Edição 42

Em discussão

Povos Indígenas

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O índio hoje

Hoje, no Brasil, vivem cerca de 460 mil índios, distribuídos entre 225 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,25% da população brasileira. Cabe esclarecer que esse dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também 63 referências a índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.

O que é ser índio

Os habitantes das Américas foram chamados de índios pelos europeus que aqui chegaram. Uma denominação genérica, provocada pela primeira impressão que eles tiveram de haver chegado às Índias, quando, na verdade, estavam no continente americano.

Mesmo depois de descobrirem que não estavam na Ásia, e sim em um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a chamá-los assim, ignorando propositalmente as diferenças lingüístico-culturais. Era mais fácil tornar os nativos todos iguais, tratá-los de forma homogênea, já que o objetivo era um só: o domínio político, econômico e religioso.

Se, no Período Colonial, era assim, ao longo dos tempos defi nir quem era índio ou não constituiu sempre uma questão legal. Desde a independência em relação às metrópoles européias, vários países americanos estabeleceram diferentes legislações em relação aos índios, e foram criadas instituições ofi ciais para cuidar dos assuntos a eles relacionados.

Nas últimas décadas, o critério da auto-identifi cação étnica vem sendo o mais amplamente aceito pelos estudiosos da temática indígena. O antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro baseou-se na definição elaborada pelos participantes do II Congresso Indigenista Interamericano, no Peru, em 1949, para assim defi nir, no texto Culturas e línguas indígenas do Brasil, os indígenas como: “[...] aquela parcela da população brasileira que apresenta problemas de inadaptação à sociedade brasileira, motivados pela conservação de costumes, hábitos ou meras lealdades que a vinculam a uma tradição pré-colombiana”. Ou, ainda mais amplamente: “Índio é todo indivíduo reconhecido como membro por uma comunidade pré-colombiana que se identifi ca etnicamente diversa da nacional e é considerada indígena pela população brasileira com que está em contato”.

povos01Uma definição muito semelhante foi adotada pelo Estatuto do Índio (Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973), que norteou as relações do Estado brasileiro com as populações indígenas até a promulgação da Constituição de 1988.

Em suma, um grupo de pessoas pode ser considerado indígena ou não se essas pessoas se considerarem indígenas ou se assim forem consideradas pela população que as cerca. Mesmo sendo o critério mais utilizado, ele tem sido colocado em discussão, já que, muitas vezes, são interesses de ordem política que levam à adoção de tal defi nição, da mesma forma que acontecia há 500 anos.

Identidade e diversidade

As populações indígenas são vistas pela sociedade brasileira ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais. Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de “ladrões”, “traiçoeiros”, “preguiçosos”, “beberrões”, enfi m, de tudo que possa desqualifi cá-los. Procuram justifi car, dessa forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios.

Já a população urbana, que vive distanciada das áreas indígenas, tende a ter deles uma imagem favorável, embora os veja como algo muito remoto. Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas, tenha se constatado o crescimento da população indígena.

Só recentemente os diferentes segmentos da sociedade brasileira estão se conscientizando de que os índios são seus contemporâneos. Eles vivem no mesmo país, participam da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as conseqüências da poluição ambiental e das diretrizes e ações do governo nas áreas da Política, Economia, Saúde, Educação e Administração Pública em geral. Hoje, há um movimento de busca de informações atualizadas e confi áveis sobre os índios, um interesse em saber, afi nal, quem são eles.

Qualquer grupo social humano elabora e constitui um universo completo de conhecimentos integrados, com fortes ligações com o meio em que vive e se desenvolve. Entendendo cultura como o conjunto de respostas que uma determinada sociedade humana dá às experiências por ela vividas e aos desafi os que encontra ao longo do tempo, percebe-se o quanto as diferentes culturas são dinâmicas e estão em contínuo processo de transformação.

