafio. Passava a semana na obra e voltava para casa às sextas-feiras. Praticamente sem experiência na construção civil, o jovem se tornou auxiliar de pedreiro, função na qual recebia 400 reais por mês. Todas as noites, armava uma rede e dormia na própria obra.

O casamento, que já estava em crise, não resistiu à distância e acabou por sucumbir. A essa altura, Josefa da Silva já estava de volta a Caldas Brandão e passava meses sem ter notícias do filho.

O que parecia ruim ficou pior quando a obra do conjunto habitacional foi concluída em 2009. Marcos foi, então, alijado da renda mensal e do local de dormida. A dispensa do serviço se deu em uma sexta-feira. Sem ter para onde ir, o auxiliar de pedreiro se despediu do vigia da obra, arrodeou o canteiro e pulou o muro. Durante o fim de semana, repetiu o esquema e dormiu escondido nos fundos do residencial. A partir da semana seguinte, todavia, as ruas passaram a ser o leito do novo desempregado.

Havia um consolo, entretanto. O jovem havia distribuído currículos pela capital. Uma empresa que prestava serviços de eletricidade para a indústria o chamou para trabalhar como auxiliar de eletricista. Como o primeiro salário só sairia depois de um mês, Marcos trabalhava durante o dia e, à noite, continuava dormindo nas ruas.

Desse período, o interiorano guarda lembranças amargas. Marcos recorda que, em mais de uma oportunidade, pediu abrigo para dormir em um terreno anexo a um templo neopentecostal. “Eles sempre me negavam. Diziam que tinham que falar com cicrano e com fulano. Eu saia andando; quando eles viravam as costas, eu pulava o muro”, conta. Dormia sobre um papelão, embaixo de um caminhão-baú que ficava estacionado no terreno. Quando o sol começava a despontar, Marcos abandonava o terreno, para evitar ser flagrado.

Em outra ocasião, abrigou-se por trás dos matos que cresciam livremente em um terreno baldio. Utilizava a própria camisa como cobertor. Emocionado, o rapaz recorda da noite em que recebeu a ligação de sua mãe, a qual perguntava onde ele estava. Deitado em meio a relva, com um celular que usava no trabalho, ele respondeu que se encontrava em um alojamento. Não queria que dona Josefa se preocupasse. O barulho dos grilos, no entanto, denunciava-o. Ao que justificava: “Não, mãe, é que tem um mato aqui perto. Estou no alojamento da igreja”. Marcos revela que, depois que sua mãe desligava o telefone, ele “chorava feito criança”. Os fins de semana — quando não havia expediente no trabalho e Marcos passava o dia vagando pela rua — eram especialmente dramáticos. “Eu chorava muito”, admite.

Pela manhã, o auxiliar de eletricista chegava ao trabalho sem ter comido nada. “Tinha dia que eu estava tão fraco, em cima do poste, que me dava um tremor nas pernas”, faz saber. Diante das circunstâncias, Marcos vencia o orgulho e batia às portas das casas próximas, para pedir qualquer alimento. Após comer um pão ou uma banana, voltava aos postes.

Quando saiu da empresa, em 2010, valeu-se do seguro-desemprego para alugar uma casa e dotá-la da mobília básica. Levou consigo a sua atual esposa, Ana Emília Felix da Conceição, hoje com 34 anos. Agora já era um eletricista com experiência. Ainda chegou a prestar serviços para terceiros até ser incorporado à equipe efetiva da construtora onde trabalha até hoje.

Marcos, finalmente, deparou-se com uma relativa estabilidade. Já estava com 28 anos quando veio a possibilidade de voltar a estudar. Dessa vez, contou com o apoio decisivo da esposa. Ana Emília teve melhor sorte. Não apenas havia concluído o Ensino Médio como também se formara como técnica em Enfermagem. Na ocasião, trabalhava como vendedora. Foi ela quem articulou a matrícula do marido na Escola Municipal Analice Caldas, na turma de Educação de Adultos. “Ela comprava caderno e dizia: ‘Você tem que ir’”, recorda Marcos. O rapaz topou o desafio e conciliou o trabalho na construtora com a sala de aula.

