Edição 22

Matérias Especiais

Região Sudeste

A situação ambiental do Sudeste é caracterizada pela destruição da Mata Atlântica e pela presença dos maiores centros urbanos do País.

Em 1500, o litoral era coberto quase de norte a sul pela Mata Atlântica. Na terça-feira, 28 de abril, alguns marujos da frota de Cabral foram a terra cortar lenha e lavar roupa nas águas do Rio Mutari (BA). Ao verem os machados, os índios se admiraram. E, de repente, saíram da idade da pedra para entrar na idade do ferro. Mais do que miçangas ou chapéus, as ferramentas de ferro levaram os nativos a prestar serviços aos estrangeiros. Com machado de pedra, um tronco de pau-brasil levava três horas para ser cortado. Com machado de ferro, podia ser cortado em quinze minutos. Com moto-serra, uma árvore das mesmas dimensões é abatida em bem menos tempo.

MAPA_sudestefundoÁrea: 924.935 km²
Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e 
Espírito Santo. 
População residente: 68.280.153
População economicamente ativa: 32.760.633

O desenvolvimento de tecnologias que acabam colocadas a serviço da destruição é uma das razões que fazem com que a Mata Atlântica seja hoje a área mais ameaçada do Brasil e a quinta mais ameaçada do mundo, segundo a Conservation Internacional. Dos 7% restantes da cobertura original, apenas 2,3% estão protegidos por unidades de conservação ou legislação específica. O presidente da Conservation, Russell Mittermeir, adverte: “Se alguém vai a um museu e queima quadros, surgem reações de indignação. Por que não há revolta quando se destroem florestas, tão valiosas quanto as obras de arte humanas?”.

Hoje, o grande desafio ambiental no Sudeste é o equilíbrio entre conservação e desenvolvimento. Nesse cenário, costuma-se colocar a atividade industrial como a grande causadora de poluição. Se, por um lado, isso é verdade, por outro já é possível encontrar, no Sudeste, esforços (tanto de empresas públicas como da iniciativa privada) em busca do desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, duas empresas têm merecido destaque: a mineradora de ferro Samarco e a Furnas Centrais Elétricas. Atuando no Sudeste e no Norte, a primeira tem o ISO 14000 em todas as etapas de seu processo produtivo e se destaca pela recuperação de áreas degradadas. Já a segunda, que produz eletricidade, mantém cuidados com seus mananciais.

Segundo José Drummond, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, “o Sudeste — sobretudo, mas não exclusivamente, nas áreas de Mata Atlântica — carregou o peso da economia moderna e contemporânea do Brasil. A economia colonial teve participação importante da cultura de cana-de-açúcar fluminense. Mas mesmo antes da transição para a independência e na construção do Brasil como Estado Nacional, o Sudeste ‘carregou o piano’ da expansão econômica com a mineração de ouro e pedras preciosas, o café, o desenvolvimento urbano e portuário, a industrialização, a pecuária e as novas explorações agrícolas (cítricos, alimentos e reflorestamento para fins comerciais)”.

No Sudeste, está hoje a maior parte da infra-estrutura de energia, de estradas de rodagem e de ferro, de portos e de hidrovias. O Brasil se tornou uma das maiores economias do mundo graças à exploração dos recursos naturais do Sudeste, e os mais altos índices de desenvolvimento e de bem-estar se concentram na Região. Isso correspondeu também a uma concentração de poder. É tradicional na cena brasileira a expressão política do café-com-leite, em que dois produtos naturais foram usados como sinônimos dos dois estados que os produziam. Ou seja: alternavam-se no poder os representantes do café — os paulistas — e os representantes do leite — os mineiros.