O Brasil possui uma imensa diversidade étnica e lingüística, estando entre as maiores do mundo. São 215 sociedades indígenas mais cerca de 55 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda não há informações objetivas. São faladas, pelo menos, 180 línguas pelos membros dessas sociedades, às quais pertencem mais de 30 famílias lingüísticas diferentes.

No entanto, é importante frisar que as variadas culturas das sociedades indígenas modifi cam-se constantemente e reelaboram-se com o passar do tempo, como a cultura de qualquer outra sociedade humana. E é preciso considerar que isso aconteceria mesmo que não houvesse ocorrido o contato com as sociedades de origem européia e africana.

No que diz respeito à identidade étnica, as mudanças ocorridas em várias sociedades indígenas, como o fato de falarem português, vestirem roupas iguais às dos outros membros da sociedade nacional com que estão em contato e utilizarem modernas tecnologias (como câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e aparelhos de fax), não fazem com que percam sua identidade étnica e deixem de ser indígenas.

A diversidade cultural pode ser enfocada tanto sob o ponto de vista das diferenças existentes entre as sociedades indígenas e as não-indígenas quanto sob o ponto de vista das diferenças entre as muitas sociedades indígenas que vivem no Brasil. Mas está sempre relacionada ao contato entre realidades socioculturais diferentes e à necessidade de convívio entre elas, especialmente num país pluriétnico, como é o caso do Brasil.

É necessário reconhecer e valorizar a identidade étnica específi ca de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isso signifi ca que deve haver o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífi co, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.

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As línguas indígenas

A língua é o meio básico de organização da experiência e do conhecimento humanos. Quando falamos em língua, falamos também da cultura e da história de um povo. Por meio da língua, podemos conhecer todo um universo cultural, ou seja, o conjunto de respostas que um povo dá às experiências por ele vividas e aos desafios que encontra ao longo do tempo.

Há várias maneiras de se classificar as línguas. Os lingüistas atuais consideram como mais apropriada a classificação do tipo genético. Eles só recorrem a outros tipos de classificação quando não há dados sufi cientes para realizar a classificação por meio desse critério.

Na classificação genética, reúnem-se, numa mesma classe, as línguas que tenham tido origem comum numa outra língua mais antiga, já extinta. Dessa forma, as línguas faladas pelos diversos povos da Terra são agrupadas em famílias lingüísticas, e essas famílias são reunidas em troncos lingüísticos, sempre buscando a origem comum numa língua anterior.

Embora o português seja a língua ofi cial no Brasil, deve haver por volta de outras duzentas línguas faladas regularmente por segmentos da população. Um exemplo são os descendentes de imigrantes italianos e japoneses que, em determinados contextos, falam a língua materna.

Ainda hoje, muitos índios falam unicamente sua língua, desconhecendo o português. Outros tantos falam o português como sua segunda língua. O lingüista brasileiro Aryon Dall’Igna Rodrigues estabeleceu uma classifi cação das línguas indígenas faladas no Brasil, sendo esta a mais utilizada pela comunidade científi ca que se dedica aos estudos pertinentes às populações indígenas.

As línguas são agrupadas em famílias, classifi cadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruaque. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identifi cadas como relacionadas a nenhum desses troncos. São elas: Caribe, Pano, Macu, Ianomâmi, Mura, Tucano, Catuquina, Tapacurá, Nambiquara e Guaicuru.

Além disso, outras línguas não puderam ser classifi cadas pelos lingüistas dentro de nenhuma família, permanecendo não classifi cadas ou isoladas, como a língua falada pelos tucunas, a língua dos trumaias, a dos iranxes, etc.

Ainda existem as línguas que se subdividem em diferentes dialetos, como, por exemplo, os falados pelos cricatis, rancrocamecras-canelas, apinajés, craós, gaviões (do Pará), pucobiés e apaniecras-canelas, que são, todos, dialetos diferentes da língua timbira.

