Edição 148
INCLUSÃO
O Transtorno do espectro autista e a nutrição
Giovanna Monteiro

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de múltiplas origens, com um forte componente genético, mas também relacionado a diversos outros fatores. Embora a causa precisa do TEA ainda não seja totalmente compreendida, fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos são considerados determinantes na manifestação dessa condição (Hall, 2019). Dada a variabilidade, utiliza-se o termo espectro, já que existem diferentes graus de comprometimento, que podem variar de leves a severos (Lord et al., 2018).
O TEA é identificado, principalmente, pela análise do comportamento do paciente. Caracteriza-se por desenvolvimento atípico, padrões de comportamento repetitivo e dificuldades de interação social (Friedman; Sterling, 2019). Indivíduos com TEA, especialmente crianças e adolescentes, enfrentam desafios relacionados à alimentação, como seletividade alimentar e dificuldades comportamentais durante as refeições, o que impacta na aceitação de diversos alimentos (Peverill et al., 2019). Segundo Magagnin et al. (2021), o TEA se manifesta em dificuldades comportamentais, como deficiências nas interações sociais, linguagem, comunicação e jogo simbólico.
Nos últimos anos, a conexão entre alimentação e autismo tem despertado o interesse da comunidade científica, uma vez que determinados nutrientes podem desempenhar um papel ímpar no controle dos sintomas e no apoio ao desenvolvimento cognitivo de crianças com TEA (Hall, 2019). Esse transtorno é caracterizado por um leque de dificuldades que varia em intensidade e tipo de manifestações.
Essas crianças, frequentemente, consomem mais alimentos processados e ultraprocessados
e podem apresentar um repertório de comportamentos restritos,
como rejeição a alimentos sólidos […]
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020), aproximadamente 1 a cada 160 crianças em todo o mundo é diagnosticada com TEA. As origens dessa condição envolvem fatores genéticos e ambientais, como complicações durante a gestação ou exposição a substâncias prejudiciais (Autism Speaks, 2020). Nesse sentido, o diagnóstico do TEA é estabelecido com base em critérios comportamentais, os quais seguem o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que o define como um transtorno do neurodesenvolvimento (American Psychiatric Association, 2013; Paula et al., 2020).
Crianças com TEA apresentam maior vulnerabilidade a dificuldades alimentares, como seletividade em relação a certos alimentos, dificuldades motoras orais e outros desafios comportamentais durante as refeições. Isso pode resultar em deficiência de micronutrientes, especialmente quando comparadas a outras crianças (Ledford; Gast, 2006; Liu et al., 2016; Ranjan; Nasser, 2015). Atualmente, observa-se um aumento no número de crianças neurodiversas e, paralelamente, intensificam-se as pesquisas em nutrição sobre TEA e TDAH, sendo amplamente reconhecida a relação entre nutrição e condições neurológicas (Magagnin et al., 2021).
A alimentação tem um papel crucial no bem-estar global e no desenvolvimento cerebral das crianças com TEA. Pesquisas indicam que uma dieta apropriada pode aprimorar o comportamento, as funções cognitivas e a qualidade de vida desses indivíduos (Smith et al., 2018). Além disso, a nutrição pode influenciar diretamente o sistema imunológico, o metabolismo e as funções cerebrais, áreas que, constantemente, estão prejudicadas em crianças com autismo.
Essas crianças, frequentemente, consomem mais alimentos processados e ultraprocessados e podem apresentar um repertório de comportamentos restritos, como rejeição a alimentos sólidos ou de diferentes texturas, além de problemas gastrointestinais e episódios de compulsão alimentar (Esposito et al., 2023; Lázaro; Siquara; Pondé, 2019; Moraes; Bialer; Lerner, 2021). Também é comum que elas apresentem seletividade alimentar, com preferências limitadas a determinados tipos de alimento, o que pode ocasionar deficiências nutricionais. As carências mais habitualmente observadas incluem vitaminas e minerais essenciais, como vitamina D, ferro, cálcio e zinco. Segundo Sharpe et al. (2019), muitas crianças com autismo ingerem quantidades inadequadas desses nutrientes, o que pode comprometer o crescimento, a saúde óssea e as funções cognitivas.
Estudos apontam que a inflamação sistêmica e a neuroinflamação podem desempenhar um papel significativo no TEA. A presença de níveis elevados de marcadores inflamatórios no cérebro de indivíduos com autismo sugere que a inflamação crônica pode estar associada a déficits cognitivos e comportamentais (Vargas et al., 2005). Nesse cenário, uma alimentação adequada pode auxiliar na diminuição da inflamação e no suporte à saúde cerebral. Alimentos ricos em antioxidantes e ácidos graxos essenciais, como o ômega-3, têm mostrado efeitos positivos em pesquisas clínicas sobre o TEA (Thapar et al., 2020).

