Edição 45

Ambiente-se

Um olhar sobre o semiárido

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Nossas escolas e a Cáritas NE 2, no centenário do nascimento de Dom Helder Camara, resgatam a figura do homem que marcou uma geração através dos seus gestos de solidariedade e compromisso com os empobrecidos, ao abraçar o projeto Um Olhar sobre o Semiárido – 100 Cisternas no Centenário de Dom Helder.

A abordagem diferente para esta região é o eixo pedido, um novo olhar. É a proposta de uma forma educativa e transformadora para conhecer um espaço e uma população que são discriminados pela desinformação das suas potencialidades.

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Lançamos o projeto na Semana de Solidariedade da Cáritas, em novembro de 2008, com três apresentações culturais:

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• O coral do Helena Lubienska fez a abertura.

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• O Instituto Capibaribe apontou, em sua apresentação, as causas da falta de água no semiárido, associando-as às trêsquedas de Jesus. • O Colégio Auxiliadora apresentou um teatro enfocando uma família do semiárido que toma conhecimento do projeto do centenário de Dom Helder e se enche de esperança.

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Após o lançamento, na semana pedagógica no mês de janeiro, as escolas, o Conselho de Educação (GT Direitos Humanos) e a Cáritas organizaram uma manhã de trocas de experiências e estudos, seguidos de uma agenda e propostas. Também fez parte da equipe a professora Maria Denise de Assis, que foi assessora pedagógica da Articulação no Semiárido, e a Agência Mediar, que divulgará o projeto e ofereceu um fantour para vinte professores no semiárido.

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Um novo olhar

Transcrevemos alguns trechos da crônica Um Olhar, de Dom Helder.

“O que é um olhar? A pergunta nos interessa…

Não basta abrir os olhos para olhar…

Quando, depois de dez ou quinze dias de chuva, começa uma estiagem que passa de uma semana, de duas, o nordestino olha o céu… Olhar de inquietação, mas ainda de esperança, e até de prece! E quando o céu está nublado, escuro, ameaçando chuva, quem é do sul é capaz de achar o tempo feio: o nordestino acha o tempo bonito, porque, quem sabe, vai trazer a esperada chuva…”

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“Quando dois jovens estão sentindo o amor despertar entre eles e se entreolham, o olhar canta, baila, dança!”

“Quando o cearense cansa de esperar chuva e se decide a tomar o pau de arara, o olhar que ele dirige à sua rocinha é de cortar o coração da gente.”

“Olhar que é uma delícia é o de uma criança que está descobrindo, vendo tudo como se nunca ninguém tivesse visto, e exclama a cada instante:

Olha lá! Olha lá!”

Sobre o semiárido

Dom Helder escreveu a crônica Sobre a Cidade, e nós adaptamos algumas questões para o nosso projeto. Sabemos que toda pesquisa começa por uma indagação, assim algumas perguntas foram formuladas:

semiarido14De onde se tem a vista mais larga e mais bela sobre o semiárido?
Quem pode falar sobre as crianças dessa região?
O que têm, as estradas, a contar?
Qual é a expressão cultural mais profunda dos brasileiros que habitam essa região?
Há muitos jovens no semiárido?
Há famílias unidas ou desunidas?
Há turistas chegando nessa região? E eles vêm com olhos de ver e ouvidos de ouvir?
Quem já fez uma visita fraterna às pessoas empobrecidas?
Quem conhece por dentro essa região? Quem sabe das suas possibilidades?
Quem quiser ajudar no esforço cotidiano de um olhar sobre o semiárido entre em contato com a coordenação ou com uma das escolas participantes do projeto.

Hamilton da Costa
secretario@caritasne2.org.br
Saulo Nogueira da Costa
nogueirasc@hotmail.com
Ana Tereza Ferreira
ananais2005@yahoo.com.br
Lêda Telles
ledamariatelles@yahoo.com.br

Instituições que já aderiram ao projeto e esperam novos parceiros: Auxiliadora, Instituto Capibaribe, Helena Lubienska, Recanto, Polícia Militar, Idéia, Rosa Gattorno, Equipe, Patrícia Costa, Ariano Suassuna, Fafire, Nossa Senhora do Carmo, Pontual, Municipal Dom Helder Camara.

Nossos agradecimentos a todos os colaboradores e parceiros dessa causa.

Obrigado.

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