Edição 115

Como mãe, como educadora, como cidadã

A história do sapo surdo

Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição.

O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.

Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores…

A corrida começou…

Sinceramente, ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.

Eles diziam coisas como:

— Oh, é difícil DEMAIS!!!

— Eles NUNCA vão chegar ao topo.

— Eles não têm nenhuma hipótese de sucesso. A torre é muito alta!

Os sapinhos começaram a cair um por um. Só uns poucos continuaram a subir mais e mais alto.

A multidão continuava a gritar:

— É muito difícil!!! Ninguém
vai conseguir!

Outros sapinhos se cansaram e desistiram… Mas UM continuou a subir e a subir… Este não desistia!

No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!

Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu. Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo.

E o resultado foi que o sapinho campeão era SURDO!!!

A moral da história é: Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas, porque elas tiram-lhe os sonhos e os desejos mais maravilhosos, aqueles que você tem no coração! Lembre-se sempre do poder das palavras.

Tudo o que você quiser ouvir e ler irá afetar as suas ações! Portanto, seja SEMPRE POSITIVO!

E, acima de tudo, seja SURDO quando as pessoas disserem que VOCÊ não pode realizar os SEUS sonhos!

Pense sempre: eu POSSO fazer isto!

Gosto muito de trabalhar com metáforas. E o que é uma metáfora? Sempre que explicamos ou comunicamos um conceito pela comparação com outra coisa, estamos usando uma metáfora. As duas coisas podem ter pouca semelhança concreta entre si, mas nossa familiaridade com uma permite adquirir uma compreensão da outra. Metáforas são símbolos e como tais podem criar intensidade emocional ainda mais depressa e de forma mais completa do que as palavras tradicionais que usamos. As metáforas podem nos transformar instantaneamente.

A história do sapo surdo é uma metáfora que nos fala de uma competição com o objetivo de alcançar o topo de uma torre bem alta. Só um venceu, e todos ficaram surpresos. Ao longo da competição, muitos desistiram porque ouviram palavras negativas. Só um sapinho venceu, pois era surdo.

Diante dessa metáfora, resolvi apresentar algumas palavras a mais no título. “História de algumas crianças com o final diferente da do sapinho.” Por que diferente? Vou explicar. Nossas crianças muitas vezes escutam palavras que não contribuem para seu sucesso, como: “Você não vai conseguir, cuidado!”, “Isso não vai dar certo!”, “É impossível, muito difícil!”. Ao falar, damos vida às nossas palavras. Muitas vezes falamos coisas negativas a nós mesmos. E, quando falamos algo negativo para nós mesmos, não temos a consciência de que estamos profetizando o nosso futuro. Em um dos livros da Bíblia, Provérbios 13,2 diz que “Comemos o fruto da nossa palavra”. O que falamos vai dar fruto, e colheremos exatamente o que falamos. A derrota ou a vitória está na nossa boca. Então, temos que direcionar as nossas palavras para onde queremos que nossa vida siga. Quem fala miséria não colhe abundância. Quem fala miséria vai colher miséria com certeza. “Eu não consigo fazer um trabalho com aquela turma”, com certeza não conseguirá. “Aquele aluno não conseguirá passar de ano”, com certeza também não conseguirá. Escute o que você tem falado da sua vida, do seu trabalho, de seus alunos, filhos, esposa/esposo.

O sapinho venceu porque era surdo. E nossas crianças? Que palavras estamos verbalizando para elas? Algumas palavras precisam sair do nosso vocabulário, principalmente do dos educadores. A palavra difícil precisa ser urgentemente riscada, banida. Quando falamos que alguma coisa é difícil, estamos mandando um comando para o nosso cérebro para que aquilo se torne difícil; automaticamente o cérebro irá responder a esse comando. Além desse comando, ainda emitimos esse sinal para o universo. Aquilo que emitimos volta para nós. As nossas palavras são profecias autorrealizadoras, a psicologia fala isso, é preciso cuidar muito do que a gente fala.

Por outro lado, quando falamos a palavra fácil, as coisas começam a se tornar fáceis, mesmo que ainda não sejam. Comece a semear palavras que vão nos fazer colher frutos saudáveis.

Nós comemos os frutos das nossas próprias palavras. Aquilo que a gente planta e semeia com palavras é aquilo que vai voltar para a nossa vida.

A língua é um órgão tão pequeno em relação ao nosso corpo, mas ela tem o poder de abençoar ou amaldiçoar, de vida ou de morte. Morte no sentido de vivermos uma vida morta, uma vida sem sentido, sem graça, uma vida que não está dando certo porque nossas palavras são sempre negativas, já que estamos comendo o fruto de nossas palavras.

Portanto, é importante compreender que as palavras moldam as nossas convicções, têm um impacto sobre as nossas ações.

Como educadores, temos que usar palavras emocionalmente carregadas de positividade para que possamos transformar, de uma maneira mágica, o próprio estado de nossas crianças.

Termino lembrando o quanto é importante, tanto para você como para seus alunos, ouvir e falar palavras edificantes. Antes de falar, pense se essa palavra vai trazer algum benefício, vai beneficiar outras pessoas, vai edificar. Se não for, não fale, segure sua língua, mas não fale. Você e seus alunos são merecedores de palavras edificantes, pois vocês
são especiais.

Defeitos de Linguagem

A palavra não existe apenas na linguagem, não na experiência. Por exemplo, “Não pense nas estrelas” traz à mente a imagem do céu estrelado. Portanto, procure usar frases positivas. Diga o que quer, e não o que não quer.

Mas nega o que vem antes. “Helena é bonita, mas…”.

Tentar pressupõe a possibilidade de fracasso.

Não posso ou não consigo expressam incapacidade.

Substitua o pretérito pelo presente. Em vez de “Gostaria de agradecer”, diga “Agradeço”.

Substitua se, que é condicional, por quando, que é otimista. Por exemplo, em vez de “Se você aprovar…”, diga “Quando você aprovar”. Pela mesma razão, substitua espero que por sei que. Por exemplo, em vez de
“Espero que vocês gostem”, diga
“Sei que vocês irão gostar”.

cubos