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Estudos indicam que dificuldades motoras orais e problemas gastrointestinais, como diarreia, refluxo e constipação, podem ser comuns em indivíduos com TEA, estando associados a um desequilíbrio da microbiota intestinal, o que afeta tanto a saúde mental quanto o comportamento (Pretto et al., 2024; Lázaro et al., 2019). Assim, a alimentação de indivíduos com TEA representa um desafio significativo para equipes de saúde, especialmente no contexto da Atenção Básica (Brasil, 2015; Magagnin et al., 2021). Nessa perspectiva, detectar precocemente os transtornos alimentares em indivíduos com TEA é essencial, uma vez que a intervenção precoce está associada a melhores resultados a longo prazo, promovendo hábitos alimentares mais saudáveis e bem-estar geral (Grillo; Silva, 2004).
A nutrição científica indica que certos nutrientes podem ter um efeito benéfico no desenvolvimento cognitivo de crianças com TEA. O sulforafano presente nos brotos de brócolis é um exemplo de substância com propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras que tem apresentado resultados promissores em pesquisas sobre o autismo. De acordo com investigações conduzidas por Zhang et al. (2016), o sulforafano pode auxiliar na redução dos sintomas de hiperatividade e agressividade em crianças com autismo.
Além disso, os ácidos graxos ômega-3 encontrados em peixes têm mostrado potencial para aprimorar a comunicação e diminuir a agressividade, servindo como um importante aliado no desenvolvimento cognitivo. Esses ácidos desempenham uma função essencial na formação das membranas celulares cerebrais e são reconhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias (Holopainen et al., 2019).
Pesquisas mostram que a disbiose intestinal, um desequilíbrio das bactérias intestinais que impacta o eixo microbiota-intestino-cérebro, afetando a saúde mental e neurológica (Brasil et al., 2023), pode alterar a produção de ácidos graxos de cadeia curta, afetando o comportamento e os sintomas neurológicos em indivíduos com TEA. Compreender os aspectos alimentares desses indivíduos é fundamental para delinear intervenções terapêuticas eficazes, com vistas a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias (Magagnin et al., 2021).
A disbiose intestinal tem sido associada a sintomas do TEA, como a dificuldade de comunicação e os comportamentos repetitivos. A utilização de probióticos e prebióticos, que ajudam a equilibrar a microbiota intestinal, tem mostrado benefícios no comportamento e na interação social de crianças com autismo. Além disso, dietas ricas em fibras e alimentos fermentados podem auxiliar na promoção de uma flora intestinal saudável, contribuindo para a redução da inflamação e para a melhora do quadro comportamental.
Há uma crescente evidência de que a saúde intestinal está fortemente vinculada à saúde mental. A disbiose intestinal, caracterizada por um desequilíbrio na microbiota, tem sido relacionada a sintomas do autismo, como irritabilidade, ansiedade e dificuldades de aprendizagem. Williams et al. (2018) revelam que a modulação da microbiota intestinal com o uso de probióticos pode ajudar a diminuir os comportamentos repetitivos e a melhorar a interação social em crianças com TEA.
O sulforafano presente nos brotos de brócolis é um exemplo de substância com
propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras que tem apresentado resultados promissores em pesquisas sobre o autismo.

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O ato de se alimentar é um componente social essencial, já que os hábitos alimentares são desenvolvidos desde a infância. No caso das crianças com TEA, isso não é diferente, embora elas enfrentem consideráveis obstáculos (Ruthes et al., 2022; Ribeiro et al., 2022). Estima-se que de 69% a 95% das crianças com TEA apresentem alterações sensoriais, afetando a percepção e o processamento de estímulos. Como resultado disso, têm-se comportamentos atípicos, como a recusa de alimentos com determinadas cores e texturas e a preferência por aqueles ricos em açúcares e sódio (Pretto et al., 2024). Nesse sentido, a nutrição pode desempenhar um papel basilar no apoio e no tratamento de distúrbios mentais, especialmente com dietas anti-inflamatórias ricas em vitaminas e ômega-3, que podem beneficiar essas crianças (Silva; Salomon, 2022; Brasil et al., 2023; Lima et al., 2023).
