Edição 11

Matérias Especiais

Região Nordeste

Mito

Lobisomem

Vindo da Europa – onde o mito é conhecido desde a antiga Grécia –, no Nordeste, é explicado de várias formas. Uma delas é que quando um casal tem sete filhos homens, se não der o sétimo para ser batizado pelo mais velho ele vira lobisomem. Irmão que tiver filho com a irmã, será lobisomem. Também filho de compadre e comadre tem tudo para ser um “lobo-homem”. Dizem que é nas noites de quinta para sexta-feira, principalmente se for de lua cheia, que a pessoa se transforma. Para desencantar há várias maneiras, uma delas: deve-se tirar sangue dele, mas sem se sujar, pois se isso acontecer vira-se lobisomem também. Quando ele aparecer, deve-se fazer o sinal-da-cruz diante dele que ele corre. Ou, então, rezar três ave-marias. Já para matá-lo, um jeito é usar bala besuntada com cera benta de vela da igreja.

Lenda

Corpo santo

Conta-se que isso aconteceu no Recife. Numa noite cheia de raios e trovões, caía uma chuva forte. Alguém bateu à porta do Convento do Carmo. O porteiro abriu e deu de cara com um velhinho a pedir abrigo, mas mandou-o buscar outro lugar. O velho foi embora e foi bater à porta da igreja velha de São Pedro, pedindo pousada ao sacristão, que arranjou um lugar para ele na sacristia. No dia seguinte, o velhinho tinha desaparecido, e no lugar onde tinha passado a noite, estava uma imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos. A história correu rápida. O Senhor Bom Jesus tinha dormido na sacristia. Um culto à imagem surgiu, mas os frades do convento, dizendo que o Bom Jesus tinha ido, em primeiro lugar, pedir abrigo lá, quiseram ficar com ela. Os padres da igreja não deixaram. Tiveram a seguinte solução: a imagem ficaria em São Pedro e uma vez por ano seria levada para o convento, na Procissão dos Passos.Quando a igreja foi derrubada, a imagem foi para outro templo, da Madre de Deus, onde se encontra até hoje.

Folclore

Danças típicas: frevo, bumba-meu-boi ou boi-bumbá, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambelê, congada, cavalhada, fandango, ciranda, bate-coxa, maculelê, reisados, pastoril, vaquejada, marujada, coco.
Festas tradicionais: o Carnaval (Salvador-BA, Olinda e Recife-PE) e as festas juninas (Caruaru-PE e Campina Grande-PB) são as festas populares mais famosas do Nordeste. Há também a festa do Senhor do Bonfim, de Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá (BA); a Paixão de Cristo (Nova Jerusalém-PE), a Missa do Vaqueiro e, na época do Natal, o Pastoril (PE).
Artesanato: esculturas e artigos em madeira, ex-votos e carrancas dos barcos do rio São Francisco, rendas, corda, palha e buriti, bordados, redes, cerâmica, garrafas com areia colorida.

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