Edição 141
Espaço pedagógico
Solidivertidamente: a Matemática, os sólidos geométricos e o filme Divertida Mente
Karina Faustino de Sousa
Introdução
A Feira de Ciências realizada no Espaço Educacional Arco-Íris, escola da rede privada de ensino, localizada em Pombal, no interior do Estado da Paraíba, intitulada: XVI Arco das Ciências, realizada em 20 de setembro de 2024, é um momento único para o bom desenvolvimento da relação escola-família-comunidade, visto que os discentes passam por um processo de desenvolvimento da autonomia, do protagonismo, da expansão dos conhecimentos adquiridos na escola. A proposta da Feira de Ciências dos 3° anos dos Anos Iniciais desenvolvida pelas professoras e executada pelos alunos foi a de combinar conceitos de matemática, especificamente sólidos geométricos, com o filme Divertida Mente. Esse projeto de Ciências permitiu que os alunos visualizassem e compreendessem com mais clareza as formas geométricas tridimensionais ao relacioná-las com os personagens e os cenários do filme. Essa abordagem interdisciplinar trouxe uma nova perspectiva para o ensino da geometria, tornando-o lúdico, criativo e acessível.
A matemática é frequentemente vista como abstrata e complexa, mas possui inúmeras aplicações no cotidiano e em diferentes contextos culturais e artísticos. O filme Divertida Mente (2015), dirigido por Pete Docter, explora as emoções e suas representações visuais em um formato cativante, sendo um rico campo para análise de elementos matemáticos, como os sólidos geométricos. Dessa forma, este artigo propõe uma abordagem interdisciplinar que conecta os sólidos geométricos com o filme, mostrando como as formas tridimensionais podem ser visualizadas e compreendidas de maneira acessível. Além de enriquecer a educação matemática, essa proposta também busca tornar o aprendizado mais atrativo e significativo para os alunos.
Um dos motivos da escolha da área de conhecimento foi o interesse em compreender, de forma mais eficaz, o que acontece nas práticas docentes dos professores de Matemática e os métodos utilizados para ensinar o conteúdo dos sólidos geométricos nos primeiros anos da Educação Básica dos alunos, bem como compreender como o mundo cinematográfico pode contribuir para o ensino do conteúdo supracitado.
O presente artigo segue a seguinte estrutura: em seu primeiro tópico abordará a importância da Feira de Ciências: XVI Arco das Ciências; em seu segundo tópico, trará perspectivas acerca do elo entre a matemática e a ludicidade no processo de ensino; e, logo em seguida, as considerações finais.
A inserção desse conteúdo é de suma importância para o desenvolvimento infantil,
visto que a geometria enquanto conteúdo escolar está inserida na matemática

A importância da Feira de Ciências: XVI Arco das Ciências
Em um primeiro momento, é importante compreendermos o que é uma Feira de Ciências. Segundo o Ministério da Educação (MEC), são “[…] os eventos que contemplem exposição pública de trabalhos científicos realizados por crianças, jovens e adultos das escolas públicas” (Brasil, 2000, s/p). Uma Feira de Ciências é, portanto, um evento educacional onde os alunos têm a oportunidade de apresentar projetos científicos que desenvolveram. O Centro de Ciências do Rio Grande do Sul (Cecirs) define Feira de Ciências como “[…] uma atividade cultural realizada por estudantes, no sentido de proporcionar, por meio de demonstrações por eles planejadas e executadas, uma amostra do seu trabalho, do seu conhecimento e das realizações humanas no campo técnico-científico” (Cecirs, 1970, p. 2).
Nessa perspectiva, é possível observar que a Feira de Ciências é uma oportunidade única para estreitar elos entre a comunidade e a escola, visto que, com esses tipos de demonstração, os estudantes têm a oportunidade de mostrar toda a sua desenvoltura por meio de apresentações orais, que impulsionam a autonomia e o protagonismo infantil, tornando-a um momento de grandes realizações e avanços. Mancuso e Leite Filho (2006, p. 20) destacam:
Feiras de Ciências são eventos sociais, científicos e culturais realizados nas escolas ou na comunidade com a intenção de, durante a apresentação dos estudantes, oportunizar um diálogo com os visitantes, constituindo-se na oportunidade de discussão sobre os conhecimentos, as metodologias de pesquisa e a criatividade dos alunos em todos os aspectos referentes à exibição dos trabalhos.