A dieta sem glúten e sem caseína (GFCF) é uma das intervenções nutricionais mais populares no tratamento do TEA. A hipótese por trás dessa abordagem é de que o glúten (presente no trigo) e a caseína (encontrada no leite) podem ser mal metabolizados por algumas crianças com autismo, liberando peptídeos que afetam o sistema nervoso central e exacerbam os sintomas do transtorno. Embora a evidência científica seja controversa, muitos pais e profissionais relatam melhorias no comportamento e na interação social com a adoção dessa dieta, especialmente em crianças com problemas gastrointestinais.
Em alguns casos, a suplementação nutricional pode ser necessária para corrigir carências alimentares e auxiliar no tratamento do TEA. Suplementos de vitamina D, ômega-3, zinco e outros nutrientes têm sido investigados em ensaios clínicos quanto aos seus potenciais para melhorar os sintomas do autismo. Nessa esteira, Bent (2019) revela que a suplementação com ômega-3 tem se apresentado eficaz na redução de comportamentos agressivos, aprimorando a interação social em crianças com autismo. No entanto, a recomendação deve ser feita por profissionais de saúde, levando em consideração as necessidades específicas de cada criança.
A suplementação com ácidos graxos ômega-3, particularmente os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA), tem sido amplamente estudada no tratamento de crianças com TEA. Esses nutrientes desempenham um papel crucial na função cerebral, principalmente na formação de membranas celulares e na redução da inflamação. Estudos sugerem que o ômega-3 pode melhorar a comunicação social, reduzir comportamentos repetitivos e aumentar a atenção (Holopainen et al., 2019). Além disso, os ácidos graxos ômega-3 têm potencial para equilibrar os níveis de dopamina e serotonina, neurotransmissores envolvidos nos comportamentos e sintomas do autismo.
Suplementos de vitamina D, ômega-3, zinco e outros nutrientes
têm sido investigados em ensaios clínicos quanto aos seus potenciais para melhorar os sintomas do autismo.

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Crianças com TEA frequentemente apresentam deficiências nutricionais, com destaque para o ferro, o zinco e a vitamina D. A deficiência de ferro pode afetar o desenvolvimento cognitivo e comportamental, enquanto o zinco é importante para a função imunológica e o comportamento social. Já a vitamina D, por sua vez, é essencial para a saúde óssea e o funcionamento do sistema nervoso central, além de estar envolvida na modulação de sistemas imunológicos e comportamentais. A suplementação desses nutrientes pode ser necessária, especialmente em pacientes que têm uma dieta restrita ou enfrentam dificuldades de absorção.
A psiquiatria nutricional, com dietas personalizadas, busca potencializar tratamentos convencionais, como aqueles para comorbidades, e prevenir transtornos psiquiátricos, especialmente o autismo e o TDAH, cujos sintomas podem ser agravados por essas doenças (Brasil et al., 2023).
Nesses casos, o acompanhamento nutricional apropriado, realizado por profissionais qualificados, é crucial para assegurar que as necessidades alimentares das crianças com TEA sejam atendidas de forma eficaz. Além disso, um trabalho em equipe envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e terapeutas é indispensável para oferecer um tratamento abrangente e personalizado. A combinação de estratégias nutricionais com outros tratamentos, como terapias comportamentais, pode melhorar consideravelmente a qualidade de vida de crianças com autismo (Bent, 2019).
Além da suplementação, ajustes na forma como os alimentos são oferecidos às crianças com TEA podem ser necessários para lidar com a seletividade alimentar. Técnicas como a introdução gradual de novos alimentos, a utilização de temperos suaves e a oferta de texturas variadas podem ajudar a ampliar a gama alimentar dessas crianças, promovendo uma nutrição mais balanceada. A terapia ocupacional e a orientação comportamental também podem ser aliadas na adaptação do paciente a diferentes alimentos.
As sessões de terapia nutricional para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) abordam desafios alimentares frequentemente encontrados nesses pacientes, como a preferência alimentar limitada e sensibilidades sensoriais. Estratégias específicas são comumente aplicadas, como a introdução progressiva de novos alimentos e a utilização de suplementos.
A combinação de estratégias nutricionais com outros tratamentos,
como terapias comportamentais, pode melhorar consideravelmente a qualidade de vida de crianças com autismo.
(Bent, 2019)

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Diante da complexidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e das diversas barreiras que afetam a alimentação dos indivíduos com essa condição, é evidente a importância de uma abordagem nutricional individualizada e interdisciplinar. A alimentação adaptada às necessidades sensoriais e nutricionais de pessoas com TEA oferece um caminho promissor para reduzir sintomas comportamentais e melhorar a saúde geral, com efeitos positivos no bem-estar e na qualidade de vida (Pretto et al., 2024; Esposito et al., 2023).
