Edição 146
Mensagem inicial
SAUDOSA MALOCA
Adoniran Barbosa
Se o senhor não está lembrado,
dá licença de contar
que aqui onde agora está
esse edifício alto
era uma casa velha, um palacete abandonado.
Foi aqui, seu moço,
que eu, Mato Grosso e o Joca
construímos nossa maloca.
Mas um dia, nem quero me lembrar,
veio os homi com as ferramentas,
que o dono mandou derrubar.
Peguemo tudo a nossas coisas
e fumos pro meio da rua
apreciar a demolição.
Que tristeza que eu sentia,
cada tauba que caía
doía no coração.
Mato Grosso quis gritar,
mas, em cima, eu falei:
os homi tá ca razão.
Nós arranja outro lugar.
Só se conformemos quando o Joca falou:
Deus dá o frio conforme o cobertor.
E hoje nós pega a paia nas grama do jardim.
E, pra esquecer, nós cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida.
Dim, dim, donde nós passemos dias feliz de nossa vida.
Saudosa maloca, maloca querida.
Dim, dim, donde nós passemos dias feliz de nossa vida.
Saudosa maloca, maloca querida.
Dim, dim, donde nós passemos dias feliz de nossa vida.
Saudosa maloca, maloca querida.
Dim, dim, donde nós passemos dias feliz de nossa vida.

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