Dessa forma, a Feira de Ciências que ocorre no Espaço Educacional Arco-íris, é um projeto interdisciplinar institucional que está na sua décima sexta edição. O XVI Arco das Ciências, de modo geral, é um evento científico que busca estreitar os vínculos entre a escola, a comunidade e a família, pois, ao nos ancorarmos em Cunha (2008) :
[…] escola e família não podem estar dissociadas uma da outra, pois são ligadas pelos veios afetivos do educando. Portanto, os processos de aprendizagem não se bastam sem a colaboração de ambas as partes.
A escola é muito mais que um lugar de ensino e aprendizado; ela une, acrescenta, enriquece e colabora para o crescimento, não só dos alunos, mas de todos que por ela passam. Também é importante destacar que a escola deve estar em sintonia com a comunidade, visando auxiliar e orientar os cidadãos na conscientização e garantia de seus direitos.
De acordo com Santis (2013, p. 04),
[…] a escola tem que ser um centro de liderança na comunidade onde ela está inserida, que atue articuladamente com as lideranças locais já constituídas ou com aquelas que possam nascer nesse processo de relação escola-comunidade.

Pode-se afirmar que a comunidade é tanto um espaço familiar quanto escolar, pois é nela que se vive, reside-se, experimenta-se, relaciona-se, compartilha-se e aprende-se. Longe de estar isolada dos outros setores, ela se integra a eles; assim como os órgãos do corpo trabalham juntos para caminhar, respirar, correr, falar e pensar, tornando-o completo. A comunidade é o lugar onde se compartilham costumes, valores, a língua, a localização geográfica e uma visão de mundo, além de ideais comuns a todos os membros do grupo.
Dessa forma, é importante abordar uma Feira de Ciências em um espaço aberto ao público, ao qual as crianças apresentam diversos temas, voltados para as mais diversas áreas do conhecimento, com projetos que abrangem uma imensa gama de tópicos, desde biologia, química e matemática até física e tecnologia.
Para a realização do XVI Arco das Ciências, foi mobilizado todo o quadro de funcionários da escola, mas, especialmente, o corpo docente, sobretudo o do 3° ano do Ensino Fundamental. A professora desenvolveu um projeto escrito exequível, baseado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), definindo a unidade temática a ser trabalhada, no caso geometria, grandezas e medidas, e o objeto de conhecimento, sendo os sólidos geométricos o foco central, tendo como objetivos de aprendizagem: reconhecer figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera); reconhecimento, análise de características e planificações; e comparação de áreas por superposição. Baseado nisso, é importante destacar as habilidades que serão desenvolvidas conforme a BNCC:
• EF01MA01: Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas, sim, código de identificação.
• EF02MA14: Reconhecer, nomear e comparar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico.
• EF03MA13: Associar figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera) a objetos do mundo físico e nomear essas figuras.
• EF03MA14: Descrever características de algumas figuras geométricas espaciais (prismas retos, pirâmides, cilindros, cones), relacionando-as com suas planificações.
Logo após fazer toda essa parte escrita, é hora de executar o projeto, quando ocorre a separação de equipes, em grandes grupos, que variam entre 9 e 10 crianças cada um, e quando acontecem ensaios diários, sendo vital a cooperação familiar, que auxilia as crianças para um melhor desenvolvimento da oratória durante os ensaios. Em suas apresentações, é fundamental a presença dos familiares para uma maior segurança infantil assim como a participação direta na formação acadêmica de cada um deles.
No ano de 2024, em mais uma exposição do Arco das Ciências, a turma do 3° ano utilizou, como foco central, a utilização do componente curricular de matemática com o assunto dos sólidos geométricos, o que será abordado com maior ênfase no próximo tópico.
O elo entre a matemática e a ludicidade no processo de ensino

Se pararmos para analisar, a matemática está presente na maioria dos aspectos do nosso cotidiano, pois ela vai muito além de fazer simples cálculos: ela está presente quando desejamos comprar alguma coisa e economizamos para isso; quando vemos, diariamente, a hora no relógio; quando calculamos o tempo que falta para entrarmos de férias, entre outros diversos exemplos.