Estudos sobre a microbiota intestinal, por exemplo, sugerem que o equilíbrio bacteriano pode influenciar o comportamento e a saúde mental, evidenciando a relevância de dietas anti-inflamatórias e o potencial do uso de suplementos para essas crianças (Baker et al., 2022; Smith et al., 20/21). As intervenções precoces, fundamentadas em psiquiatria nutricional, revelam-se necessárias, uma vez que favorecem o desenvolvimento e o comportamento adaptativo, além de prevenir deficiências de nutrientes essenciais ao funcionamento neurológico e motor (Silva; Salomon, 2022; Magagnin et al., 2021).
Portanto, a nutrição, no contexto do TEA, transcende a simples oferta de alimentos. Ela se transforma em um recurso terapêutico efetivo para a inclusão social e o desenvolvimento integral do indivíduo, apoiando não apenas sua saúde física, mas também seu potencial cognitivo e emocional. Ao adotar práticas alimentares mais personalizadas e sustentáveis, fortalecem-se as bases para uma atenção integral, promovendo uma integração eficaz entre saúde, alimentação e qualidade de vida para pessoas no espectro autista e suas famílias (Brasil et al., 2023; Magagnin et al., 2021).
A alimentação exerce um papel ativo no controle dos sintomas do Transtorno do Espectro Autista. A seleção de alimentos anti-inflamatórios, a correção de carências nutricionais e o suporte à saúde intestinal podem auxiliar na melhoria do bem-estar geral e do desenvolvimento cognitivo de crianças com TEA. A adaptação das intervenções nutricionais (suplementação e ajustes), juntamente com um acompanhamento multidisciplinar, é crucial para o bom manejo do transtorno.
Embora muitas intervenções alimentares e suplementações tenham apresentado benefícios inquestionáveis, elas devem ser feitas sob a supervisão de uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, para garantir que sejam seguras e eficazes. A personalização do plano alimentar, com foco nas deficiências específicas e nas preferências alimentares da criança, é fundamental para um tratamento bem-sucedido (Holopainen et al., 2019; Bent et al., 2019).
Dietas específicas, como as sem glúten e sem caseína, podem melhorar as habilidades de comunicação e o comportamento durante as refeições e ajudar a reduzir os problemas gastrointestinais em crianças com TEA, oferecendo suporte adicional às famílias (Pretto et al., 2024).
As intervenções precoces, fundamentadas em psiquiatria nutricional, revelam-se necessárias, uma vez que favorecem o desenvolvimento e o comportamento adaptativo, além de prevenir deficiências de nutrientes essenciais ao funcionamento neurológico e motor
(Silva; Salomon, 2022; Magagnin et al., 2021).
Em conclusão, a alimentação desempenha um papel fundamental no bem-estar e no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A intervenção nutricional personalizada, com o apoio de uma equipe multidisciplinar, pode atenuar os desafios alimentares comuns, como a seletividade e os problemas gastrointestinais, e auxiliar no controle dos sintomas comportamentais. Com a utilização de dietas anti-inflamatórias, ajustes nas texturas e na apresentação dos alimentos e suplementação de nutrientes específicos, é possível promover uma melhora significativa na qualidade de vida e na saúde geral desses indivíduos. Essa abordagem integra a nutrição ao tratamento global do TEA, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e emocional, o que beneficia não só as crianças, mas também suas famílias. Uma alimentação adaptada e apoiada por profissionais é uma ferramenta potente para o desenvolvimento integral e a inclusão social, destacando-se como um recurso terapêutico essencial para pessoas com TEA.
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Acervo da autora
Giovanna Monteiro é nutricionista, graduada em 2015 pela Universidade Estácio de Sá; Especialista em Nutrição Maternoinfantil pela VP; Especialista em Nutrição Escolar pela VP; mestranda em Saúde Coletiva pela Unifor; formada em Terapia Alimentar e Dificuldades Alimentares pelo Instituto Edkarla Almeida.
Possui os seguintes cursos de especialização: Nutrição Maternoinfantil Mãe Nutrida – Camila Komatsu; O Papel da Nutricionista Escolar – Carolina dos Santos Simões; Terapia Alimentar na Prática Clínica do Nutricionista – Instituto Edkarla Almeida; Nutrição e Suplementação no Autismo e TDAH – Academia Nutrição e Autismo; Workshop Terapia Alimentar Responsiva – Bárbara Daou; Suplementação nas Dificuldades Alimentares e Autismo – Bárbara Daou; II Simpósio de Dificuldades Alimentares – Mariana Cata-Pretta; Nutrição e Suplementação no Autismo e TDAH – Academia Nutrição e Autismo; Manejo comportamental – Lívia Rodrigues.
