Edição 146

Prazer de ler

Apresentamos, nesta edição, a autora ELISA SANTOS, publicada pela editora Prazer de Ler.

Reprodução

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Acervo da autora

Acervo da autora

A imaginação é algo inerente à minha personalidade desde sempre, e com o tempo fui lhe dando voz com base nas narrativas que tenho criado, com a produção de uma literatura cheia de fantasias, inventadas para despertar o prazer pela leitura nos meus sobrinhos. Escrever uma história é compartilhar a minha visão de mundo, os meus valores, os meus conhecimentos.
Um ponto muito recorrente quando somos questionados sobre o processo de produção das histórias que escrevemos é por quem somos influenciados.
Pode parecer clichê, mas é impossível não mencionar grandes autores da literatura, e, como escrevo para o público infantojuvenil, cito alguns dos que mais me encantam: Pedro Bandeira, Ruth Rocha, Ana Maria Machado.
A minha paixão pela literatura infantil começou nas aulas de Literatura Infantojuvenil ministradas pelo professor Robson Teles, um daqueles professores que despertam em você um deslumbramento visceral. A partir daí a minha imaginação ficou mais fluida.
Eu não poderia deixar de mencioná-lo neste breve texto sobre mim e o meu processo de criação.
Algumas pessoas me inspiram a escrever para o público infantojuvenil: o meu filho Matheus, embora hoje não seja mais criança. Ele não só protagonizou o meu primeiro livro, O tesouro do coração, como também me fez enxergar o mundo com mais beleza. Os meus sobrinhos, Vinícius e Alice, dividem com ele o papel principal nas minhas aventuras. Mas não apenas eles, todos os que me tocam de alguma forma, porque você não escreve só para pessoas específicas, escreve também para todos os que se sentem representados numa história, que têm uma relação identitária com os conflitos vividos pelas personagens, pelas temáticas abordadas.
Eu acredito que a leitura é um portal para outros lugares, por onde, muitas vezes, passeamos, moramos. A literatura tem um papel social muito importante, porque promove essas descobertas, propõe reflexões e tomadas de decisão que implicam no modo de dizer e de agir diante de situações corriqueiras ou eventuais.
Eu amo escrever tanto para o público infantojuvenil quanto para qualquer interlocutor, pois também transito por outras áreas e temáticas que demandam conhecimentos, e a pouca idade das crianças impede o estabelecimento de um diálogo. Mas confesso que a interação com as crianças é mais especial. Sinto-me extremamente gratificada com o feedback delas.
Ver um livro pronto é uma emoção grande, mas perceber que impactei a vida de uma criança é uma emoção muito maior.

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