Há sociedades indígenas que, por viverem em contato com a sociedade brasileira há muito tempo, acabaram por perder sua língua original e falar somente o português. De algumas dessas línguas não mais faladas, fi caram registros de grupos de vocábulos e informações esparsas, que nem sempre permitem aos lingüistas sufi ciente conhecimento para classifi cá-las em alguma família. De algumas outras línguas, não fi caram nem resquícios.

Estima-se que cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos. Hoje são 180, número que exclui aquelas faladas pelos índios isolados, uma vez que eles não estão em contato com a sociedade brasileira e suas línguas ainda não puderam ser estudadas e conhecidas.

Ressalte-se que o fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente. Um exemplo disso se dá entre o português e o francês: ambas são línguas românicas ou neolatinas, mas os falantes das duas línguas não se entendem, apesar das muitas semelhanças lingüísticas existentes entre ambas.

É importante lembrar que o desaparecimento de tantas línguas representa uma enorme perda para a humanidade, pois cada uma delas expressa todo um universo cultural, uma vasta gama de conhecimentos, uma forma única de se encarar a vida e o mundo.

Índios isolados

Alguns povos indígenas, desde a época do descobrimento, mantiveram-se afastados de todas as transformações ocorridas no País. Eles mantêm as tradições culturais de seus antepassados e sobrevivem da caça, pesca, coleta e agricultura incipiente, isolados do convívio com a sociedade nacional e com outros grupos indígenas.

Os índios isolados defendem bravamente seu território e, quando não podem mais sustentar o enfrentamento com os invasores de seus domínios, recuam para regiões mais distantes, na esperança de lograrem sobreviver escondendo-se para sempre.

Pouca ou nenhuma informação se tem sobre eles e, por isso, sua língua é desconhecida. Entretanto, sabe-se que alguns fatores são fundamentais para possibilitar a existência futura desses grupos. Entre eles, a demarcação das terras onde vivem e a proteção ao meio ambiente, de forma a garantir sua sobrevivência física e cultural.

No processo de ocupação dos espaços amazônicos, o conhecimento e o dimensionamento das regiões habitadas por índios isolados são fundamentais para que se possa evitar o confronto e a destruição desses grupos.

Há, na Fundação Nacional do Índio (Funai), desde 1987, uma unidade destinada a tratar da localização e proteção dos índios isolados, cuja atuação se dá por meio de sete equipes, denominadas Frentes de Contato, atuando nos estados do Amazonas, do Pará, do Acre, de Mato Grosso, de Rondônia e de Goiás.

As sociedades

Os índios sobrevivem. Não apenas biologicamente, mas também do ponto de vista das tradições culturais, segundo comprovam estudos recentes, os quais demonstram que a população indígena vem aumentando rapidamente nas últimas décadas. Hoje, as 215 diferentes sociedades somam cerca de 358 mil pessoas, que falam 180 línguas distintas. Os índios vivem nos mais diversos pontos do território brasileiro e representam, em termos demográficos, um pequeno percentual da população de mais de 180 milhões de habitantes do Brasil. Todavia, são um exemplo concreto e signifi cativo da grande diversidade cultural existente no País.

Os seus antepassados contribuíram com muitos aspectos de suas diversifi cadas culturas para a formação do que atualmente se chama Brasil: um país de vasta extensão territorial, cuja população é formada pelos descendentes de europeus, negros, índios e, mais recentemente, também de imigrantes vindos de países asiáticos, que mesclaram suas diferentes línguas, religiões e tradições culturais em geral, propiciando a formação de uma nova cultura, fortemente marcada por contrastes.

Mais da metade da população indígena está localizada nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, principalmente na área da Amazônia Legal. Mas há índios vivendo em todas as regiões brasileiras, em maior ou menor número, com exceção dos estados do Piauí e do Rio Grande do Norte.

Mesmo no Piauí, existem grupos de pessoas que vivem no interior do estado que vêm se identifi cando como indígenas e começam a reivindicar o seu reconhecimento junto à Funai.

