Edição 10

É dia...

Por que Dia das Mães?

Dias das Mães, sabemos de sua importância na vida das mães e filhos. Acompanhamos suas diversas formas de comemoração, vivemos todas as emoções permitidas. Mas não poderíamos deixar de conhecer sua origem histórica.

O estudioso Cesalpino Teodoro de Sousa nos contempla com esse marco em seu trabalho Pesquisas Atuais (1995), segundo ele, o Dia das Mães está ligado à Ana Jorvis, enfermeira nascida nos Estados Unidos.

Quando a sua mãe faleceu, Ana já era órfã de pai e sentiu-se só e desamparada. Seus amigos reuniram-se e, para consolá-la, resolveram homenagear a memória daquela que tinha falecido há um ano, a mãe da enfermeira e escolheram o segundo domingo de maio para ser feita a homenagem. Isto se deu no dia 12 de maio de 1912, na Filadélfia (EUA), e foi o primeiro aniversário da morte de sua mãe.

Ana gostou da idéia e achou conveniente que esta homenagem estivesse ligada a um sentido total de homenagens a todas as mães do mundo.

A homenagem foi divulgada, tomando grande impulso. Ana escreveu para os deputados, prefeitos, governadores de Estado e toda a imprensa. Daí surgiu um grande movimento de opinião pública em defesa do seu ideal.

Após uma grande campanha, o movimento alastrou-se em toda a Europa. Hoje é comemorado o Dia das Mães em todo o mundo.

Ana Jorvis nasceu no dia 1º de maio de 1864 e morreu no ano de 1948, quando o Dia das Mães já tinha sido oficializado em 43 países. O Brasil foi um dos primeiros a seguir a Europa, começando em Porto Alegre (RS) pela Associação Cristã da Moças, no ano de 1918. Festejaram a data com muito entusiasmo e amor. A cerimônia foi presidida pelo escritor Álvaro Moreira, tendo como oradora a poetisa Júlia Lopes de Almeida.

O Decreto 21.366, foi instituído no Brasil no dia 5 de maio de 1932. No ano de 1947, por ordem do Cardeal Arcebispo, Dom Jaime Câmara, foi incluído no calendário da Igreja Católica.

Para o autor, o amor de mãe é um raio ardente e profundo, que tem aquele afeto puro e sincero, o espírito de sacrifício e a renúncia da mãe, que refletiu um raio de luz na mais profunda treva da vida humana.

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