E, como lembra José Augusto Pádua, professor do curso de pós-graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, muitas vezes vozes discordantes denunciaram a maneira predatória como os recursos naturais eram tratados. Em meados de 1870, durante o Império, após um período de crescimento em que o café se espalhou pelas serras e pelos vales da província do Rio de Janeiro, a agricultura passou a viver profunda crise, e o governo convocou um Congresso Agrícola para discutir a questão. Um dos temores era o fim da escravidão que se avizinhava. Como arranjar mão-de-obra barata para continuar produzindo? Nesse congresso, Manoel Ribeiro do Vale, apresentado como lavrador de Paraíba do Sul, disse que era um “erro grave e imenso supor que a deficiência de nossa produção é proveniente unicamente da falta de braços e de capitais. Só quem não pensa e estuda, só quem não acompanha e examina atentamente e de perto o nosso sistema de explorar o terreno sem arte e ciência (…) é que pode avançar uma semelhante proposição”.

Segundo Pádua, o fazendeiro sabia que a crise era essencialmente ambiental. Assim como hoje continuamos sabendo. Cada progresso, cada avanço da técnica que acontece na região mais desenvolvida do País tem efeitos consideráveis sobre o meio ambiente, e o Sudeste carrega — como lembra o professor Drummond — um peso proporcional aos impactos que provoca: poluição industrial, desmatamento, perda da biodiversidade, comprometimento de recursos hídricos, erosão do solo. Em São Paulo, por exemplo, é difícil uma grande indústria se instalar, pois terá dificuldade em obter água na quantidade necessária. E, se conseguir, a água será muito cara. Por isso, os técnicos já estão viabilizando a reutilização da água. Ou seja, faz-se um tratamento em que se despolui parcialmente a água, tornando-a passível de ser reaproveitada em certas atividades industriais que não requerem um líquido totalmente limpo. Assim, economiza-se água pura e tratada.

Os ambientalistas afirmam que, para reverter o quadro de degradação no Sudeste, é preciso aprovar no Congresso Nacional uma legislação que impeça o avanço da perda da biodiversidade. Também sugerem aplicação severa da Lei de Crimes Ambientais, sobretudo no que se refere a desmatamento e queimadas. Será preciso ainda criar modelos de gestão regional e local, maior fiscalização e programas de educação ambiental, conforme sugere o documento Bases para a Discussão da Agenda 21 Brasileira, da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional. É fundamental implantar políticas voltadas para a preservação da Mata Atlântica que impeçam a degradação do entorno das cidades e a pressão sobre as áreas de conservação.

Em 1504, o navegador Américo Vespúcio fundou uma feitoria na região de Cabo Frio (RJ). Era uma simples paliçada, erguida em torno de um casebre e de algumas roças no meio da Mata Atlântica. Foi o primeiro povoado habitado por europeus no Brasil.

Hoje, a sustentabilidade das cidades é um dos maiores desafios ambientais do Sudeste. São Paulo é a maior metrópole do hemisfério sul, com cerca de dez milhões de habitantes. A expansão urbana intensa das últimas quatro décadas — fruto do êxodo rural e de disparidades de renda — causou ocupação desordenada do solo por populações de baixa renda, que passaram a reivindicar saúde, educação, habitação, abastecimento de água e energia, saneamento, transporte, drenagem, limpeza urbana, segurança, lazer. A maioria dessas demandas não tem sido atendida, daí o desequilíbrio. Os especialistas recomendam uma reforma urbana que evite, entre outras coisas, a impermeabilização do solo, responsável por grandes inundações. O direcionamento ambiental das atividades urbanas, incluindo as atividades turísticas e de lazer, pode e deve ser feito tanto nas cidades grandes como nas menores.

Outro problema é o transporte. A Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) calcula que mais da metade do solo urbano nas metrópoles é ocupada por vias públicas, viadutos, estacionamentos. Será preciso reordenar atividades urbanas, ocupar espaços vazios, descentralizar a economia, priorizar deslocamentos a pé ou de bicicleta, reduzir o tráfego de passagem e criar espaços de convívio.

