Edição 139

Editorial

Editorial

Acho que a lei foi um avanço, mas ainda estamos longe de conseguir com que ela oriente as práticas curriculares e as relações dentro das escolas,
uma vez que o docente foi formado em uma lógica eurocêntrica e boa parte não participou dessas discussões no âmbito da universidade.

Cléa Ferreira

Neste clima de final de ano, preparamos uma edição com um tema muito importante para toda a sociedade, mas, principalmente, para nós, educadores, que temos como missão educar, informar, valorizar todas as informações necessárias para educar crianças e jovens para uma sociedade de respeito e valorização da pessoa de todas as classes sociais, raça e gênero.

Uma equipe completa precisa, fundamentalmente, estar atenta ao que acontece com a educação; por isso, resolvemos discutir sobre um tema bem importante: a educação antirracista.

A educação antirracista busca promover uma consciência cultural, desconstruir estereótipos e confrontar sistemas e estruturas que incitam a violência racial. Pensamos que o preconceito, muitas vezes, é falta de conhecimento. Precisamos, em nossa prática, criar debates sobre educação antirracista na sala dos professores e nas salas de aula, ter um acervo literário sobre o tema e proferir palestras para que todos na escola possam participar e viver uma nova proposta pedagógica.

Em 2010, concluí meu mestrado em Formação de Educadores em Portugal. Para a conclusão do curso, fiz minha dissertação com o tema Como ensinar o que não sabemos; não fomos preparados para trabalhar com o tema África nem, principalmente, com a valorização do negro em nossa sociedade.  Apresentei a Lei nº 11.645/2008, que inclui no currículo oficial da Educação Básica a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

Foi um período de muitas pesquisas, debates, estudos e cuidado com as palavras com sentidos diferentes entre Brasil e Portugal. Em um dos debates em sala de aula aqui, no Brasil, antes da viagem, falei que o governo brasileiro havia sancionado a Lei nº 11.645/2008, no mesmo instante minha orientadora chamou a minha atenção dizendo que não poderia falar sancionar, pois, em Portugal, significava castigar (pensei que ia ser reprovada antes da apresentação kkkkkk).

Hoje, é fundamental reconhecer a importância de que entender e desenvolver uma educação antirracista é necessário para que justiça e sociedade caminhem juntas.

• Em resumo, a educação antirracista é uma ação necessária por diversos fatores. Entre eles:
• Promoção da igualdade e inclusão.
• Desconstrução de estereótipos.
• Desenvolvimento do pensamento crítico.
• Respeito à diversidade.
• Conscientização social e estímulo da empatia.


sophia.com.br/entenda-o-que-e-educacao-antirracista-e-porque-ela-e-necessaria

Esperamos que esta edição contribua um pouco mais na sua formação.

Desejo a todos os nossos educadores/leitores um Feliz Natal e um abençoado Ano Novo. Que 2025 seja muito bom para vocês e para todos nós. Que Deus abençoe o nosso Brasil.

Grande abraço e beijos de luz natalina em cada coração.

(@profzeneidesilva)

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