Edição 121

Cartas à redação

Cartas à redação

A cada bimestre, recebemos os exemplares da revista Construir Notícias. Gostaria de parabenizar todos da Editora Construir pelo belíssimo trabalho, que tem nos ajudado bastante com os seus temas sempre atualizados e riquíssimos. Tenho aprendido muito e não perco nenhuma edição, em cada uma delas me surpreendo mais.

Nome: Janiel Américo
Instituição: Escola de 1o Grau Alegria de Saber
Local: Major Izidoro/AL
E-mail: janielamerico2020@gmail.com

Passando para parabenizar pelas edições da revista Construir Notícias, fico encantada a cada edição. Conteúdos ricos que nos fazem refletir sobre vários aspectos do contexto educacional. Sou apaixonada por cada tópico, em especial pelos textos da profa. Zeneide Silva. Muito sucesso!

Nome: Verônica Carvalho
Instituição: Escolinha Passos de Anjo
Local: Conceição do Coité/BA
E-mail: veraellen252018@gmail.com

Aproveitando o espaço que a revista Construir Notícias oferece aos seus leitores, quero dizer do meu encantamento por toda a cobertura que foi dada ao grande Mestre Paulo Freire, no início das festividades relativas ao seu centenário.

A matéria âncora nos fez acompanhar os seus passos e nos colocou frente a uma trajetória de lutas e idealismo pela educação. Professores, mestres, doutores, psicólogos mostraram onde está a essência do fazer pedagógico, apontando que o caminho certo é o da “amorosidade”.

Mas a Revista trouxe um depoimento sobre Dona Zélia, “gente como a gente”, que nasceu para ensinar. Eu quero falar um pouco sobre ela. Dona Zélia não precisou de bancas especiais, de um lugar especial, de materiais didáticos específicos para dividir conhecimentos e desenvolver, nas crianças e nos adultos que por suas mãos passaram, habilidades necessárias e favoráveis ao ato de aprender. Eu tive a oportunidade de conhecer Dona Zélia, uma senhora de semblante doce e suave, mas determinada e corajosa; sempre disposta a aumentar o seu “rebanho” e a pastorear bem as suas “ovelhas” para que nenhuma saísse em fuga e desistisse de aprender.

Quando li a reportagem que Zeneide escreveu em sua homenagem, logo me veio à mente a minha mãe, Lucila, pois ela também era uma educadora nata. Uma pessoa desejosa de que todas as mulheres deveriam exercer o magistério. Basta dizer que, “mexendo os pauzinhos”, conseguiu descobrir onde Paulo Freire morava e, pela amizade que tinha com a sua esposa, Dona Elza, foi orientada a me matricular no Instituto de Educação de Pernambuco, depois de uma frustração com o não êxito no vestibular de Medicina. Ela achava, sim, que o meu lado profissional não se evidenciaria dentro de um hospital, mas nas salas de aula de uma escola. Não é que ela tinha razão? Então vejam que duas mulheres fortes, freirianas por natureza, teriam mesmo que continuar lá no céu, como Zeneide bem colocou, a estimular, junto com Paulo Freire, a formação de novos profissionais da educação — verdadeiros agentes de transformação.

Vamos unir esse trio que, junto com muitos outros mestres da educação, já mostrou a bela missão de educar.

Nome: Lourdinha Cunha
 
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