A sustentabilidade nas cidades brasileiras impõe ainda mudanças profundas nos sistemas de limpeza urbana. Coleta-se por volta de 100 mil toneladas de lixo por dia no Brasil, e cerca de 20% do lixo doméstico não é coletado. E do coletado, a metade vai para lixões a céu aberto. Só 25% vai para aterros mais ou menos adequados, e para a reciclagem vai menos de 1%. O Sudeste, pelo número da população e pela presença da indústria, é a região que mais gera lixo no País.

Há algumas décadas, o compositor carioca Noel Rosa cantou: “São Paulo dá café, Minas dá leite, e a Vila Isabel dá samba”. São Paulo já não dá tanto café assim, pois o Espírito Santo e até Rondônia, a cada dia, vêem crescer seus cafezais. Em Minas, a pecuária está em crise. Mas o samba vai muito bem, sim senhor. Ou melhor, a indústria cultural — uma das maiores atividades do Sudeste — não pára de crescer. Discos, livros, vídeos, programas de televisão, filmes, peças de teatro, publicações técnicas e teses universitárias são produzidos ininterruptamente. E tentam, de alguma forma, transformar e aprimorar a consciência que temos sobre nós mesmos, brasileiros, e sobre a maneira com que temos ocupado este chamado “berço esplêndido”. Ainda no contexto de produção cultural, manifestações artísticas locais e populares têm recebido o apoio e incentivo governamentais e de empresas.

A tendência, dizem os especialistas, é que um dos nossos maiores produtos de exportação neste século 21 venha a ser a cultura, especialmente a música. E esta, como sabemos, não causa erosão do solo nem assoreia rios, mas pode nos consolar e nos fazer crescer.

Projetos e Experiências

Qualidade industrial, proteção ambiental

Em 1979, a Fiat foi a primeira montadora de automóveis do Brasil a receber os certificados ISO 14001 e ISO 9002, resultado de investimentos em meio ambiente e controle de qualidade. Nos últimos seis anos, a Empresa gastou mais de 60 milhões de dólares em equipamentos para tratar e reciclar efluentes líquidos, sólidos e gasosos gerados pelo processo industrial ou pelo desmanche de veículos.

A indústria automobilística produz gases oriundos de pintura, secagem e solda. Na fábrica da Fiat em Betim (MG), esses gases são coletados, filtrados e purificados por equipamentos de última geração.

Para cada carro produzido, são gerados 300 quilos de resíduos sólidos entre papel, papelão, madeira, chapas, isopor, borras de fosfato, etc. Esse material representa um terço do peso total do carro. Hoje, a Fiat mineira recicla 17 mil toneladas de resíduos sólidos por mês. Além disso, o chumbo deixou de ser utilizado na confecção da carroceria dos veículos. E, na refrigeração, os gases CFC (prejudiciais à camada de ozônio que envolve o planeta) foram abolidos.

A eliminação de produtos poluentes na fabricação dos carros começou com as marcas Uno e Tempra. E toda a linha Palio foi desenhada para ser montada e desmontada, permitindo reciclagem. O plástico tem até três gerações previstas de reutilização. Na primeira, como pára-choque. Na segunda, como dutos de ar. Na terceira, vira carpete e também se transforma em combustível.

Na fábrica de Betim, o tratamento de efluentes líquidos permite que 1,5 bilhão de litros por mês — ou 92% da água utilizada pela montadora — entre novamente em circulação. Isso reduz a captação externa da água para o processo industrial em até 80 milhões de litros por mês.

Por outro lado, empresas que trabalham para a Fiat não demonstram a mesma preocupação. No final de 1999, a imprensa mineira denunciou que três empresas fornecedoras da Fiat (Formtap Indústria e Comércio, Interni Interiores para Veículos e Standard Products Brasil Indústria e Comércio) despejaram 4 mil m3 de laterais e forros de portas, tetos, retalhos de borracha, tambores de cola e graxa, lã de vidro e espumas enrijecidas dentro de voçorocas (terrenos desmoronados) com até 15 metros de profundidade, que já estavam totalmente estabilizadas, com árvores quase adultas. E isso a apenas 100 metros das nascentes do Rio Formiga, que abastece 80% dos 70 mil habitantes do município de Formiga (MG).

