Edição 121

Fique por dentro

Exercitando a tolerância em todos os universos e cores

Magna Oliveira do Nascimento Lima

O mundo é feito de diferenças, que têm suas características desenhadas na cor da pele, dos olhos e dos cabelos e nas especificidades de cada ser humano. Sim, isto é fato. Antes de sermos pardos, negros, brancos, Down e TDAH, somos, na realidade, seres humanos.

E, na essência, é assim que cada um deve ser tratado. Cada pessoa é um universo de sentimentos e emoções, existem meandros que devem ser analisados e respeitados. Essa temática traz uma série de diálogos que, em sua grande maioria, é relato de dor e sofrimento pela falta de empatia para com a diversidade.

Para falar em tolerância, é preciso entender o que essa palavra significa em sua essência:

1. Ato ou efeito de tolerar; indulgência, condescendência.

2. Qualidade ou condição de tolerante.

A tolerância não se tem feito presente no contexto atual. Na realidade, percebe-se que é como se o passado preconceituoso nunca tivesse deixado as pessoas entenderem que as diferenças existem e que, de fato, devem ser observadas e respeitadas. Tanto se escreve, tanto se diz nos discursos, mas a prática ainda destoa muito do que é preciso para viver um ideal de respeito, tolerância e empatia.

O que falta para alcançar esse patamar de viver de forma harmônica? É difícil responder a essa questão sem antes refletir o que leva a sociedade a pensar de forma tão excludente. No Brasil, esses modelos foram sendo trazidos desde o século XVI, e se percebe toda uma dificuldade em mudar o pensamento de que a diversidade de raças e comportamentos não deve estar à margem da sociedade.

Há um convite evidente para o engajamento nessa causa, porque, sim, toda vida é importante. Todo ser humano merece e precisa ser tratado com tolerância, e é necessário viver isso além do discurso.

Viver em harmonia requer a prática de tudo que se vivencia apenas na teoria. As bases para o bem comum estão em simples palavras como respeito, tolerância, empatia. Quando colocarmos essas palavras em prática, o fruto será uma sociedade igualitária com espaço para todos.

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Magna Oliveira do Nascimento Lima é coordenadora pedagógica na Escola Dinâmica e Especialista em docência do Ensino Superior.
E-mail: magnalima25@gmail.com

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