Edição 05

Matérias Especiais

Saci-Pererê

Pequeno ser, negrinho, perneta, sempre pulando numa perna só, capuz vermelho vivo, enterrado na cabeça, às vezes fazendo o bem e, muitas outras, o mal.

Sempre de cachimbinho na boca.

Nas casas, passa a vida infernizando os afazeres domésticos, queimando a comida, apagando o fogo no meio de uma fervura, escondendo coisas, batendo portas e entornando líquidos. No campo, abre porteiras, espanta a criação e o gado, dispara cavalos, nos quais se compraz em trançar crinas e caudas em emaranhados difíceis de destrançar.

Este personagem, visível ou invisível, sempre soltando irritantes assovios e pulando, mais conhecido no sul (também em Portugal), traz em si, elementos de diferentes crenças como, por exemplo, do Kilaino, duende que, segundo registro, é “ente maléfico que mora no mato ou nos morros, assume formas diferentes (…) respondendo aos gritos de uma pessoa e gritando para transviar quem anda no mato”.

cubos