Edição 119

Refletindo...

Como reconstruir a esperança num ano de tantos desafios

Magna Oliveira do Nascimento Lima

O cenário hoje vivenciado convida à reflexão acerca da forma como a vida será conduzida. Durante a pandemia do novo coronavírus, o mundo se deparou com uma série de situações denominadas atípicas, onde a busca era a melhor forma de conduzir a vida, nos diversos aspectos que a vivência humana demanda.

Em 2020, o mundo se viu numa crise sanitária sem precedentes, que acarretou surpreendentes números de mortes, contabilizadas todos os dias pelos órgãos que fazem estatísticas.

Diante dessa realidade apresentada, foram necessárias mudanças no contexto de vida de toda a população. A educação precisou vivenciar o 4.0 num ritmo frenético.

Muitos questionamentos permearam a cabeça de gestores, coordenadores e dos próprios professores, que não conseguiam sentir um solo firme sob os pés.

Então, foi dado início a uma corrida em busca de metodologias que pudessem contemplar a realidade que se apresentava de forma tão abrupta no fazer pedagógico.

Situações opositoras surgiram diante dos docentes, mas o professor, como transformador de realidades, se viu na grande missão de seguir em frente de forma remota.

Difícil foi definir as seguintes questões: que tipo de metodologia é essa? Como fazer? Como colocar em prática a educação nesse formato?

Os questionamentos eram inúmeros, mas foi preciso se reinventar e lançar um novo olhar sobre os processos educacionais que estavam sendo aplicados até o presente momento. Então, no mês de maio de 2020, iniciaram-se as aulas remotas, que se apresentaram em diversos formatos tentando atender ao maior número possível de discentes.

Os próprios professores iniciaram um processo de desmistificação do Google Meet, Zoom, entre outras plataformas que se apresentaram ante a necessidade de dar seguimento ao ano letivo de 2020.

A princípio, o processo foi doloroso, mas a resiliência, que é uma característica marcante do corpo docente, se fez presente, e hoje o que é possível vislumbrar é uma educação que avançou em meses o que estava previsto para ocorrer em mais ou menos sete anos.

Afinal, não foi tão ruim; foi um ano de descobertas que abriu um leque de possibilidades na vivência pedagógica e no fazer do ponto de vista metodológico.

A busca é incessante; agora, foi possível se ambientar com os recursos, e, assim, chegou-se ao final de um ano letivo que foi baseado na reconstrução e na reinvenção do fazer pedagógico. Hoje, é possível uma visão ampla para um horizonte que se abre para o conhecimento.

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