Edição 121

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Educação híbrida: Como?

Helen Lúcia

Colégio Ouro Preto – Nova Iguaçu/Rio de Janeiro

Ser professor nunca foi fácil. Buscar renovação constantemente; estar por dentro dos acontecimentos atuais; ser sensível aos alunos; não ter seu valor devidamente reconhecido.

videoconferencia_notebook_AdobeStock_371410231_rexandpan_[modificado]A pandemia trouxe muitos desafios para a humanidade. Vimos, mundo afora, pessoas se reinventando para se manterem ativas, continuarem trabalhando e estudando. Com os professores, não foi diferente. As mudanças trazidas pela pandemia para a educação vão se perpetuar mesmo quando o “normal” voltar ao normal. Mas será que estamos preparados?

mae_filho_laptop_AdobeStock_337966498_rexandpan_[modificado]Ser professor nunca foi fácil. Buscar renovação constantemente; estar por dentro dos acontecimentos atuais; ser sensível aos alunos; não ter seu valor devidamente reconhecido. E, agora, mergulhar no universo das aulas virtuais!

Mesmo com o retorno das aulas presenciais, o modelo de sala de aula a que estávamos acostumados jamais será o mesmo. As aulas virtuais vieram para ficar, ainda que de forma híbrida. O fato é que tanto o espaço da sala de aula como a forma de ensinar mudaram, e todos os que fazem parte do processo de aprendizagem precisam se adequar. Como?

1. Aceite a mudança

O primeiro passo é aceitar a mudança. Ignorar o uso de tecnologias e as ferramentas — muito úteis — para o ensino é o mesmo que ficar para trás. Acreditar que existem aulas que não podem ser ministradas de forma diferente é uma prática comum para muitos profissionais. Mas precisamos ter a mente aberta, somos educadores afinal! E aceitar que tudo já não é como antes é um passo importante rumo ao sucesso.

A sociedade mudou e sempre muda. Suas demandas também mudam. É comum no processo evolutivo. Durante a pandemia, com as escolas fechadas, poderíamos simplesmente cruzar os braços e esperar a tempestade passar. O ser humano, porém, não é assim, ele evolui. Partir para as aulas virtuais foi uma forma de evolução — não aconteceu de forma calculada, não atendeu a todos da mesma forma. Mas nos deu o caminho a seguir.

2. Busque conhecimento

Existem diversos cursos sobre educação virtual: cursos livres, especializações e mestrados; cursos gratuitos, pagos; EAD e presenciais. Existem diversos aplicativos e sites educacionais, diversas ferramentas disponíveis. Se não souber por onde começar, peça ajuda. Assista a aulas de seus colegas, troque informações. O conhecimento é sempre bom e nunca é demais!

3. Incentive seus alunos

Muitas crianças e adolescentes têm acesso à tecnologia e fazem uso de celular ou um outro dispositivo com perfeição. Mas não usam os aplicativos sugeridos pelo professor, não se motivam a fazer as atividades propostas. Muitos, na verdade, não conseguem entender que o celular não é só ferramenta para lazer, não é apenas para gravar ou assistir a vídeos. Poucos sabem, de fato, fazer uma pesquisa na Internet.

Cabe a nós, educadores, mostrar um caminho diferente para os nossos alunos. Mostrar que a aula virtual vai além de se sentar na frente da tela do computador e ouvir o professor falar. É preciso que esse estudante do outro lado da tela se sinta envolvido. Para tal, precisamos conhecer bem a ferramenta usada, ainda que esta não permita a interação simultânea. O professor pode lançar mão dos blogs, por exemplo, ou grupos de discussão. Pode ainda usar aplicativos que permitem aos alunos gravar vídeos em resposta a uma pergunta feita em aula. Há tantas possibilidades: jogos, pesquisas, nuvens de palavras, e todos com a possibilidade de mensurar os resultados e mostrar para eles o quanto evoluíram!

Seja exemplo para seus alunos, aprenda algo novo e compartilhe com eles. Incentive-os a buscarem coisas novas sempre!

Não existe uma fórmula mágica quando o assunto é educar. Existe o nosso amor pela profissão e pelos nossos alunos que nos motiva a melhorar sempre!

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Helen Lúcia é Especialista em Educação Virtual; pedagoga; professora licenciada de Inglês; professora de Ética, Negócios e Informática; trabalha no Colégio Ouro Preto, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que usa o Sistema de Ensino Sucesso.

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