Edição 144
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Solte a corda
Lili Almeida

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Pegue esta visão: solte tudo que prende você e se prenda a tudo que o liberta. Mas nem em pensamento se mantenha perto de algo que o fere.
Toda vez que você força algo, só está reforçando que aquela coisa não é pra você. Pare de tentar segurar o que já foi e se ligue no presente. De repente, existe um pouquinho de felicidade bem ali virando a esquina, mas você não vê porque só fica olhando para trás, só que a vida é para a frente, e a gente precisa aprender a abrir mão de algumas coisas para poder abraçar as coisas que são certas pra gente.
Às vezes, a decisão certa também é dolorosa, mas, em alguns momentos, segurar dói muito mais do que deixar ir. Afastar-se de algumas pessoas e situações é autocuidado. Aproxime-se de você, amarre-se em você, vá embora de qualquer lugar, mas todo dia volte pra você. Bom ou ruim, tudo passa, mas a gente continua. Com todas as nossas vivências, nossos momentos bons e ruins, com aprendizados, mudanças, amadurecimento, no fim das contas você sempre terá você.
Quando a gente prende o que a vida já afastou, a gente atrapalha o caminho do que se aproxima. Pare de querer ser rocha, deixe fluir, não tem correnteza que tire de você o que é seu.
Solte a corda. Deixar ir também é amor.
ALMEIDA, Lili. A gente merece ser feliz agora. Você é a semente de toda a sua vida, então abrace o processo e acenda a sua luz. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.