Pouco antes de terminar o Ensino Fundamental, o eletricista ouviu comentários nos corredores da escola de que o campus João Pessoa do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) estava com as matrículas abertas para a turma do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Desde os tempos em que era um recém-chegado em João Pessoa, Marcos ouvira falar do instituto. “Às vezes, eu passava na frente do campus e pensava: ‘Será que um dia eu vou conseguir entrar aí?’. Eu achava impossível estudar aqui”. O interiorano participou da seleção e foi admitido em 2014, após concluir o nono ano do Ensino Fundamental. Aos 30 anos, o “menino” de Caldas Brandão ingressou no IFPB.

Hoje, com 33 anos, Marcos acabou de concluir o curso Técnico em Eventos integrado ao Ensino Médio na modalidade Proeja. Sem perder tempo, e graças ao seu histórico escolar no IFPB, emendou o curso subsequente em Eletrotécnica, oferecido no mesmo campus.

“O Proeja abriu a minha mente. Vi Empreendedorismo e Marketing. Foi muito bom, e estou executando hoje. Foram duas disciplinas essenciais para a minha visão de empreendedor”. Atualmente, além do trabalho fixo na construtora, Marcos comanda uma pequena equipe de profissionais autônomos que presta serviços nas áreas de elétrica, hidráulica e pintura. Também faz a manutenção da parte elétrica de uma clínica de radiologia na capital paraibana. “Criei um nome. Faço serviços extras e hoje ganho mais por fora do que na construtora”, orgulha-se.

Ela comprava caderno e dizia: ‘Você tem que ir’

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Educação profissional

O curso que Marcos concluiu no IFPB — inserido no contexto do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja) — tem fulcro no Decreto nº 5.840, de 13 de julho de 2006, assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse dispositivo veio para substituir o embrionário Decreto nº 5.478, de 24 de junho de 2005, que já versava sobre um programa de integração da educação profissional ao Ensino Médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos.

Segundo consta no Documento-base do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos, publicado pelo Ministério da Educação em 2007, o Proeja “[...] tem como fundamento a integração entre trabalho, ciência, técnica, tecnologia, humanismo e cultura geral com a finalidade de contribuir para o enriquecimento científico, cultural, político e profissional como condições necessárias para o efetivo exercício da cidadania”i.

O Decreto no 5.840/2006 clarifica que, além da Rede Federal, instituições públicas dos sistemas de ensino estaduais e municipais e entidades privadas nacionais de serviço social, aprendizagem e formação profissional vinculados ao Sistema S podem adotar o programa (art. 1º, §3º). Por fim, o Decreto estabelece ainda que “As áreas profissionais escolhidas para a estruturação dos cursos serão, preferencialmente, as que maior sintonia guardarem com as demandas de nível local e regional, de forma a contribuir com o fortalecimento das estratégias de desenvolvimento socioeconômico e cultural” (art. 5º, Parágrafo único).

A professora de Biologia do campus João Pessoa do IFPB, Rosicléa Santos D’Andréa, já possui sete anos de experiência em sala de aula com turmas do Proeja, o qual considera uma modalidade de ensino riquíssima e que exige uma postura diferenciada do docente. “Eu percebi, de imediato, em minha primeira aula no Proeja, que, se eu não conseguisse entrar na realidade dos alunos, se eu não conseguisse me colocar no lugar deles, a minha aula não seria producente. Porque, para mim, uma aula boa é quando eu consigo enxergar a realidade do aluno, aquele conteúdo na realidade do aluno”, explica D’Andréa.

A mesma visão é compartilhada pelo professor de Língua Espanhola da instituição, Evandislau Moura, que tem o hercúleo desafio de introduzir os alunos da modalidade Proeja em uma língua estrangeira. “Precisamos nos reinventar e fazer com que a aula não se torne desinteressante, distante da realidade e do dia a dia dos alunos. Definitivamente, trabalhar com o Proeja é quebrar paradigmas e buscar alternativas para nos aproximarmos dos nossos discentes”, endossa. Moura é um dos coautores do livro Ensino de espanhol nos institutos federais: cenário nacional e experiências didáticas, recentemente publicado.