Ao analisarmos o famoso filme Divertida Mente, no auge e na moda entre as crianças, vemos que é um exemplo da utilização da matemática em outro aspecto do cotidiano, pois, ao olharmos matematicamente, muitos personagens do filme apresentam sólidos geométricos em sua forma.
Sólidos geométricos são formas tridimensionais com volume, limitadas por superfícies planas ou curvas. Entre os sólidos mais estudados, estão o cubo, o tetraedro, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro, que fazem parte dos chamados sólidos platônicos. Essas formas possuem propriedades matemáticas específicas, como faces congruentes e ângulos iguais. Outros sólidos, como esferas e cilindros, também são comuns em estudos de geometria tridimensional. Os principais são: cubo: formado por 6 faces quadradas, 12 arestas e 8 vértices; esfera: uma forma perfeitamente redonda, sem arestas ou vértices; tetraedro: composto por 4 faces triangulares, 6 arestas e 4 vértices; octaedro: sólido com 8 faces triangulares, 12 arestas e 6 vértices.
A inserção desse conteúdo é de suma importância para o desenvolvimento infantil, visto que a geometria enquanto conteúdo escolar está inserida na matemática, sendo, de acordo com Santos (2008): “[…] um ramo da matemática que analisa as formas planas e espaciais, com as suas características”. Dessa forma, o filme Divertida Mente não só encanta com sua narrativa, mas também com o design de seus personagens e ambientes, que podem ser interpretados em termos de geometria. Cada emoção principal — Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo — é visualmente distinta e carrega elementos geométricos que podem ser associados a sólidos tridimensionais.
Ao ampliarmos o olhar sobre os personagens do filme, identificamos sua relação com a geometria, e isso demonstra a relevância e a prática no cotidiano da matemática presente no nosso dia a dia, em especial em um momento de lazer. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) destacam que:
Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de Matemática no Ensino Fundamental, porque, por meio deles, o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. O trabalho com noções geométricas contribui para a aprendizagem de números e medidas, pois estimula a criança a observar, perceber semelhanças e diferenças, identificar regularidades e vice-versa (BRASIL, 1997, p. 56).
Isto é, torna a matemática, em especial a geometria, em algo significativo, já que foi identificado que os personagens são elementos que carregam consigo características que representam, de forma lúdica, alguns sólidos geométricos. Por exemplo, Alegria: representada com traços arredondados e suaves, pode ser associada a formas esféricas, como a esfera em geometria, que simboliza fluidez e harmonia. Tristeza: seu corpo arredondado e curvado lembra um cilindro, sendo uma forma mais “fechada” e introvertida, assim como sua personalidade. Raiva: com uma estrutura mais retangular e angular, pode ser comparado ao cubo, cujas linhas retas e arestas fortes denotam rigidez. Medo: seu corpo magro e comprido pode ser associado a um cone ou uma pirâmide, expressando uma natureza mais instável e pontiaguda. Nojinho: caracterizada por formas que se assemelham a superfícies mais “afiadas”, sugerindo formas geométricas menos convencionais, como o prisma.
A partir dessa análise matemática sobre o filme, passamos a estudar com um olhar mais sensível os sólidos geométricos, subdivididos em poliedros e não poliedros. Poliedros são os sólidos geométricos que têm todas as suas faces planas, isto é, poliedros é a junção de poli, que significa muitas, e edros, que significa faces. Então, poliedros são figuras que possuem muitas faces. Dante (2012, p. 206) apresenta os poliedros desta forma:
Cada poliedro é formado pela reunião de um número finito de regiões poligonais planas chamadas faces e a região do espaço limitada por elas. Cada lado de uma dessas regiões poligonais é também lado de uma outra única região poligonal. A interseção de duas faces quaisquer ou é um lado comum, ou é um vértice, ou é vazia. Cada lado de uma região poligonal, comum a exatamente duas faces, é chamado aresta do poliedro. E cada vértice de uma face é um vértice do poliedro.
Os poliedros estão presentes no cotidiano, pois podemos associar suas formas a diferentes objetos como: dados, copos e caixas de sapatos. O cubo é uma figura que possui todas as suas faces em forma de quadrado. Os paralelepípedos são figuras que possuem seis faces, sendo duas faces idênticas e paralelas entre si. As pirâmides são figuras que possuem faces triangulares e as bases podem variar. Já os prismas parecem bastante com as pirâmides, porém eles são caracterizados por serem poliedros com duas bases congruentes e paralelas, além das faces planas laterais.