Energia e meio ambiente

A matéria-prima das Centrais Elétricas de Minas Gerais – Cemig, é a água. É ela que produz a eletricidade que a empresa distribui em todo o Estado. Por isso, a estatal procura cuidar dos mananciais e reduzir, compensar ou eliminar impactos ambientais provocados por suas atividades. A Cemig tem várias estações de pesquisa e desenvolvimento ambiental, desenvolve programas de arborização urbana e de piscicultura.

Implantada em 1975, a Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Volta Grande, na usina de mesmo nome no Triângulo Mineiro, trabalha com limnologia (parte da biologia que trata da água doce e seus organismos) e piscicultura. Lá estão instalados 168 tanques para piscicultura, aquários, lagos e um viveiro de mudas.

Outra estação de pesquisa é a de Peti, inaugurada em 1983, na Serra do Espinhaço. Ali se desenvolvem estudos de conhecimento da ecologia terrestre e aquática, monitora-se o manejo da flora e fauna e fazem-se pesquisas de reintrodução de espécies em seu meio ambiente. Foram descobertas novas espécies, como a libélula (Heteragrion petiense), a canela (Licaria triplicalyx) e a rã diurna ainda não descrita (Hylodes sp). Espécies ameaçadas de extinção foram detectadas, como o pavão-da-mata, o lobo-guará e a onça-parda. A estação Peti tem um centro de manejo e reprodução de animais silvestres, com laboratórios e viveiros, e faz parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais em Educação Ambiental.

Desde 1988, a Cemig está implantando o Programa de Compatibilização de Arborização com a Rede Aérea de Distribuição de Energia. Isso visa evitar arborização inadequada para a rede elétrica, que provoca curtos-circuitos, rompimento de cabos condutores, interrupção no fornecimento de energia, além de risco para os transeuntes. A segunda maior causa de desligamentos acidentais da rede elétrica registrados pela Cemig são as árvores.

Novas tecnologias de embalagens

Uma tecnologia brasileira para produzir plástico biodegradável à base de cana-de-açúcar está sendo testada na Alemanha para substituir o feito de derivados de petróleo. Desenvolvido pela Copersucar e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, o novo material tem chances de ser usado pelos alemães, cujo governo planeja substituir nas próximas décadas 60% dos plásticos consumidos no País por produtos biodegradáveis. Cada alemão consome, por ano, 70 quilos de plástico.

O Centro de Raízes e Amidos Tropicais da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, de Botucatu, está desenvolvendo embalagens biodegradáveis a partir da mandioca. Essas embalagens poderão substituir peças de isopor, papel e papelão. A embalagem de mandioca resiste dez dias na geladeira sem alterar suas características e, levada ao lixo, degrada-se em trinta dias, enquanto as de isopor levam até quatrocentos anos para se desintegrar.

Parceria preserva Mata Atlântica

A maior área protegida do norte do Espírito Santo fica em Linhares, é formada pela Reserva Natural da Vale do Rio Doce (22 mil hectares) e pela Reserva Biológica de Sooretama (24 mil hectares), administrada pelo Ibama em parceria com a Vale.

Nessa área estão 52% das árvores identificadas da Mata Atlântica e 30% do que sobrou dela no Espírito Santo. A fauna da reserva registra, pelo menos, 23 espécies de peixes, 43 de répteis, 344 de aves e 102 de mamíferos. Mas são as aves que se destacam: 5% da avifauna do planeta está ali. O número de espécies de aves de Linhares é maior do que o da Europa. E pelo menos 20% dos mamíferos brasileiros também estão na reserva, com mais ou menos 600 espécies de vertebrados. De invertebrados, foram registradas 524 espécies de borboletas e mariposas.