No campus João Pessoa do IFPB, como forma de estimular a prática profissional, os alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos são incentivados a participarem sistematicamente, como membros da comissão organizadora, dos eventos de extensão. “Para os estudantes e professores de Eventos, os laboratórios são o espaço social onde os eventos ocorrem. Onde está o cenário de aprendizagem e de aperfeiçoamento das técnicas de organização de eventos senão nos próprios eventos”, pontua a coordenadora de Pesquisa e Extensão do campus (Copex), professora Tânia Maria de Andrade. “Enquanto eles tomam isso como um laboratório de aprendizagem e aperfeiçoamento daquilo que eles veem em sala de aula, nós nos enriquecemos, porque nos tornamos um espaço de apropriação desses conhecimentos”, conclui a coordenadora, que é Doutora em Recursos Naturais.

Além de disporem das ações de extensão, como laboratórios das disciplinas técnicas, os estudantes do Proeja recebem certificados de membro da comissão organizadora dos eventos que ajudam a construir, confeccionando assim um portfólio profissional de promoção de eventos antes mesmo de concluírem o curso. São eventos de tipologias e temáticas diversas, tais como o Salão de Sustentabilidade e Meio Ambiente, realizado em 2016 e 2017, voltado para a comunidade acadêmica e abertos à comunidade externa. “Nossos estudantes estão somando ao currículo experiências dentro de eventos internacionais, a exemplo da Jornada Internacional de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação, na qual nós tivemos os discentes do Proeja na organização”, frisa Tânia Andrade.

Por outro lado, ao serem alçados a organizadores de eventos de extensão oficiais do instituto, em parceria com os professores, os discentes do Proeja passam a protagonistas, deixando de lado o tradicional papel de destinatários passivos de programas e ações. Trata-se de um viés importante da inclusão à qual se propõe o Programa de Educação de Jovens e Adultos.

Enquanto eles tomam isso como um laboratório de aprendizagem e aperfeiçoamento daquilo que eles veem em sala de aula, nós nos enriquecemos, porque nos tornamos um espaço de apropriação desses conhecimentos

Inspiração

A dona de casa Lídia Teixeira Alexandre Costa, 65 anos, é, atualmente, a decana entre os alunos do Proeja do IFPB João Pessoa. Ela já contribuiu com a realização de pelo menos três eventos de extensão, dentre os quais a Bienal de Cultura Paraibana, em 2016.

Nascida no Sítio Maria de Melo, no Agreste do Estado, a aproximadamente 85 quilômetros de João Pessoa, Lídia iniciou seus estudos em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, cidade onde sua família se instalou. Pode-se dizer que Lídia foi vítima dos anacronismos de uma sociedade machista e conservadora, ao ser forçada a abandonar os estudos para se casar em 1966, com apenas 14 anos. Na época, a paraibana cursava o equivalente ao primeiro ano do Ensino Fundamental. “Eu não me casei. Me casaram. Meu pai impôs o casamento. Meu pai descobriu que eu estava namorando. Aí eu casei. Aí é óbvio que o meu marido não ia me querer estudando”, explica Lídia, com plácida naturalidade.

O que veio a seguir foi um turbilhão. Mudou-se para São Paulo e gestou oito filhos. Na capital paulista, trabalhou como supervisora em uma loja de móveis. Voltou com o marido para o Nordeste em 2001. Instalaram-se em João Pessoa. Em 2003, Lídia decidiu que voltaria a estudar. Mesmo com a forte oposição do companheiro, que só estudara até a sétima série do Ensino Fundamental. “Ele reclamava muito. Aí eu falava: ‘Eu vou ali na escola, eu volto já’, relembra. O casamento degringolou, e o marido de Lídia saiu de casa. Alguns anos mais tarde, em 2014, a mãe de oito filhos concluiu o Ensino Fundamental.

Em 2015, soube, através da filha Edjanete Sona, 47 anos, que o campus João Pessoa do IFPB estava com matrículas abertas para a turma do Proeja. A reação de Lídia foi igual à do eletricista Marcos Henrique. Deduziu que o instituto estava além de suas possibilidades, mesmo sendo o IF uma organização pública.