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Muitos dos nomes usados para designar as sociedades indígenas que vivem no Brasil não são autodenominações dessas sociedades. Foram imensas as difi culdades de comunicação entre os europeus e os nativos da terra, bem como, muito mais tarde, entre os funcionários do órgão indigenista oficial e mesmo entre os antropólogos e os índios, motivadas pelo não entendimento das línguas faladas.

Assim sendo, é comum que uma sociedade indígena seja conhecida por uma denominação que lhe foi atribuída aleatoriamente pelos primeiros indivíduos que entraram em contato com ela ou pela denominação dada pelos inimigos tradicionais. Ela é quase sempre pejorativa. E há, ainda, sociedades que receberam nomes diferentes em épocas diversas.

Portanto, a mesma sociedade indígena pode ser conhecida por vários nomes, e eles nem sempre são escritos da mesma forma. Isso depende de convenção feita pelos não-índios, uma vez que os falantes originais das línguas indígenas eram ágrafos, isto é, não conheciam a escrita.

Existe uma convenção para a grafi a dos nomes tribais, estabelecida pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA) em 1953. Embora muitos aspectos dessa convenção sejam respeitados pelos antropólogos até hoje, há outros aspectos que nunca foram seguidos.

Etnias indígenas

• Grupos indígenas – Acre
População total: 9.868

Amawáka/Nawa/Arara/Nukuini/Ashaninka/Poyanawa/Deni/
Shanenawa/Jaminawa/Yawanáwa/Katukina/Kaxinawá/
Kuina/Manxinéri

• Grupos indígenas – Alagoas
População total: 5.993

Cocal/Jeripancó/Kariri-Xocó/Karapotó/Tingui-Botó/Wassu/
Xucuru-Kariri

• Grupos indígenas – Amapá
População total: 4.950

Galibi/Galibi-Marworno/Karipuna/Palikur/Wayampi/Wayana-Apalai

• Grupos indígenas – Amazonas
População total: 83.966

Apurinã/Issé/Katawixi/Marimam/Parintintin/Tuyúca/ Arapáso/
Jarawara/Katukina/Marubo/Paumari/ Waimiri-Atroari/Aripuanã/
Juma/Katwená/Matis/ Pirahã/Wai-wai/Banavá-Jafí/Juriti/Kaxarari/
Mawaiâna/Pira-tapúya/Wanana/Baniwa/Kaixana/ Kaxinawá/
Mawé/Sateré-Mawé/Warekena/Barasána/ Kambeba/ Kayuisana/
Mayá/Suriána/Wayampi/Baré/ Kanamari/Kobema/Mayoruna/
Tariána/Xeréu/Deni/ Kanamanti/Kokama/Miranha/Tenharin/
Yamamadi/ Desana/Karafawyána/Korubo/Miriti/Torá/Yanomami/
Himarimã/Karapanã/Kulina/Munduruku/Tukano/ Zuruahã/
Hixkaryana/Karipuna/Maku/Mura/Tukúna

• Grupos indígenas – Bahia
População total: 16.715

Arikosé/Pankararú/Atikum/Pataxó/Botocudo/Pataxó Hã Hã Hãe/
Kaimbé/Tupinambá/Kantaruré/Tuxá/Kariri/
Xucuru-Karirí/Kiriri/Kiriri-Barra/Pankararé

• Grupos indígenas – Ceará
População total: 5.365

Jenipapo/Kalabassa/Kanindé/Kariri/Pitaguari/
Potiguara/Tabajara/Tapeba/Tremembé

• Grupos indígenas – Espírito Santo
População total: 1.700

Guarani (M’byá)/Tupiniquim

• Grupos indígenas – Goiás
População total: 346

Ava-Canoeiro/Karaja/Tapúya

• Grupos indígenas – Maranhão
População total: 18.371

Awá/Guajá/Guajajara/Kanela/Krikati/Timbira (Gavião)

