Edição 17

Projeto Didático

Tecnologia e Esporte: a Ciência Ajudando a Superar os Limites do Corpo Humano

As Olimpíadas são a consagração máxima das capacidades físicas básicas do corpo humano. Numa atividade esportiva, as capacidades físicas fundamentais são: resistência (muscular e cardiovascular), força, flexibilidade e agilidade (mudança de direção, partidas e paradas, tempo de reação-resposta e rapidez).

A ciência, a tecnologia e o esporte deram-se as mãos para que os atletas, cada vez mais, ampliem o seu grau de capacidade física.

A natação, desde que foi incluída na programação das primeiras olimpíadas da Era Moderna, passou por modificações fenomenais. No começo, nadava-se em mar aberto ou em rios, o que significava mais uma preocupação para os atletas: sobreviver. Hoje, nada-se em piscina com a temperatura da água controlada, raias que eliminam as marolas e roupas hidrodinâmicas que oferecem menos resistência à água do que a própria pele do nadador.

Um nadador sabe exatamente o número de braçadas que terá de dar até bater na borda da piscina, não adianta tentar dar uma a mais para ganhar a prova. Nesse ponto, entram em cena o computador, a fisiologia e a biomecânica. O atleta pode, por meio de imagens computadorizadas, aproveitar melhor o resultado na propulsão de algumas braçadas, mudar o ângulo da braçada e aperfeiçoar a largada e a virada na piscina.

As roupas e os equipamentos dos atletas são fabricados em laboratórios especializados de biomecânica, com o objetivo de diminuir a resistência do ar e o atrito. A roupa ideal é aquela que o atleta não percebe que está usando. O bom tênis é aquele que oferece a sensação de que a pessoa está descalça.

Com essa união, a tendência mundial é de que o atleta atinja cada vez mais a perfeição dos seus movimentos. No casamento da ciência com o esporte, não basta competir: o objetivo é vencer.

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