Edição 147
Editorial
Editorial
Prezado Educador, Prezada Educadora

Олег Копьёв – stock.adobe.com
Crianças são como cimento molhado, tudo que cai nelas deixa uma marca. Em grande parte, a linguagem do adulto determina o destino da criança e do adolescente.” – Haim Ginott
Todos os anos, na edição de março e abril, temos como tema da Construir Notícias a abordagem trabalhada no Momento Pedagógico, evento nacional organizado pelos selos da editora: Construindo e Aprendendo, Viver Valores, Sucesso e Formando Cidadãos. A capa estampa o tema, e a matéria especial é a fala da palestrante do evento.
Este ano nosso tema é Escola e Família, uma parceria na mesma direção.
Quem o abrilhantou com sua fala e escrita foi a ph.D em Educação, Doutora em Psicologia Social, Mestre em Ciências da Linguagem, neuropsicopedagoga, neuropsicóloga clínica e professora universitária Rosangela Nieto, a quem expressamos a nossa gratidão pela maravilhosa palestra e parceria.
A professora Rosangela usou a metáfora da bicicleta para trabalhar o tema. Foi de uma competência que impressionou. Obrigada mais uma vez,
professora Rosangela.
Convido todos que não tiveram a oportunidade de participar desse Momento Pedagógico a não deixar de assistir pelo YouTube. Vale a pena!
Educar uma criança nunca foi — e jamais será — uma tarefa solitária.
Por trás de cada aprendizagem significativa, há uma rede de cuidado, diálogo e corresponsabilidade que une escola e família em um mesmo propósito:
formar seres humanos íntegros, críticos e preparados para a vida.
A escola, com seu papel pedagógico e formativo, oferece conhecimentos sistematizados, experiências coletivas e oportunidades de desenvolvimento intelectual e social.
A família é o primeiro espaço de aprendizagem. É nela que a criança aprende valores, limites, respeito, convivência e identidade. A escola, por sua vez, amplia esse repertório, sistematiza o conhecimento e promove a socialização em um contexto coletivo mais diverso. No entanto, quando essas duas instituições não dialogam ou atuam de forma desconectada, a criança pode vivenciar conflitos, inseguranças e dificuldades que impactam diretamente seu processo de aprendizagem.
Da mesma forma, escolas que acolhem as famílias, que criam espaços de participação e que compreendem as diferentes realidades sociais e culturais demonstram compromisso não apenas com o ensino, mas com a formação integral do estudante. Essa relação precisa ser construída com empatia, transparência e cooperação, e não marcada por cobranças unilaterais ou distanciamento.
Em tempos de tantos desafios — sociais, emocionais e tecnológicos —, a parceria entre escola e família deixa de ser apenas desejável, mas torna-se indispensável. Questões como o uso consciente das tecnologias, o fortalecimento da autoestima, o desenvolvimento da autonomia, a convivência respeitosa e a construção de valores éticos exigem coerência entre o que se vive em casa e o que se aprende na escola.
Compreender o papel da família no ambiente escolar vai além da participação em reuniões ou do acompanhamento de tarefas. Envolve escuta, corresponsabilidade e reconhecimento de que educar é uma tarefa compartilhada. A presença da família fortalece o vínculo da criança com a escola, transmite segurança e demonstra que o aprendizado é valorizado também fora da sala de aula.
Investir nessa parceria é investir no futuro. É reconhecer que educar é um compromisso coletivo e que o sucesso escolar começa quando família e escola falam a mesma língua: a do cuidado, do respeito e da responsabilidade compartilhada.
Convido também à leitura de todo o conteúdo da Construir Notícias, que sempre é pensado e organizado para você, nosso parceiro de muitos anos.
Em setembro próximo, completaremos 27 anos trabalhando exclusivamente para todos que fazem a sua escola.
Grande abraço, Zeneide Silva
(@profzeneidesilva)