A Reserva da Vale do Rio Doce acompanha o florescimento e a frutificação das árvores, beneficia sementes, produz mudas e estabelece formas de uso das árvores. Faz levantamento da fauna e da flora e identifica espécies tropicais com potencial econômico, com ênfase na recuperação de áreas degradadas, formando florestas de uso múltiplo e sistemas agroflorestais.

A Reserva da Vale faz da preservação da Mata Atlântica um negócio bem-sucedido. Ao todo são trezentas instituições no Brasil e algumas no exterior, privadas ou públicas, que compram mudas de espécies da Mata Atlântica desenvolvidas em Linhares, escolhidas de acordo com seu interesse. Entre os principais clientes dessa reserva estão o Complexo Industrial do Porto de Tubarão, a Prefeitura de Vitória, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Valesul Alumínio S.A.

Cuidando do mar

Cabo Frio e Arraial do Cabo, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, são cidades privilegiadas pelas belezas naturais. Além disso, nelas, a água é muito fria e rica por causa da ressurgência: uma massa de água fria, que vem do Pólo Sul, sobe do fundo para a superfície trazendo microorganismos e nutrientes. Os peixes procuram essas águas para se alimentar. Esse fenômeno — bastante comum na costa chilena — no Brasil acontece apenas nessa região fluminense. A ressurgência aumenta os estoques de frutos do mar e facilita a pesca.

Em Arraial do Cabo, foi criada a primeira reserva extrativista marinha do Brasil para garantir o sustento de uma antiga comunidade pesqueira artesanal. Dentro da reserva, é proibida a pesca industrial. A pesca artesanal é liberada, mas existem pesos específicos para cada pescado. O polvo tem que pesar, no mínimo, 1 kg; o badejo, 1,5 kg; o cherne e a garoupa, 2 kg. As redes também são vistoriadas, e existem tamanhos específicos permitidos para suas malhas. Quanto mais fina a malha, mais prejudicial aos filhotes.

A pesca de traineira só acontece em alguns locais. A captura de lagostas com compressor é proibida, assim como a captura de peixes e corais para ornamentação. O mergulho também sofre restrições. No santuário ecológico da Pedra Vermelha, o mergulho só é permitido para pesquisas. Além disso, na Resex, não são permitidos mergulhos à noite, por prejudicarem a pesca de traineira.

Um dos lugares mais importantes da reserva é a Ilha do Cabo Frio, também conhecida como Ilha do Farol e considerada pela Unesco como reserva da biosfera, por apresentar um dos últimos trechos de Mata Atlântica no Rio de Janeiro.
Na Praia do Forno, ainda em Arraial, existe uma criação de mexilhões. Por se tratar de uma reserva extrativista, é complicado desenvolver uma atividade nova sem atrapalhar as outras, ou seja, as atividades de pesca. Um exemplo: uma área já destinada à pesca de cerco não poderia permitir a criação de mariscos, pois as duas atividades entrariam em conflito. E quem perderia seria o pescador. Por isso, a saída é instituir novas áreas de criação de frutos do mar para não haver conflito.

A arte das mãos mineiras

Barro, algodão, vidro, metal, pedra-sabão, pedras semipreciosas, fibras vegetais, contas, sementes, bambu, lã, sobras da indústria de tecidos. As mãos mineiras vão transformando esses materiais, criando obras de artesanato e arte que são comercializadas e se espalham em feiras de cem municípios.

Esse é o trabalho do grupo Mãos de Minas, que começou com 37 artesãos em 1988. Hoje, são 3 mil produtores artesanais. O governo estadual apóia a legalização das vendas, dá financiamento, cursos, treinamento e estimula a criação de centrais de compra e venda. A proposta de trabalho do grupo é a de utilizar e estimular as tecnologias tradicionais em risco de desaparecimento, dando a elas um bom acabamento e uma estética de qualidade, para poder competir no mercado.

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