• Grupos indígenas – Mato Grosso
População total: 25.123

Apiaká/Juruna/Mehináko/Rikbaktsa/Yawalapiti/Arara/
Kalapalo/Metuktire/Suyá/Zoró/Aweti/Kamayurá/
Munduruku/Tapayuna/Bakairi/ Karajá/Mynky/
Tapirapé/Bororo/ Katitaulú/ Nafukuá/Terena/
Cinta Larga/Kayabí/Nambikwara/ Trumai/
Enawené-Nawê/Kayapó/Naravute/ Umutina/
Hahaintsú/Kreen-Akarôre/Panará/ Waurá/
Ikpeng/Kuikuro/Pareci/Xavante/ Irantxe/
Matipu/Parintintin/Xiquitano

• Grupos indígenas – Mato Grosso do Sul
População total: 32.519

Atikum/Guarani (Kaiwá e Nhandéwa)/Guató/Kadiwéu/
Kamba/ Kinikinawa/Ofaié/Terena/Xiquitano

• Grupos indígenas – Minas Gerais
População total: 7.338

Atikum/Xucuru-Kariri/Kaxixó/Krenak/
Maxakali/Pankararu/Pataxó/Tembé/Xakriabá

• Grupos indígenas – Pará
População total: 20.185

Amanayé/Juruna/Parakanã/Zo’e/Anambé/
Karafawyána/Suruí/Apiaká/Karajá/Tembé/
Arara/Katwena/Timbira/Araweté/Kaxuyana/
Tiriyó/Assurini/Kayabi/Turiwara/Atikum/Kayapó/
Wai-Wai/Guajá/Kreen-Akarôre/Waiãpi/Guarani/
Kuruáya/Wayana-Apalai/Himarimã/Mawayâna/
Xeréu/Hixkaryána/Munduruku/Xipaya

• Grupos indígenas – Paraíba
População total: 7.575

Potiguara

• Grupos indígenas – Paraná
População total: 10.375

Guarani/M’byá/Nhandéwa/Kaingang/Xeta

• Grupos indígenas – Pernambuco
População total: 23.256

Atikum/Fulni-ô/Kambiwá/Kapinawá/
Pankararú/Truká/Tuxá/Xucuru

• Grupos indígenas – Rio de Janeiro
População total: 330

Guarani

• Grupos indígenas – Rio Grande do Sul
População total: 13.448

Guarani/Guarani (M’byá)/Kaingang

• Grupos indígenas – Rondônia
População total: 6.314

Aikaná/Jabuti/Mutum/Urupá/Ajuru/Kanoê/ Nambikwara/
Amondawa/Karipuna/Pakaanova/ Arara/Karitiana/
Paumelenho/Arikapu/Kaxarari/ Sakirabiap/
Ariken/Koiaiá/Suruí/Aruá/Kujubim/ Tupari/
Cinta Larga/Makuráp/Uru Eu Wau Wau/
Gavião/Mekén/Urubu

• Grupos indígenas – Roraima
População total: 30.715

Ingaricô/Macuxi/Patamona/Taurepang/
Waimiri-Atroari/Wapixana/Wai-wai/Yanomami/Ye’kuana

• Grupos indígenas – Santa Catarina
População total: 5.651

Guarani/Guarani (M’byá)/Guarani (Nhandeva)/Kaingang/Xokleng

• Grupos indígenas – São Paulo
População total: 2.716

Guarani/Guarani M’byá/Guarani Nhandeva/Kaingang/Krenak/Pankararú/Terena

• Grupos indígenas – Sergipe
População total: 310

Xocó

• Grupos indígenas – Tocantins
População total: 7.193

Apinayé/Avá-Canoeiro/Guarani/ Javaé/
Karajá/Krahó/Tapirapé/Xerente

Referências Bibliográficas
http://www.funai.gov.br/indios/conteudo.htm
http://www.funai.gov.br/mapas/mapa_etnia.htm

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