Edição 147
Prazer de ler
Apresentamos, nesta edição, a autora EVANGELINA COSTA CARVALHO, publicada pela Editora Prazer de Ler.

Acervo da autora

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Desde pequenina, apreciava muito a leitura e, muito cedo, comecei a colocar nos papéis as minhas historinhas contando minhas artes e aventuras de criança. E, assim, fui desenvolvendo a arte da escrita, habilitando-me a usar a linguagem de forma criativa, expressando sentimentos e emoções. Surgiram os pequenos textos em que a imaginação fluía de forma criativa e espontânea.
Com dedicação e amor, abracei meus alunos transmitindo os ensinamentos de forma lúdica, usando recursos de motivação como o aprender brincando. A musicalização sempre esteve presente, enriquecendo ainda mais a aprendizagem dos meus pequenos.
Educar é uma arte, e, como tal, é preciso, além da vocação, a nossa verdadeira doação de amor, carinho e tantos outros requisitos que o educador necessita para essa jornada.
Com os olhos voltados para a educação, eu ensino e aprendo todos os dias a lidar com seus comportamentos e emoções. E como me sinto GRANDE! Meus filhos já crescidos e, atualmente, minha filhota do coração e meus netos são minha maior fonte de inspiração. Os desenhos, as brincadeiras e as atividades rotineiras levam-me à magia de transportar todas as experiências vividas de maneira lúdica e encanta tória ao mundo da imaginação da literatura infanto juvenil. Outro recurso valioso que amo escrever são os cordéis infantis, em que combino rimas e cultura brasileira, narrando histórias de aventura, crítica social, amor e humor.

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Educar é uma arte, e, como tal, é preciso, além da vocação, a nossa verdadeira doação de amor, carinho e tantos outros requisitos que o educador necessita para essa jornada.
Um bom livro propõe questões, sugere pensamentos e dúvidas e instiga a imaginação e a criatividade dos alunos. A passagem do real para o imaginário se faz sem deixar de encaminhar o processo de conhecimento com a absoluta naturalidade que convém ao espírito infantil.
O professor precisa estar atento à sensibilidade da turma para com o livro — o nível de envolvimento dos alunos com o texto — e estimular as manifestações espontâneas dos pequenos leitores, sempre se policiando para que o pensamento das crianças seja respeitado. Deve evitar as avaliações tradicionais por meio de notas, de preenchimento de fichas, de perguntas e respostas preestabelecidas, mais ou menos rígidas. Também deve procurar ler para curtir o livro com as crianças, mesmo porque o estabelecimento do hábito de ler não se dá por imposição de leituras como tarefas escolares. O que precisamos avaliar é como anda o relacionamento do aluno com o texto. Se o trabalho for bem conduzido e orientado durante todo o processo, o aluno reage, questiona, problematiza, aprecia com entusiasmo e interesse a obra lida ou a ela apresentada. Enfim, posiciona-se diante do que lê, apropria-se de ideias e CRIA.
Luzia Bomtempo