Os sólidos geométricos possuem os lados retos, têm faces, arestas e vértices. As faces são as superfícies planas que têm as formas de um polígono; o encontro de duas faces é chamado de aresta, e o encontro de duas ou mais arestas é chamado de vértice.
Mas também existem os não poliedros (corpos redondos), que possuem partes arredondadas, e por isso têm maior facilidade para rolar, como o cilindro, o cone e a esfera. A esfera é o sólido geométrico que possui curvas contínuas e cujos pontos de superfície estão situados à mesma distância do centro do sólido. O cilindro é um corpo redondo e alongado com espaço interior igual em todo o seu comprimento. O cone possui base circular e tem um vértice. Ao fazermos alusão ao filme, especificamente ao cenário do Quartel-general, onde as emoções controlam as ações da protagonista Riley, percebemos que ele também é rico em formas geométricas. As esferas coloridas que armazenam memórias são, evidentemente, associadas ao sólido geométrico mais simples e reconhecido: a esfera. Essas esferas representam, de maneira visualmente clara, um não poliedro.
Ao adotarmos grupos focais, isto é, quando se subdividiram os sólidos geométricos em poliedros e não poliedros (corpos arredondados), as crianças conseguem diferenciar esses grupos dentro da geometria, e Gatti (2005, p. 08) afirma que “[…] a utilização de um grupo focal é um bom investimento de levantamento de dados para investigações”, ou seja, apresentar de forma contextualizada e subdividida foi fundamental para o entendimento infantil sobre os sólidos geométricos, ao considerar a apresentação formal e, ao mesmo tempo, lúdica do conteúdo, tornando prazerosos o ensinar e o aprender matemática. Segundo Maurício (s/a, p. 6), o lúdico “[…] é considerado prazeroso devido à sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo”.
O objetivo foi alcançado com êxito, já que, no âmbito escolar, especialmente na sala de aula e em um momento de exposição de alguns dos mais diversos conhecimentos adquiridos no decorrer do ano, houve uma indispensável utilização da ludicidade como ferramenta pedagógica para uma melhor desenvoltura tanto dos profissionais da educação como também dos alunos. Dallabona & Mendes (2004, p. 111) apontam que: “[…] o trabalho a partir da ludicidade abre caminhos para envolver todos numa proposta interacionista, oportunizando o resgate de cada potencial”. De acordo com esse pensamento, observou-se que ocorreu, efetivamente, uma leveza no processo de ensinar e aprender matemática, em especial geometria, com o conteúdo dos sólidos geométricos, culminando, assim, em uma aprendizagem com perspectivas mais ampliadas em vários aspectos da vida escolar e social infantil.
Considerações finais
Os sólidos geométricos representam uma parte fundamental da matemática e da geometria, e explorar suas formas tridimensionais ajuda os estudantes a desenvolverem habilidades espaciais, resolução de problemas e a compreensão de conceitos abstratos aplicados no mundo real. Em uma Feira de Ciências, essa abordagem prática permite que os alunos não apenas aprendam, mas também visualizem e manipulem as formas, tornando a aprendizagem mais concreta e estimulante. Para encerrar esta reflexão sobre a relevância de uma Feira de Ciências com foco nos sólidos geométricos e conectando-a com o filme Divertida Mente, é importante destacar como essa combinação oferece uma experiência educativa rica e envolvente para os alunos.
Ao trazer o filme para a discussão, podemos fazer uma analogia entre os diferentes estados emocionais e os sólidos geométricos. Assim como o filme retrata as complexas interações entre as emoções humanas (alegria, tristeza, medo, raiva, nojo), os sólidos geométricos também têm diferentes propriedades e formas, mas que se conectam em harmonia para formar estruturas complexas. Essa conexão pode ajudar os estudantes a refletirem sobre como diferentes elementos simples podem compor algo maior, seja na matemática, seja nas emoções.