“Em muitos casos, os novos alunos estão com autoestima lá embaixo; eles têm até certo receio de olhar para você, olho a olho”, observa a professora Rosicléa D’Andréa. “Não falo de todos, mas a maioria. Eles vêm com certa timidez e talvez com aquele pensamento de que não são capazes. Já percebi isso em muitos

alunos. E o que eu acho bonito é que, ao longo do curso, eles vão elevando essa autoestima. Eles vão observando que são capazes. O que é marcante no Proeja é a transformação da pessoa”, conclui a professora, que integra a equipe de docentes do Programa no campus João Pessoa do IFPB.

Lídia foi admitida no Instituto em 2015, após participar de uma entrevista. Desde então, para se fazer presente todos os dias no horário da aula, às 18h20, a dona de casa toma o ônibus da linha urbana que liga o subúrbio onde mora ao IFPB. A volta, às 21h30, é mais trabalhosa. Primeiro, são cerca de 15 minutos para chegar ao ponto onde espera o ônibus de retorno. Ao descer em seu bairro, a estudante sexagenária precisa andar mais dez minutos para chegar em sua residência. “Em geral, se o ônibus vier rápido, a gente chega quase às 23h em casa. Mas, quando atrasa, eu chego às 23h30”, explica.

Para Lídia, todo o esforço é válido. “Eu me sinto hoje outra pessoa. Sabe quando você sente que tem utilidade? Eu me sinto assim”. E ela tem razão, pois, no mínimo, tornou-se uma inspiração importante para seus filhos. Que o diga Ronald Costa, 25 anos, que certo dia proclamou: “Mãe, a senhora é uma pessoa linda porque tem o dom da persistência”. Seguindo os passos da genitora, Ronald ingressou este ano no curso de Instrumentos Musicais do IFPB João Pessoa.

O mesmo poder de inspirar pode ser atribuído ao eletricista Marcos Henrique. Felizmente, através da Educação de Jovens e Adultos, os estudos não “desistiram” do jovem de Caldas Brandão. “Esperaram” por ele. Valeu a pena. A formação escolar não apenas mudou a sua história, mas também a de seus filhos: Davi, 15 anos; Jeremias, 14 anos; Sara, 11 anos; e Elizeu, 9 anos. Estes podem contar com o exemplo de persistência de um pai diplomado pela vida e pela escola.

O contexto paraibano

Segundo dados auferidos pelo IBGE na Paraíba, em 2000 a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade era de 29,7%. Em 2010, a taxa verificada era de 21,9%. Os números são piores na proporção em que os estratos observados possuem idades mais elevadas. Para se ter uma ideia, a taxa de analfabetismo verificada nos grupos de idade de 15 a 24 anos no ano 2010 foi de 5,3%, ao passo que nos grupos de 60 anos ou mais, também em 2010, era de 49,1%ii.

Já dentre a população residente em João Pessoa, o Censo Demográfico de 2010 revela que o percentual de pessoas de 15 anos ou mais de idade que não sabe ler e escrever é de 8,1%. O índice é maior no grupo de idade entre 40 a 59 anos: 10,3%, chegando ao elevado percentual de 20,8% de pessoas que não sabem ler e escrever no grupo de idade de 60 anos ou maisiii.

 

Referências

i BRASIL. Ministério da Educação. Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – Documento-Base. Brasília, 2007. P. 5.

ii BRASIL. Indicadores sociais municipais: uma análise dos resultados do universo do Censo Demográfico 2010. IBGE, 2010. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/estadosat/temas.php?sigla=pb&tema=indicsoc_mun_censo2010. Acesso em 14 de jul de 2017.

iii BRASIL. Censo Demográfico 2010: Resultados do Universo – Indicadores Sociais Municipais. IBGE, Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/temas.php?lang=&codmun=250750&idtema=79&search=paraiba|joao-pessoa|censo-demografico-2010:-resultados-do-universo-indicadores-sociais-municipais–. Acesso em 14 de jul de 2017.

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