Edição 61

Reunião de Pais e Mestres

Quem matou Norma?

Querido leitor, Querida leitora,
Saudações fraternas!

Na novela Insensato Coração, nos últimos capítulos, aconteceu o que geralmente ocorre: a morte de uma protagonista e o seu desfecho no último capítulo. Fiquei curiosa e resolvi assistir a esse final tão marcante, já que, para surpresa de todos, quem matou Norma foi a mãe do companheiro que vivia com ela. A mãe que sempre encobriu os erros do filho por dizer que fez tudo por amor.

As novelas, por mais conflitantes que sejam, surgem de realidades vivenciadas em nossa sociedade, nada é novidade. Porém, todas as emissoras de TV continuam mostrando a família como uma instituição falida e que cabe em todos os moldes e padrões, e isso não é verdade. A família que Deus instituiu e que espera que defendamos é a aquela em que homens e mulheres estão como casal, por Deus assim constituído, na busca da unidade familiar. Nessa mesma novela, Vitória Drummond, personagem de Nathália Timberg, profere um discurso em que o autor tenta mascarar, em poucos minutos, tudo o que havia sido pregado durante os 8 meses em que esteve no ar, sendo totalmente contraditório.

Amigos, depois de acontecimentos tão turbulentos, é uma alegria poder celebrar o que nos uniu: a família.

Ela pode mudar de feição, pode se modificar com o tempo, mas a base é imutável: amor, conforto, confiança.

Há conflitos, claro. Mas se esses sentimentos continuarem vivos, nada vai poder destruir a família.
À família!

(Todos) À família!

Mas, durante todo o percurso da novela, foram exibidas cenas que destroem toda e qualquer perspectiva de uma família saudável.
Destaco algumas entre muitas outras barbaridades.

– Filha batendo no pai.
– Traição.
– Troca de casais.
– Irmãos brigando por poder.

Como se não bastasse a novela das 8h destruindo as famílias, a emissora agora resolveu destruir o encantamento da novela das 6h, Cordel Encantado – uma época de reis e rainhas e de sonhos, um conto de fadas que teve direito até a beijo de príncipe despertando princesa que caiu em sono profundo por causa de uma poção, uma saga como “felizes para sempre”. Diante disso, aparece sexo, traição, ambição e mentiras com intuito de destruir a imagem familiar.

Como educadores, temos que travar uma batalha espiritual em favor de nossas famílias.
– Pais têm que ser respeitados e amados.
– Pais têm que ter autoridade, sem precisar ser grosseiros.
– Filhos têm que obedecer aos pais.
– Filhos precisam de regras.
– Filhos precisam ser respeitados.
– Filhos não devem ter tudo muito facilmente; eles precisam aprender a lutar para ganhar e a perder.
– Filhos precisam ser abençoados pelos pais para se tornarem homens e mulheres felizes.
– Abençoar filhos não é cafonice, é render a eles as graças de Deus.

Falando de bênção, recordo-me de um fato que aconteceu comigo voltando de uma viagem a São Paulo. No aeroporto, uma senhora de aparência bem humilde aproximou-se e pediu que a ajudasse a pegar sua mala, que tinha um laço vermelho. Percebi sua dificuldade de caminhar. Disse-lhe que se apoiasse em meu braço, e fomos caminhando até o local de retirada das malas — a esteira. A caminhada foi muito agradável. Falamos de família, de sua ida a São Paulo para visitar sua filha, seus netos, o medo de avião, e ela sempre falando de sua mala com o laço vermelho. Enfim, chegamos; logo localizei a sua mala, e saímos.

Na porta, estava outra filha e sua neta que moravam aqui no Recife e que, ao vê-la, sorriram e se aproximaram. Fui apresentada e tive a emoção de vê-las. Foi um momento muito especial. Elas se abraçaram e disseram “Bênção, mãe”, “Bênção, vó”. Chorei internamente, desejando ter ainda minha mãe, Zélia, para poder dizer “Bênção, mãe”. Hoje, sei que ela está num lugar muito especial e peço a Deus que a guarde e que continue sempre soando em nossos corações a certeza de ouvir sua voz dizendo:

“Que Deus te abençoe, filha!.”

Um abraço fraterno.

Zeneide Silva

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