A interseção entre a matemática e o cinema oferece uma oportunidade única para o ensino interdisciplinar. No caso de Divertida Mente, os personagens e os cenários fornecem uma rica base para a exploração dos sólidos geométricos de maneira lúdica e visual. Essa abordagem não só facilita o entendimento de conceitos matemáticos, mas também torna o aprendizado mais dinâmico e conectado ao cotidiano dos alunos. Relacionando as emoções e os personagens do filme com os sólidos geométricos, é possível criar uma ponte entre o abstrato e o concreto, transformando o ensino de geometria em uma experiência envolvente, significativa e criativa.
Ao utilizar Divertida Mente como base para a construção de sólidos geométricos, os alunos tiveram a oportunidade de explorar conceitos abstratos de maneira concreta e divertida, contribuindo para uma educação mais criativa e interdisciplinar. Usar filmes como esse em sala de aula e em Feira de Ciências pode tornar o aprendizado dos sólidos geométricos mais envolvente. A proposta de realizar atividades que envolvam a análise dos personagens e cenários do filme, incentivando os alunos a identificarem formas geométricas e a criarem suas próprias representações tridimensionais, foi essencial para um entendimento concreto do conteúdo.

A realização da Feira de Ciências é uma oportunidade de aprendizado significativo, pois promove a integração entre o raciocínio lógico e a exploração emocional. Usar os sólidos geométricos e o filme Divertida Mente como ponto de partida pode tornar o conhecimento mais acessível e divertido, ajudando os estudantes a compreenderem tanto o mundo físico quanto o emocional de forma criativa e interativa. A efetivação do projeto ocorreu mediante o somatório de várias etapas da proposta, com aulas expositivas, apresentação e exposição dos conteúdos, etapas que foram seguidas e elaboradas do plano de ação.
Nosso objetivo só foi alcançado após a execução do projeto e, principalmente, ao percebermos em nossos discentes o interesse nas aulas, a euforia em saber que são capazes de produzir e compreender conteúdos matemáticos que muitas vezes são taxados como de “difícil compreensão”, e a descoberta dos sólidos geométricos ao seu redor, identificando as principais características e elementos das figuras geométricas trabalhadas, bem como reconhecer a importância das formas geométricas no cotidiano.
As devolutivas positivas por parte dos nossos alunos e dos pais a respeito do XVI Arco das Ciências foi de grande valia para todos que fazem parte da escola, já que essa interação é a resposta de que o projeto foi bem apresentado; e os objetivos, alcançados.
A relação escola-comunidade-família ganha uma dimensão especial em eventos como a Feira de Ciências. Esse tipo de atividade promove uma integração fundamental entre esses três pilares, mostrando como a educação vai além da sala de aula e envolve a colaboração de diversos atores sociais.
Na Feira de Ciências, a escola atua como facilitadora do conhecimento, criando um espaço onde os alunos podem aplicar conceitos teóricos em experimentos práticos. Ao proporcionar essa oportunidade, a escola reforça seu papel como agente formador, incentivando o pensamento crítico e a curiosidade científica.
A comunidade, por sua vez, beneficia-se e participa ao compartilhar saberes, experiências e recursos. É comum que parceiros da comunidade, como universidades, empresas e instituições locais, colaborem, contribuindo com materiais, mentoria ou simplesmente oferecendo seu apoio. Isso fortalece o vínculo entre o ambiente escolar e a realidade da comunidade, aproximando os alunos do mundo externo e das possíveis trajetórias profissionais.
Já a família tem um papel crucial no apoio e na motivação dos alunos. Quando os familiares se envolvem e participam das atividades escolares, como da Feira de Ciências, eles reforçam o valor da educação no dia a dia dos estudantes. A presença e o incentivo familiar não só promovem um senso de orgulho e o pertencimento nos alunos, mas também reforçam a importância da cooperação no aprendizado.
Dessa forma, a Feira de Ciências fortalece a conexão entre escola, comunidade e família, criando um ciclo virtuoso de aprendizado, envolvimento e apoio mútuo. Essa colaboração amplia as oportunidades de desenvolvimento para os estudantes, garantindo uma educação mais significativa e contextualizada, que reflete a interação entre o ambiente escolar e o mundo ao redor.
Referências
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Karina Faustino de Sousa é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), pós-graduada em Metodologia do Ensino de Matemática, pós-graduanda em Psicopedagogia e professora do 3º Ano dos Anos Iniciais do Espaço Educacional Arco-Íris.
